Mostrar mensagens com a etiqueta jj. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta jj. Mostrar todas as mensagens

29 de abril de 2017

#EstamosFodidosSporting

Carl von Clausewitz (Burg, 1 de junho de 1780 — Breslau, 16 de novembro de 1831) foi um militar do Reino da Prússia que ocupou o posto de general e é considerado um grande estrategista militar e teórico da guerra por sua obra Da Guerra. (...) É considerado um grande mestre da arte da guerra. (in Wikipedia)


Não sou expert na matéria, nem nada que se pareça, mas parece que este Clausewitz tinha umas ideias interessantes no que toca a fazer a "guerra". Uma das suas ideias-base era a de que, para um país vencer uma guerra, havia três factores que tinham de actuar em conjugação, que tinham de estar alinhados, mentalmente e fisicamente: o povo, o exército e o Governo.


Pesquisei alguma coisa, não muito, sobre Clausewitz antes de começar a escrever o post, e, aparentemente, essa "trindade" de factores, essencial para que um país saia vitorioso de um conflito, consiste nisto:


1- "violência, do ódio e da inimizade primordiais, que devem ser vistos como uma força natural cega" (o povo)

2- "O acaso e probabilidade dentro do qual o espírito criativo é livre para vaguear" (o exército)

3-  "O elemento de subordinação, como instrumento de política, que o torna sujeito apenas à razão" (o Governo)



Se quisermos transportar isto para a realidade do Sporting, diria que o "povo" são os adeptos do Sporting. Pergunto: haverá maior prova de que os adeptos estão dispostos a ir à luta quando, numa época desastrosa, para não dizer fracassada, a #OndaVerde continua acima dos 40 mil em Alvalade e com um punhado de milhares nos jogos fora? Quando Jorge Jesus entoa o #OMundoSabeQue e inicia cada flash-interview a elogiar os adeptos do Sporting, fá-lo porque, mais do que ninguém, ele sabe da importância da "pressão" que as bancadas inferem no decurso do jogo, principalmente, no raio de decisão do(s) árbitro(s). É por isso que ele continua a apelar, constantemente, pela #OndaVerde. É muito diferente jogarmos em Arouca com a bancada central local a uivar a cada lance polémico se houver uma bancada oposta repleta de Sportinguistas que "camuflem" os gritos dos locais. Os árbitros, apesar de tudo, são humanos e ouvem muito bem...

Quanto a isto, não creio que o Sporting se possa queixar muito. A nação leonina está aí para a luta, dentro do campo, como nunca esteve. É verdade que, fora do campo, há quem batalhe muito mais do que os Sportinguistas. As ameaças aos árbitros, os telefonemas para os programas diários sobre arbitragem futebol, mas... Já alguma vez viram alguém, ao domingo de manhã, no centro comercial mais próximo, vestido com o fato treino do Sporting? E do Benfica? Pois. Não peçam mais aos Sportinguistas aquilo que eles estão dispostos a dar.


No que toca ao Governo, nunca vi um Estado-Maior Leonino que defendesse tanto o Sporting com o actual liderado por Bruno de Carvalho. Há muito a melhorar (a comunicação, meu Deus...) mas não consigo dizer que tenha havido uma direção tão preparada para a "guerra" como esta.

Agora o "exército"... muitas vezes me questiono se eles, os soldados (jogadores) sabem sequer que estão em guerra. É que, pelos sinais que vão dando, dia após dia, semana após semana, ano após ano, eu diria que não. Eles não percebem nada. É ver um qualquer clássico Real Madrid-Barcelona. É ler os tweets do Piqué e ouvir as flash-interviews do Sérgio Ramos e percebemos que são "inimigos".Depois de verem o "el clássico", é ver um soporífero derby Sporting-Benfica e perceberão o quero dizer.


No derby que ditou, com toda a certeza, que o nosso maior rival irá alcançar aquilo que apenas os 5 Violinos e o Porto de Pinto da Costa conseguiram, ou seja, o tetra-campeonato, conseguimos acabá-lo com apenas um cartão amarelo mostrado! Há jogos de curling mais disputados! Pergunto-me se, sequer, haveria algum jogador do Sporting consciente deste "pormenor" da história do futebol português? Não consigo acreditar que havia. Mas pior do que isso é, depois de acabar o jogo com um empate sensaborão, verificar que para os "soldados", parece que o empate foi uma coisa quase normal, quase como algo positivo. Nem passadas 48 horas, vejo no Facebook o capitão (o capitão!!) do Sporting a dedicar o golo do empate contra o benfica-tetra-campeão à mulher. Dedicar o golo do empate... Na minha concepção de Sporting, do Sporting que aprendi a gostar e devotar, sempre concebi ver o capitão do Sporting a dedicar vitórias, não golos. Hoje é sábado, uma semana depois do derby, ainda me custa engolir aquela merda de jogo e, no entanto, é ver o William, o sub-capitão do Sporting, no Instagram, 48 horas depois, numa piscina qualquer, sem qualquer menção ao jogo, alegre e sorridente. Ou o Schelotto, um tipo que estava desempregado há dois anos, antes de vir para o Sporting, e que convida jogadores do Benfica para a inauguração do seu restaurante 5 dias depois do empate no derby e 6 depois da mor... de mais um assassinato de um adepto do Sporting por parte de um lampião.





Uma publicação partilhada por William Carvalho (@wcarvalho14) a





É isto o nosso "exército"? Querem ganhar a guerra contra o Benfica, FPF, LPFP, árbitros, clubes-que-estagiam-no-Seixal-dias-antes-de-jogar-na-Luz-ou-que-vendem-bancadas-completas-ao-Benfica, jogadores-com-ligações-ao-Benfica-que-por-azar-marcam-autogolos-ou-fazem-assistências-a-favor-do-Benfica, com estes jogadores que parecem que vivem noutra realidade e completamente alheados da trafulhice que é a #LigaMickeyMouse? Já no derby da primeira volta na Luz falei sobre a completa falta de "ganas" deste grupo de jogadores e agora o sinto mais. Olho para a equipa (plantel) do Sporting e vejo um bando de bons rapazes que não ganharão nada além de likes e comentários nas redes sociais. Olho para o Benfica (e Porto mas não tanto) e vejo gajos filhos-da-mãe que se estão a cagar para as redes sociais e querem é ganhar jogos e títulos.



Leio esta frase de De Rossi (tks, @claragcatarino!) e lembro-me de Schmeichel, Acosta, Babb, Paulo Bento, João Pinto, Beto, Sá Pinto e das últimas vezes em que fomos campeões. Coincidências, certamente.



E se falo em exército, falo também no general, Jorge Jesus. Quando JJ chegou ao Benfica, era um desconhecido. Acredito que, nas primeiras épocas, JJ tenha tido de suar e gritar muito para impor a sua vontade, a sua filosofia, de modo a que jogadores, de certo modo consagrados, acreditassem na sua palavra e métodos. Quando penso no JJ dos primeiros anos do Benfica, lembro-me de um JJ com fato de treino. Olho para o JJ actual e vejo-o, literal e metaforicamente, de fato e gravata. Terá ele ainda aquela chama, aquela vontade de ganhar (a "guerra"), de conseguir transformar jogadores consagrados e outros, banais, em vencedores? Começo a ter dúvidas.

Sei que disse que o Governo de BdC é dos mais batalhadores que me lembro no Sporting, é verdade, no entanto, não deixa de ser verdade que a estratégia delineada, principalmente nesta época, falhou completamente. Nem falo sobre as contratações ou constituição do plantel mas sim ao combate fora das quatro linhas. Decidiu-se seguir uma estratégia de "apoio" ao novo Conselho de Arbitragem, liderado por um novato, Fontelas Gomes, mas coadjuvado por velhas raposas, como Lucílio Baptista e João Ferreira. Os resultados estão à vista: Benfica é a equipa com menos cartões e com menos penalties contra e o Sporting é das que mais cartões tem. Clap...clap... clap.


Decidiu-se no Sporting capitalizar tudo contra o Benfica e não contra os "braços-armados" do Benfica, como está agora o Porto a fazer, que desmascara semanalmente no Porto Canal, uma série de personagens do #EstadoLampiânco, desde os constituintes da infame "cartilha", árbitros, observadores, jornalistas, etc. Por exemplo, como é possível o Sporting jogar, constantemente, à noite e depois dos rivais, salvo raras excepções, e não se ouvir uma palavra de desagrado público por parte do Sporting? Ou há quem no Sporting julgue que é mesmo irrelevante jogar-se, por exemplo, às sextas à noite, antes dos rivais, fora dos "holofotes" e, se ganhando, colocar pressão sobre os rivais? Ou que jogar à luz natural em Alvalade relaxará mais a equipa adversária, transformando o jogo em algo mais "estival" e, logicamente, mais fácil de ganhar (jogo mais aberto, fluido, favorável à equipa mais atacante, mais técnica)?

Outro exemplo. Em cada jogo do Sporting transmitido pelo Sporttv sou capaz de vislumbrar uma ou duas chico-espertices contra o Sporting, sejam os comentários manhosos de Luís Freitas Lobo ou Pedro Henriques, ou a aquela repetição que nunca aparece e que permitia esclarecer dúvidas sobre um qualquer lance a favorecer/prejudicar o Sporting. Quantas vezes ouvi alguém do Sporting referir-se, oficialmente, a isso? Nunca.


Como é possível andar a dar borlas de dois em dois meses (leia-se, entrevistas exclusivas ou fornecer jogadores para campanhas) ao Record se, dia sim, dia não, temos uma "capa" anti-Sporting e crónicas do Farinha a amesquinhar o Sporting? Os "prós" valerão mais do que os "contras"? Duvido muito. Já há tantas formas de fazer passar a mensagem (Sporting TV, redes sociais) que este tipo de relações "quid pro quo" parecem mais prejudiciais do que benéficas. Isto, para não falar n'A BOLA, CM, O JOGO ou TVI24. Nalguns destes casos, urgia mesmo declarar certos orgãos de comunicação social como personas no grata em Alvalade mas não, mais fácil sai um comunicado de BdC ou Nuno Saraiva contra o André Ventura ou Hugo Gil (o Hugo Gil, caralho?!) do que contra o Vítor Serpa ou Nuno Farinha. Juro que não percebo.



No Sporting, parece que há várias estratégias. Uma da direção (e dentro dessa, parece que há uma distinta do presidente, outra do diretor de comunicação, etc), outra do treinador e outra dos jogadores. Deus queira que esteja enganado mas, a continuar assim, vamos continuar a perder a "guerra".

12 de março de 2017

'novela'

Ontem, durante a transmissão do jogo Tondela 1-4 Sporting, no final da 1a parte, pudemos ouvir ao diálogo entre Matheus Pereira e Jorge Jesus. Foi interessante - é sempre interessante ter acesso aos "bastidores" do espectáculo - mas também foi uma... filha da putice. Não é normal a Sporttv facultar o audio junto aos bancos de suplentes, assim, de uma forma tão propositada. E nota-se que é propositada porque quando a imagem de Matheus e Jesus surge no écrã, não há audio e apenas alguns segundos depois é que começamos a ouvir JJ a dizer a Matheus para "jogar como treina". Certamente, ordem do realizador, após ter ouvido o narrador (Rui Orlando) e o comentador (Freitas Lobo) mencionarem o facto de haver um diálogo entre treinador e jogador. Ok, foi um diálogo interessante, refrescante, ao ponto de ter feito notícia no site do Record.




Agora... e se JJ estivesse a mandar Matheus para o caralho? Ou a dizer-lhe para espetar uma porrada do defensor? Ou qualquer outra coisa de foro "privado" e que só interessava aos envolvidos? Teríamos 'novela' para uma semana e a CMTV, TVI24, SIC N, etc, a esfregarem as mãos.


16 de janeiro de 2017

A Grande Evasão

A árvore


Esta época está a ser um tremendo fracasso. Mesmo que nos apuremos para a final da Taça de Portugal (a perspectiva de a podermos perder contra os lampiões "tetra-campeões" e vê-los a comemorar uma dobradinha, é assustadora...), esta época já "foi". Só por um milagre é conseguiremos ser campeões. E como todos nós sabemos, no Sporting não há milagres.  No início da época, havia João Pereira, Schelotto, Zeegelaar e Jefferson, como opções reais para as laterais. Em Chaves, jogámos com o Esgaio na direita e Bruno César na esquerda, ambos "terceiras" e irreais opções para o lugar. Não há milagres.

O diagnóstico a esta terrível metade de época já tem vindo a ser feito por muita gente, desde jornalistas, comentadores, adeptos e bloggers. É falacioso apontar uma única razão para "isto". Não é problema exclusivo dos árbitros, dos jogadores, do JJ ou do BdC. É de todos. As falhas cometidas por estes personagens, quando juntas, redundam em oito pontos de atraso para os lampiões, quarto lugar atrás do Braga (se vencerem hoje), eliminação das provas europeias e Taça da Liga. Uma vergonha, tendo em conta aquilo que foi alcançado na época passada e o que nos foi "prometido" para esta época. As contratações, mais uma vez, não foram reforços para a equipa, excepto Bas Dost. Campbell é voluntarioso mas demasiado trapalhão. Alan Ruiz pode ter um pé esquerdo que vale 5 ou 6 milhões de euros mas agonia-me ver aquela falta de vontade de correr, lutar, esforçar-se. Se Bas Dost se lesiona (3x na madeira!), temos como alternativa André e Castaignos. Castaignos... eu, que não me considero um expert em futebol, sabia bem do flop que este tipo foi em Itália, no regresso à Holanda e depois na 2ª divisão (!) alemã. Juro que não compreendo como é que foi possível haver alguém no Sporting que tenha achado que este gajo seria útil. Não compreendo mesmo. É um Pongolle mas mais barato.


JJ é o melhor treinador português mas é o pior manager que o Sporting teve desde Costinha. A forma como o Sporting entra em todos os jogos maravilha-me. As "apostas" de JJ horrorizam-me. Há muito tempo que ambicionava ver a equipa do Sporting entrar em qualquer estádio português - e em muitos europeus...- de forma autoritária, controladora e corajosa, sem medo de impor o seu jogo no meio-campo adversário. O problema é que esse meu deleite se esgota rapidamente, à medida da monotonia que o tal jogo autoritário e corajoso do Sporting se vai transformando num tipo de jogo previsível, inócuo e, pior, inseguro , pois estes jogadores do Sporting não fazem qualquer tipo de pressão alta imediatamente a seguir à perda de bola, o que transforma qualquer bola perdida por nós perto da área contrária, num contra-ataque perigoso para a nossa baliza. O plano inicial de JJ para o jogo do Sporting contempla muita posse de bola, circulação segura da bola e zero oportunidades de golo para a nossa baliza. O problema é que a realidade destrói sempre esse plano: em todos os jogos sofremos golos. E a equipa não está montada, física e mentalmente, para jogar no risco, à procura do "prejuízo". Lembrei-me que Markovic, por exemplo, é um jogador de "contra-ataque", de bola na frente e correr atrás dela. Ora, se o Sporting não joga assim, obviamente Markovic nunca terá sucesso nesta equipa. Não há milagres.

Sobre os árbitros, é chover no molhado. Se eu fosse treinador/presidente do Sporting, treinaria minha equipa para entrar em campo como se estivesse já a perder 1-0. Espanta-me esta constante bonomia dos responsáveis do Sporting perante a arbitragem nos inícios de épocas, como se durante o verão os árbitros tivessem deixado de ser benfiquistas... Eles não mudam. Eles são poucos e vão continuar a ser os mesmos durante mais algum tempo, pois parece que até o limite de idade (45 anos) vão alterar, para os 48 ou 50 anos, tal como se faz em Inglaterra. Sim, o Bruno Paixão ainda só tem 42 anos. #medo

É por isso que me irrita a tal falta de "ganas" com que os jogadores do Sporting enfrentam os jogos da Liga Portuguesa. Eu vi mais "vontade" nos jogadores do Feirense e do Chaves do que nos jogadores do Sporting. É triste mas é verdade, foi o que senti. Jogar melhor não significa ganhar mais. Ganha quem quer ganhar mais. Fazer "aquele" corte de carrinho aos 89 minutos, mesmo que isso signifique foder o joelho e arriscar uma lesão, desde que isso implique negar a oportunidade ao adversário de rematar à nossa baliza, é isso que deve estar em permanente pensamento na cabeça dos jogadores.

Custa-me dizer isto mas eu não vejo esta "vontade" colectiva no Sporting. Olho para a equipa e para os jogos e não consigo deixar de pensar na inveja que Adrien e William devem sentir dos seus colegas de seleção que jogam em Espanha, Alemanha ou Itália, no desconforto de Gelson em ser o jogador que tem o salário mais baixo da equipa ou na dúvida que Coates terá em ficar neste "extravagante" Sporting ou considerar os inúmeros convites que certamente terá de outros clubes europeus (e, quem sabe, portugueses...).




De todos os jogadores com contrato com o Sporting, daquilo que me é dado a ver, ao longo destes anos todos em que acompanho a equipa e os jogadores, apenas UM jogador do Sporting percebe bem a angústia que estamos a atravessar: Francisco Geraldes. É o único que eu tenho quase a certeza que percebe o que se está a passar. Ontem vi a "entrevista" aos capitães do Sporting na Sporting TV e a cara de desânimo dos dois, por este momento terrível do clube (8 pontos dos lampiões e com 14 anos sem títulos), é igual à minha quando não acerto o Placard por um jogo. Queria vê-los fodidos com a situação, irritados, convictos. Gostava de ver capitães do Sporting a chegarem ao fim dos jogos com sangue na camisola, literalmente. Não gosto de ver jogadores serem substituídos ao mínimo toque...

Os capitães têm de dar o exemplo e, daquilo que observo e tendo em conta aquilo que parece que se passou no balneário de Chaves, há problemas reais no balneário porque, ou os responsáveis do Sporting (BdC) não crêem que eles estão a dar tudo o que podem - o que é grave - ou os jogadores julgam que estão a dar tudo o que podem... e se isto é "tudo" aquilo que podem dar, temos problema, porque precisamos de muito, muito mais.

Faltam mais "galinhas pretas" no relvado de Alvalade e menos passarinhos no balneário.





A floresta




Esta época já foi. É importante que os responsáveis do Sporting entendam isso. Não há milagres na Liga tuga. É essencial começar a preparar já a próxima época. E a próxima época tem de ser com BdC e JJ no leme. Olho para o futebol português e imagino-o como um grande campo de prisioneiros da 2ª Guerra mundial. Os soldados alemães são os lampiões (e os árbitros, os portistas, jornalistas...) e os prisioneiros ingleses, os Sportinguistas. Há anos que estamos a tentar fugir da prisão, porque esse é o "dever de todo e qualquer oficial - tentar fugir da prisão e atormentar o inimigo ao máximo", como dizia o capitão Ramsey, interlocutor dos prisioneiros ingleses, ao Coronel Van Luger, no clássico "A grande evasão", de 1963.

Com Dias da Cunha, Soares Franco e Bettencourt, tentámos cumprir as regras e obedecer aos alemães, na esperança de obter dividendos que nunca vieram. Com Godinho Lopes e Pereira Cristóvão deu-se um passo maior que a perna e a atemorização aos árbitros alemães saiu pela culatra. Com BdC e JJ estamos a fazer aquilo que deve ser feito numa prisão: tentar fugir. Estamos, neste momento, a escavar um túnel e que nos levará - oxalá - para fora da prisão, rumo ao título. Imagine-se o absurdo que seria, se, a meio da construção do túnel, com este escavado até poucos metros da rede, houvesse um grupo mínimo de prisioneiros que resolvesse causar uma rebelião junto do grupo, de modo a desistir do túnel e começar, de novo, outra forma de sair da prisão. Todo o tempo despendido na construção do próprio túnel, o tempo gasto em reconhecer o terreno, a confiança ganha para conhecer as rotinas dos guardas, as vulnerabilidades do "sistema"... tudo por água abaixo para começar outro método de "fuga"? E este novo método envolveria ainda mais tempo, porque os "rebeldes" aparentam ter ainda menos capacidades do que os que estão neste momento a escavar. É o que tem acontecido ao Sporting nesta última década. Andamos a tentar novos métodos de fuga sempre que acontece uma adversidade. Não podemos dar-nos ao luxo de começar tudo de novo.

Urge preparar a próxima época, verificar quem está em condições de "escavar" e concretizar a fuga e dizer, cara a cara, aos "inaptos" que não se pode contar com eles, tal como fez o líder de esquadrão, Roger Bartlett, ao falsificador Tenente Colin Blythe, que a meio do tal "clássico" de 1963, perde quase totalmente a visão e torna-se um risco para a missão. Por amor de Deus, o Octávio Machado ganhou estatuto no futebol português porque andava durante a semana, às tantas da manhã a controlar os jogadores do Porto, de modo a obrigá-los a cumprir os planos de treino! Ninguém me consegue convencer da utilidade de Octávio no actual Sporting. O Sporting não se pode dar ao luxo de desperdiçar recursos. Cortar no que seja possível cortar (incluindo jogadores!) e apenas trazer para o Sporting quem é, de facto, mais-valias.


Todos os presidentes cometem erros. Desde Luís Filipe Vieira a Florentino Pérez. Por muito mal que esta época termine e se não surgir uma oposição verdadeiramente superior à actual direção, é essencial que BdC continue. E JJ também. Não vislumbro outra solução sem ser continuar a escavar.






O túnel de "A Grande Evasão"

29 de outubro de 2016

milagre

Et voilá. Não acordaram. JJ lá se lembrou de tirar o Elias mas insistiu no erro Markovic (não dá para trocá-lo com o Carrillo?).


Nona jornada e estamos de fora da luta do título, acabadinhos de entrar na disputa do 3º lugar com o Braga, nosso velho amigo. Não quero ouvir histórias de "vamos acreditar", não quero ver mais vídeos "motivacionais", não quero ouvir apelos de jogadores e dirigentes. Esta época já foi. Uma recuperação ao nível da que o Benfica fez a época passada é um fenómeno que só acontece de 27 em 27 anos, tipo cometa Haylley (ok, só é visível de 75 em 75 anos mas perceberam a ideia), e apenas duas equipas teriam capacidade, vontade e arcaboiço (físico e mental) para o fazer: o próprio Benfica e o Porto. O Sporting actual não tem nem capacidade para tal empreitada nem qualidade. Querer acreditar numa recuperação milagrosa do Sporting é mais difícil do que crer no fenómeno de Fátima. É pena, porque o Papa visita Portugal no próximo ano e nesses anos, o Sporting costuma(va) ser campeão...

Admito, iludi-me, julguei que com a permanência de Adrien e mesmo apesar da saída de João Mário e Slimani (e Teo...), continuaríamos a ter um bom plantel, pronto para continuar a luta que demos na época passada. Repito, iludi-me. Olho para esta equipa e estes pseudo-craques que chegaram esta época e só me lembro da época de Godinho e Domingos. A mesma ilusão antes da época começar mas assim que a bola começou a rolar... uma desilusão que culminou com a final da Taça de Portugal perdida com a Académica (de Adrien e Cédric). A queda de Godinho, curiosamente, começou no jogo na Madeira, contra o Nacional, quando Domingos foi despedido após (mais) um mau resultado na Choupana. Será necessário perdermos a Taça de Portugal contra o Moreirense (de Geraldes e Podence) para o Sporting fazer novamente reboot e começar tudo de novo?


Já expliquei o que acho desta equipa do Sporting e, sinceramente, não vejo que haja muito para melhorar. Esta equipa, este grupo de jogadores não tem muita qualidade e, para agravar, não tem a tal intensidade necessária para deitar "autocarros" abaixo, que são, precisamente, os maiores obstáculos desta #LigaMickeyMouse. E ontem, não fosse a barra, e lá teríamos sofrido o tal golo fatal que Rui Patrício costuma conceder...


 Estamos a anos-luz da dinâmica vencedora do Benfica (e a quilómetros da do Porto...) e vai custar muito aguentar isto até maio. Sinceramente, não sei o que vai ser o Sporting daqui em diante mas ou acontece um milagre, tipo ganhar 20 jogos seguidos ou a Taça UEFA (lol), ou vamos ter um final de época terrível, terrível. Eu já não acredito e, pelo que vi e ouvi ontem, os jogadores e JJ também não.

26 de outubro de 2016

qualidade

26 de outubro, 9ª jornada e já estamos na fase do "acreditamos" e de vídeos "motivacionais". É oficial: estamos na merda. Perder em Rio Ave, em Guimarães e com o Tondela (para mim, foram derrotas) não é um problema circunstancial, é estrutural. E o problema é simples: falta de qualidade (e solidariedade).

No ano passado, pouco depois de termos ganho 0-3 na Luz, o treinador do Benfica viu que não era possível continuar colocar a jogar a equipa da mesma forma (aberta, ofensiva, até mesmo ingénua) como ela jogava com JJ. Não acompanhei suficientemente bem os jogos dos lampiões nem sou treinador de futebol para poder explicar o que realmente mudou, mas foi visível que o Benfica começou a jogar de outra forma a partir desse derrota: mais cautelosa, mais organizada, mais solidária. O jogo em Alvalade, na 2ª volta do campeonato, foi o exemplo-mor dessa mudança. E ganharam o jogo. E o campeonato.


Uma equipa "top" pode dar-se ao luxo de ter um jogador que não defenda, que não faça "pressão" após perda da bola. O Real Madrid tem o Ronaldo, o Barcelona tem o Messi, o Benfica tem Mitroglou, etc... Já o Sporting tem uns 3 ou 4. Impossível. Assim que a equipa do Sporting perde a bola no meio campo adversário, não há aquela pressão imediata que todas as equipas "top" fazem neste momento contemporâneo do futebol europeu, seja para recuperá-la e iniciar nova vaga de ataque, apanhado o adversário em contra-pé (muitos dos golos são marcados desta forma) ou para, simplesmente, evitar o contra-ataque adversário. Os jogos do Rio Ave, Vitória, Dortmund e até do Tondela expuseram esta falha até ao tutano.


JJ continua a usar nesta época o mesmo modelo, táctica, estratégia, wtv, que utilizava no ano passado, isto apesar de ter perdido João Mário, Slimani e Teo Gutiérrez. E agora, Adrien. O problema é que Bas Dost não defende, Markovic também não, Gelson defende mal, Bryan Ruiz faz o que pode e Elias defende com os olhos. E Alan Ruiz, enquanto jogou, também pouco defendia, tal como André. Um gajo vê as duplas de laterais de Benfica e Porto, com Maxi/Layun-Alex Telles e Semedo-Grimaldo, e depois compara com a dupla do Sporting, Schelotto-Zeegelaar, e dá vontade de chorar. É um suicídio continuar a jogar da mesma forma.

Não podemos continuar a assentar o nosso sistema de jogo na "qualidade" (posse de bola, jogo controlado, etc) neste campeonato de merda e fazer 2 remates à baliza adversária em 70 minutos e depois sofrer golos sempre que um jogador adversário remata à baliza (sobre este aspecto, o da baliza, se algum dia desse a minha opinião completa sobre Rui Patrício, chamar-me-iam lampião e seria excomungado pelos Sportinguistas. Se alguém já leu o livro "The Outsider: A History of the Goalkeeper", de Jonathan Wilson, sabe a diferença que há entre um guarda-redes "activo" e "passivo"... e em qual das categorias eu encaixaria RP). A "qualidade" de jogo apenas funciona, paradoxalmente contra equipas que têm, precisamente, mais qualidade e que dão mais espaço, tanto a defender como a atacar. É por isso que ganhámos a maior parte dos jogos "grandes" a época passada, e porque, já esta época, ganhámos ao Porto e apenas não ganhamos em Madrid por um triz. No entanto, continuamos a falhar contra o Tondela, o Rio Ave, o União da Madeira, Boavista, etc... Aqui, neste campeonato de merda feito de "autocarros" e guarda-redes feitos de cristal e que se lesionam de dez em dez minutos, o que interessa é a "quantidade" de ataques. Correr, correr, correr, fazer faltas, faltas, faltas, rematar, rematar, rematar. É assim que o vertiginoso Benfica joga. É embaraçante ver a quantidade de jogadores do Benfica que sabem rematar à baliza (Pizzi, Grimaldo, André Horta, Gonçalo Guedes, Cervi, Mitroglou), contrastando com os poucos do Sporting que o sabem fazer (Bruno César, Alan Ruiz e...) ou que sequer tentam fazer. É que, ao final de contas, o que interessa é meter a bola dentro da baliza e, para isso, é preciso saber rematar a puta da bola.


Num dos últimos textos do acima mencionado Jonathan Wilson no The Guardian, mencionou novamente uma célebre frase atribuída ao antigo e infame treinador do Benfica, Bélla Gutman. Era um artigo sobre Mourinho e Klopp, e que girava à volta da "aura" da qual os treinadores vivem e se alimentam. Quem lê o Jonathan Wilson há algum tempo, já sabe que, para ele, o fenómeno Mourinho já se esgotou ou está prestes a esgotar-se. A tal frase do treinador húngaro é esta: "Um técnico é como um domador de leões. Ele domina o animal enquanto tem autoconfiança e não demonstra medo. Mas quando a primeira sombra do medo aparece nos seus olhos, ele está perdido".


Quem doma quem?




A ideia que dá é que JJ parece estar a ficar com medo. Um JJ sem medo já teria resolvido o problema do substituto de Adrien, desenrascando um "Manel" qualquer, em vez de ter apostado (e perdido) três vezes seguidas no Elias.

Ou JJ faz um milagre e coloca os jogadores do Sporting a correrem que nem cães, tal como fez quando chegou ao Benfica ou como acontece, inevitavelmente, nos minutos finais dos jogos que estamos empatados ou a perder, ou então tem de mudar de estratégia e meter a equipa a jogar mais em modo "contra-ataque", mais compacta.

JJ tem de voltar a ter coragem de gritar e "mandar para o caralho"os jogadores todos e não gritar apenas ao Jefferson ou ao Zeegelaar.

E além de JJ, alguém do Sporting tem de gritar aos ouvidos dos jogadores e explicar-lhes o quão importante é ganhar este campeonato e que para o ganhar, temos de ganhar ao Rio Ave, ao Vitória, ao Tondela e ao Porto, Benfica e C.ia. Temos de ganhar a todos!

JJ tem de largar o fato e voltar a vestir o fato de treino e explicar, ie, gritar, a este grupo de jogadores que este é o campeonato mais importante da história do Sporting. Porque o é. Tal como o campeonato do ano que vem será o mais importante. E por aí adiante.

Alguém tem de ensinar a estes jogadores o que é o futebol português. Alguém de explicar como perdemos o campeonato de 2003/04. Alguém tem de lhes dizer o que se passou com a camisola do Rui Jorge após um Sporting-Porto. Alguém tem de lhes traduzir as escutas do Apito Dourado. Alguém tem de lhes mostrar o Benfica-Sporting de 2004/05. Alguém de lhes explicar que o Estoril-Benfica de 2004/05 foi jogado no Algarve. Alguém tem de lhes mostrar a final contra o CSKA Moscovo. A mão do Ronny de 2006/07. A final da Taça da Liga 2008/09. A eliminatória contra o Bayern. A meia final contra o At. Bilbao. Alguém tem de lhes dizer que o único clube a quem os árbitros fizeram greve, foi ao Sporting, em 2011/12. Alguém tem de lhes explicar como foram as eleições do Sporting em 2011. Como terminamos em 7º lugar, a pior classificação da história do clube, em 2012/13. Alguém tem de lhes explicar porque o árbitro da final da Taça de Portugal que o Sporting ganhou em 2014/15, desceu de divisão.

Alguém tem de lhes explicar que os adeptos do Sporting (des)esperam há 14 anos pelo título de campeão. Alguém tem de lhes explicar isto, pois tenho a certeza de que (ainda) não o fizeram. Como é que sei? Porque se o tivessem feito, o Joel Campbell nunca teria comemorado o golo do empate, à 8ª jornada, contra o Tondela, em Alvalade, da forma como o fez.




Estamos a 5 pontos do Benfica, em outubro! Ou seja, mais um deslize e acabou-se o campeonato. Acordem, caralho.

30 de setembro de 2016

E o prémio #CarvãoDaSemana vai para... o monte de merda da Diana Santos Gomez, do Correio da Manhã/CMTV!

O prémio #CarvãoDaSemana, instituído por este blog a partir de hoje, vai para o monte de merda da Diana Santos Gomez, do Correio da Manhã/CMTV! Parabéns!


Esta gaja tem pinta de não saber o que é o prémio "Pulitzer".







Na quinta-feira da semana passada, na conf. de imprensa pré-jogo com o Estoril, tivemos as seguintes perguntas da divinal Diana:



"Começo por perguntar-lhe sobre João Capela, se acha que este árbitro vai fazer uma arbitragem 'limpinha, limpinha', como disse ter feito há três anos quando treinava o Benfica e, além disso, depois de ter caído para o 2º lugar, se continua a achar que as melhores equipas em Portugal são treinadas por si.








No dia seguinte, após o jogo com o Estoril, mais uma "pergunta" a meter nojo/carvão:



"Ainda não repetiu um onze esta época, pergunto-lhe porque é que tem sentido dificuldade em encontrar um onze de confiança."






Para terminar a semana em beleza, eis a "pièce de résistance": a típica "notícia" sobre problemas entre jogadores/agentes e o Sporting/BdC.

E o pormenor da notícia acima da do Gelson? Sempre a puxar o Benfica para cima, sempre a empurrar o Sporting para baixo.

Uma semana em cheio para o Gelson. E para a Diana.





25 de junho de 2016

Regresso ao futuro (do Sporting)

Finais de junho, pleno verão, oitavos do Europeu, Portugal elimina a Croácia e só consigo pensar no Sporting. Mais precisamente, no título que o Sporting perdeu esta época. Sim, o título era nosso e perdê-mo-lo, ainda sem saber bem como.

Estava tudo a correr maravilhosamente bem, com golos, vitórias e boas exibições - a melhor época do Sporting que me lembro! - e, no entanto, o Benfica foi campeão. Como os ingleses costumam dizer, "it beggars belief". Custa a acreditar.


No início do segundo filme da saga "Regresso ao Futuro", tudo aparenta estar a correr sobre rodas a Marty McFly, o herói da trilogia: tem, inacreditavelmente, uns pais de sonho e irmãos que não embaraçam ninguém e ainda um carro - só dele! - para poder levar a namorada ao baile de finalistas. Carro esse que é limpo até à exaustão por Biff Tannen, o arqui-rival da família McFly. "🎵Marty McFly is on fire, rest of the world is terrified! 🎶 "

O que é que pode correr mal? Tudo.



Isto é o equivalente ao LFV estar a limpar as taças do museu do Sporting.



Já não me lembro quando pressenti que não iríamos ser campeões - se no empate em Guimarães, na derrota com os lampiões ou até mesmo quando soube que Montero tinha sido vendido - mas sabia que algo não estava bem, tinha havido alguma alteração no momentum do Sporting e que acabou por alterar a dinâmica vencedora com que tínhamos iniciado a época.


Quando Dr. Emmett Brown, o homem que ajudou, ainda que inadvertidamente, Marty McFly quase a atingir os píncaros da felicidade no final do primeiro "Regresso ao Futuro", proporcionando a hipótese de almejar o ambicionado final de noite pós-baile de finalistas junto com a sua namorada, os persuade a viajar até ao futuro, de modo a salvar o filho de ambos de uma ida para a prisão, Marty nunca poderia imaginar o que lhe iria acontecer. Biff Tannen, o do futuro, assiste a uma discussão entre Marty e Dr. Brown, após o primeiro ter comprado numa loja de antiguidades uma revista com resultados desportivos do século passado. Já todos sabemos o que aconteceu a seguir: Biff Tannen recolhe a revista do caixote do lixo, viaja até ao passado, entrega a revista ao adolescente Biff Tannen e este altera a história, apostando em resultados desportivos, tendo como guia a "Sports Almanac".



Não há nenhum de 2016-2056?.. :(



Ninguém me tira a ideia que durante esta última época, houve um Luís Filipe "Tannen" Vieira do futuro a viajar para o nosso presente e que avisou LFV para não emprestar Renato Sanches a nenhuma equipa da 1ª Liga, para não renovar com Júlio César tão prontamente (e dar oportunidade ao Ederson) ou para que LFV não perturbasse Vítor Pereira o suficiente para que este se mantivesse no seu cargo até ao final - e tratasse de providenciar o "colinho" necessário para nos conseguirem roubar o campeonato. Só assim consigo compreender como foi possível perder este campeonato que era nosso.


Não me lembro como termina exactamente o "Regresso ao Futuro III" mas sei que Marty McFly e Dr. Emmet Brown tiveram de recuar até ao ano 1888 para poderem neutralizar as "diabrices" que nos fizeram (processos Jorge Jesus, dos "cachecóis", SMS, tweets João Gabriel, etc) e colocar em ordem o "presente"mas creio que esta iniciativa de revertermos os títulos que nos pertencem dos Campeonatos de Portugal dos anos 20 e 30 são um bom sinal que estamos aí para "regressarmos ao futuro". Até porque Marty McFly e Dr. Emmet Brown me fazem lembrar Bruno de Carvalho e e Jorge Jesus. :D






19 de maio de 2016

Dr. Smith

Li há pouco tempo uma notícia sobre um médico inglês chamado Dr. Richard Smith que afirmou, numa "tese" bastante polémica, que a melhor forma de morrer seria ser vítima de cancro. Sim, de cancro. Dizia ele que, ao sabermos que temos uma data marcada para a morte, "Podemos dizer adeus, reflectir sobre a nossa vida, deixar últimas mensagens, talvez até visitar pela última vez sítios especiais, ouvir a nossa música favorita, ler poemas que nos marcaram, e preparar, de acordo com a crença de cada um, o encontro com o nosso criador ou desfrutar o esquecimento eterno".

Não sei bem quando foi que senti o primeiro sintoma. Se foi no empate com o Tondela, com o Vitória de Guimarães ou até mesmo em Dezembro, na derrota na Madeira. Sei é que quando perdemos com os lampiões, sabia, definitivamente, que algo estava mal e que esta época não ia terminar bem. Feeling de hipocondríaco sportinguista.

Ah, acrescentava ainda o Dr. Smith reconhecendo que isto é "uma visão romântica de morrer, mas é alcançável com amor, morfina, e uísque" - foi mais ou menos assim que eu fui suportando estas jornadas finais do campeonato.

Apesar do tom um bocado mórbido do post até agora, devo dizer que a ideia geral que quero deixar no final é bastante optimista.


Lembrei-me deste médico e da sua teoria depois de me ter lembrado de outra coisa: daquele épico final de temporada do terceiro ou quarto ano do Benfica de JJ, quando perderam título, Liga Europa e Taça de Portugal em três semanas. Aquilo foi um acidente automóvel-ferroviário-aviação, tudo junto. Um choque tremendo. O maior desastre futebolístico de um clube português, que eu me lembre.

E no entanto, mesmo após tamanho cataclismo e sem muito tempo para pensar, Luís Filipe Vieira tomou a opção menos provável de todas e a que se provou mais acertada: manteve Jorge Jesus como treinador e venceu os dois campeonatos seguintes. Chapeau para o Orelhas.




Gosto do tipo no canto superior esquerdo. "Filho da puta" três vezes seguidas. :)




 Ora, se há coisa maravilhosa no futebol é que este, ao contrário da nossa mundana existência na terra, nunca acaba. Mal um campeonato "morre", nasce outro logo a seguir. O Benfica que o diga, pois depois dessa "tripla morte", é agora o actual "tricampeão" português. O futebol é mesmo do caralho... E no Sporting, malgrado esta época ter terminado da forma mais miserável possível - ser o primeiro dos últimos -, a "morte" desta época teve ao menos o condão de nos ter dado tempo para "reflectir sobre a nossa vida", "deixar últimas mensagens" e "preparar o encontro com o nosso criador ou desfrutar o esquecimento eterno". E avaliando pelas decisões tomadas imediatamente após a conclusão do campeonato, não tenho dúvidas de que este Sporting acredita na reencarnação e que, na próxima época, estaremos vivos novamente e a lutar pelo campeonato outra vez. Ah, e pró ano não há Vítor Pereira no Conselho de Arbitragem. Só posso estar optimista.


















14 de maio de 2016

#VocêsSabemLá

- E o primeiro ano de JJ?
- 86 pontos...
- Foda-se.
-  O Slimani...
- João Mário.
- O William...
- Gelson Martins.
- O Adrien...
- Semedo. Coates. Schelotto.
- Patrício...

- Foda-se.
- 86 pontos...

- O Ruíz.
- Bryan Ruíz.


- 3-0 na Luz.
- 3-1 no Dragão...

- Foda-se.
- Foda-se...

- Os vouchers!...
- Os vouchers...
- Zero penalties.
- Zero expulsões...

- ...
- ...

- O Bruno Paixão!
- O Jorge Ferreira!


- ...
- ...

- Aquele relvado...
- Relvado?

- 86 pontos...
- 140 mil sócios. A #OndaVerde.

- O Marega.
- O Marega! E o Suk! E o Casillas!!

- Grande JJ.
- Grande BdC...

- E o Renato.
- "Renato na seleção, já!"

- Foda-se.
- Foda-se.


- 86 pontos...
- 86 pontos...


- Sporting Sempre!
- Sempre!

#VocêsSabemLá

31 de março de 2016

Agoiro invertido

Não acredito que seremos campeões. P(r)onto. Acho que perdemos essa magnífica e derradeira oportunidade com a derrota em casa com os lampiões (o falhanço do Bryan é pesadelo para durar anos, décadas). Não acredito nesta #LigaMickeyMouse e não acredito que os lampiões percam mais pontos do que aqueles que nós perderemos até ao final do campeonato. É uma pena ter de o dizer mas faço-o agora na vã esperança que esteja completamente errado e que este post sirva como um agoiro "invertido".

Espero é que, aconteça o que acontecer, JJ continue na próxima época. Ainda mais se não formos campeões.




14 de setembro de 2015

Golo à "3ª fase"

Hoje vou-me armar em Freitas Lobo. Não sou nenhum expert mas percebo o mínimo de rugby e de futebol, portanto, não farei pior figura do que muitos que andam por aí a escrever e a dizer merda. 

Ontem, uma das coisas que me fartei de ouvir após o jogo em Vila do Conde foi que ambos os golos do Sporting tinham sido "oferecidos" pelo Rio Ave e as primeiras páginas dos jornais de hoje confirmam essa ideia. Se quanto ao primeiro não tenho opinião formada (até porque nem fui rever o lance todo), já quanto ao segundo golo, afirmo peremptoriamente que todos os créditos vão para a forma como a equipa do Sporting estava "montada" e como pressionou a equipa do Rio Ave, de tal forma, que obrigaram-na a cometer o tal erro e "oferecer" o golo ao Slimani. Foi um erro mas só surgiu porque os jogadores do Sporting forçaram o erro!


No rubgy, quando uma equipa inicia o ataque e tenta furar a linha contrária para obter o ensaio ou espaço para rematar aos postes, hão-de reparar que o nome dado a esse primeiro ataque é "1st phase", em inglês. Não sei a designação em português, tentei pesquisar antes de escrever o post mas não encontrei nada e não perdi mais tempo com isso. Só vi isto mas em inglês (procurar a palavra "Phase") Continuando. Se a equipa atacante tentar "perfurar" a linha defensiva e esse jogador ofensivo for placado mas continuar com a posse de bola, a linha atacante reorganiza-se e volta a iniciar outro ataque, o "2nd phase". E por aí fora. Há ataques que duram 20 "phases". 



Ensaio ao "20th phase"...


Ora, uma das principais diferenças que eu vislumbro no Sporting de JJ com o Sporting de Marco Silva (e Leonardo Jardim...) é precisamente a duração e quantidade das "fases" de ataque do Sporting. Com Marco Silva, a equipa iniciava o ataque na defesa/meio-campo, com trocas de bola rápidas mas não muito intensas e esta, normalmente ia até a um dos extremos para ser cruzada para área, à procura de Slimani. E quando o cruzamento era mal feito ou a bola ia para fora, o ataque morria aí, apenas com uma "fase". Foram muitas, demasiadas vezes que a equipa foi apanhada em contra-pé pelo adversário sempre que a parte final do ataque era mal concretizado e o adversário recuperava a bola. Não havia "pressão alta". O exemplo-mor disto que disse são os dois golos do Braga na final da Taça do Jamor.



Golo do Slimani na "3ª fase" do ataque do Sporting.



O golo de ontem do Slimani surge após a "3ª fase" do ataque do Sporting e, precisamente, devido a essa "pressão alta" que toda a equipa fez enquanto houve pernas. Vi o Sporting jogar ontem à "Sporting", como equipa grande. 4-4-2 e a pressionar o Rio Ave na sua própria casa. É isto que JJ trouxe ao Sporting, trouxe-nos a identidade de equipa "grande" de volta.

17 de agosto de 2015

Rui Pedro Braz, o moralista hipócrita #MaisTabaco

Primeiro, diz que acha deselegante JJ ameaçar mostrar SMS privadas; depois conta em público o teor de conversas privadas entre JJ e um técnico (Rifa) da anterior equipa técnica do Sporting. Lol, que hipócrita! #MaisTabaco







28 de abril de 2015

Prioridades

Ontem li um artigo muito interessante no site da reputada revista "World Soccer" onde o jornalista Tim Vickery, há anos radicado no Brasil e profundo conhecedor do futebol sul-americano, dá a explicar a sua teoria por detrás das mais recentes surpresas do futebol chileno e peruano. Parece que o campeonato peruano é dividido em três fases mas nesta primeira fase que culminou numa final disputada na capital, Lima, entre o favorito local (e nacional) Alianza Lima e o novato Universidad César Vallejo (clube formado em 1996!), o vencedor acabou por mesmo o Universidad César Vallejo, ganhando o jogo por 2-1, sendo o golo vencedor sido marcado por Victor Cedron, jogador formado no clube e que tinha regressado há pouco tempo, após um empréstimo frustrante ao... Alianza Lima. Adiante.







Noutro campeonato sul-americano, o chileno, o Chile Cobresal ganhou o seu primeiro título de sempre, vencendo o Torneio Clausura 2015 (nunca percebi bem isto dos "Clausura" e "Apertura"...). O Chile Cobresal ganhou o jogo decisivo contra o Barnechea, por 3-2, enquanto o rival e favorito Universidad Catolica não conseguiu ganhar o seu jogo frente ao Deportes Iquique. O outro favorito, o conhecido Colo-Colo (não confundir com a nova alcunha do Benfica, trata-se mesmo do popular clube chileno), não conseguiu disputar o título até ao final porque, diz Tim Vickery, é nesta primeira fase do campeonato (o tal Torneio Clausura) que as equipas também disputam a Copa Libertadores (a Liga dos Campeões lá do sítio) e como essa taça é muito mais prestigiante que os campeonatos locais de Perú e Chile, as equipas que nela participaram (Sporting Cristal e Colo-Colo, respectivamente) apostaram mais nesses jogos, tornando-se impossível conseguir lutar em duas frentes ao mesmo tempo. Além de os resultados terem sido desanimadores, tanto na Libertadores (foram ambos eliminados) como nos campeonatos locais, o Colo-Colo teve muitos jogadores lesionados, o que resultou numa época decepcionante.


Noutro artigo de um outro jornalista inglês, desta feita com ligações a Portugal (acho que o gajo vive ou passa muito tempo no Porto), Andy Brassell, sobre o Montpellier e o campeonato francês, achei interessante que o assunto é muito semelhante ao artigo de Tim Vickery. Não é uma peça de opinião mas sim a notícia de que, a poucas jornadas do final da La Ligue, o treinador do Montpellier, Rolland Courbis, veio publicamente dizer que seria uma "catástrofe" para o clube, caso se apurassem para a Liga Europa esta época! (Montpellier está no 7º lugar do campeonato e se o PSG vencer a Taça de França, o 6º lugar apurará uma equipa para a Europa). Courbis parece que deu a entender que o clube ainda não está preparado, estrutural e desportivamente, para enfrentar duas "batalhas" ao mesmo tempo. Entretanto, veio o presidente do clube, Louis Nicollin, dizer que só um "preguiçoso" desdenharia a possibilidade de disputar a Liga Europa, tendo Courbis contra-atacado com "Posso ser muita coisa mas preguiçoso, não. Mas, para mim, se formos disputar a Liga Europa, começarão aí as nossas preocupações. Para o ano a seguir seria muito melhor."




Cheira-me que para o ano este Rolland Courbis já não treina o Montpellier




Isto tudo fez-me lembrar a célebre "mini-polémica" durante o início desta época, quando, aparentemente, Jorge Jesus e Luís Filipe Vieira estavam de costas viradas relativamente ao papel que o Benfica deveria ter nas competições europeias: LFV, alegadamente, entendia que todos os jogos e competições são iguais na sua importância e, portanto, teriam de ser disputadas da mesma forma e com o mesmo empenho, e JJ, sem o "alegadamente", afirmou (e demonstrou depois na prática) que a prioridade era o campeonato nacional. Ora, aqui está, creio eu, um dos segredos para o título do Benfica desta época. Com uma equipa "pesada" e "velha", foi um alívio para JJ ter sido eliminado em dezembro da Liga dos Campeões e da Liga Europa. Junte-se a isso a eliminação na Taça de Portugal, mais o facto de isto ser uma "Liga Matrix" e está encontrado o caminho para o bicampeonato. Eu acho que a "polémica" entre JJ e LFV foi toda encenada. E bem, a avaliar pelos resultados.







O Benfica não pode ficar mais uma época a marcar passo na Liga dos Campeões, os adeptos não perdoarão (acho eu). Terão menos dinheiro (a crer no que se diz...) para o plantel e jogadores mais velhos um ano (Luisão, Maxi, Jonas, Lima...). O Porto também não terá Danilo, aparentemente Jackson, e mais os emprestados (Oliver, Casemiro). Se não tiver Lopetegui e outro treinador novo, não sei será bom ou mau a longo prazo mas no imediato, será bom... para o Sporting.

Temos de manter a maior parte do plantel, o treinador e assumir que a prioridade é o campeonato! Como? Fazendo como os outros fazem, metendo o presidente a dizer o banal "O Sporting joga sempre igual em todas as competições", "A prioridade é ganhar tudo", blá-blá-blá e meter na cabeça do treinador, nem que seja preciso enfiar o comprimido vermelho à força, que a prioridade é o campeonato! 2-0 fora em Wolfsburgo? É cagar para isso, mudar meia equipa (normalmente, da defesa para a frente) e poupar esforços para ir ao Dragão, por muito que depois a previsível derrota em casa frente aos alemães custe no orgulho dos adeptos e no ego do treinador.

O Sporting tem de ser campeão o mais rapidamente possível. É preciso que se entenda isto muito bem. E para podermos cagar para a Europa (e mesmo Taça de Portugal) é absolutamente imprescindível vencer a Taça de Portugal daqui um mês, de modo a termos "lastro" para sobreviver à desconsideração das competições europeias e taças nacionais na próxima época. Se tudo isto for bem feito, principalmente por Marco Silva, os sportinguistas entenderão muito bem, pois ficou provado na "crise" de dezembro que confiam e apoiam este treinador. Pelo menos, mais uma época.


2 de março de 2015

(Ainda) Não temos cadastro

Como escreveu o grande @almaradona ontem no Twitter, esta vai ser a maior prova de fogo de BdC: ver como reage a esta semana horribilis.


Esqueçam os fundos, a Doyen, o BES, o Pinto da Costa, o Bebiano, o Duque - esqueçam esses vilões todos com quem BdC já travou guerras - o maior adversário do presidente do Sporting está aí e chama-se "adeptos do Sporting".

Eu já vi este filme demasiadas vezes. Como escrevi há uns tempos, o Sporting está metido num interminável loop maldito: Equipa não ganha - adeptos desesperam - presidente demite treinador - equipa não ganha - adeptos desesperam - presidente demite-se - novo presidente - a equipa não ganha - adeptos desesperam - presidente demite treinador - equipa não ganha - adeptos desesperam -presidente demite-se - novo presidente...


Acredito que esse loop, este complexo de Groundhog Day, vai ser finalmente quebrado com este presidente mas admito que está difícil. A vitória na final da Taça de Portugal deste ano é crucial para que tal aconteça. Ganhar no Jamor dará a BdC mais uns 6 meses de descanso até que o burburinho dos adeptos do Sporting comece de novo a fazer-se ouvir. Ganhar no Jamor, manter Marco Silva e a maior parte destes jogadores e fazer como fez JJ esta época: apostar (mesmo!) no campeonato. Apesar de muito difícil, é possível ser campeão. Não se pode é empatar em casa com o Moreirense, Belenenses e Benfica.

Ganhando o campeonato, acaba-se o loop.


Já vimos que, com as arbitragens que tivémos em Gelsenkirchen e Wolfsburg que a Liga Europa merece-nos tanta credibilidade como a Taça da Liga, portanto é rodar a equipa nesses jogos europeus e concentrarmos-nos apenas naquilo que interessa: ganhar os jogos da Liga. Ganhar ao Moreirense ou ao Belenenses em Alvalade é mais importante, neste momento da vida do clube, do que ganhar ao Wolfsburg ou ao Schalke.




Quero que os jogadores do Sporting sejam feios, porcos e bons!




Esta equipa, estes jogadores, este treinador, ainda não tem cadastro futebolístico. Ao pé de jogadores como Quaresma, Brahimi ou Jackson, são autênticos meninos de coro. É isso que me irrita neste Sporting de Marco Silva. Ok, eu gosto de ver os jogadores do Sporting a trocarem bem a bola e a jogarem um futebol de ataque mas há alguma equipa que ganhe títulos só com "meninos" a trocar bem a bola? Só o Barcelona e mesmo esses têm lá o Daniel Alves, Mascherano e Busquets p'ra dar umas porradas quando é preciso ou rodearem o árbitro, pedindo cartões amarelos para o adversário.

Em Roma sê romano. Em Portugal atiras-te para o chão a gritar quando mal te tocam e levantas o braço a pedir penalty sempre que a bola bata, da cintura para cima, num jogador adversário. E metes o pé rijo em todas as entradas para lá do nosso meio campo.

Espero que Marco Silva tenha aprendido com os seus erros (e não ilibo BdC também de alguns...) e que não os cometa novamente na próxima época. E é absolutamente essencial que BdC não perca a cabeça nem tome decisões para satisfazer a multidão, como fez LFV nos seus primeiros anos de mandato. Antes de JJ, houveram Camacho, Koeman, Fernando Santos, Quique Flores, Chalana...

A propósito, na primeira época de Mourinho, o Real foi trucidado em Nou Camp, perdendo 5-0. É admirável ler hoje o que o guarda-redes suplente na altura, Dudek, escreveu no seu livro sobre esse momento:



"5-0. Conseguem acreditar? O Barcelona derrotou-nos por 5-0. Foi um massacre. Depois do jogo, o nosso balneário estava um caos. Uns estavam a chorar, alguns a discutir e outros não tiravam os olhos do chão. Depois, José Mourinho entrou no balneário. Ele sabia que tudo tinha sido muito mau. Olhou para nós e disse:

'Eu sei que dói. Muito. Para muitos de vós, isto pode parecer a maior derrota das vossas vidas. Mas é só o início. Eles agora estão contentes, como se já tivessem ganho o campeonato. Mas apenas ganharam um jogo. Há ainda um longo caminho a percorrer para vencer o título. Amanhã, vocês estão livres. Mas não vão ficar em casa. Quero que vão ter com as vossas mulheres, filhos ou amigos e que vão dar um passeio pela cidade. Quero que demonstrem às outras pessoas que estão a saber lidar com isto. Talvez ouçam coisas más pelo caminho, mas não se escondam. Mostrem a vossa coragem. E depois disso, vamos lutar pelo título.'

Eu pensei para mim: 'Caramba, isto faz sentido'. Todos olharam entre si e pensaram que isto tinha resultado. Nós acabámos por nos reerguer mais rápido do que qualquer pessoa pensava. Nesse momento, depois do que Mourinho disse, percebi a real importância do lado psicológico no Desporto. Como te pode fazer rapidamente vencer ou perder. E percebi também o quão inteligente e forte psicologicamente era Mourinho."


E, na época seguinte, o Real foi campeão espanhol com 100 pontos. O JJ também levou uma vez 5-0 do Porto no Dragão, não foi despedido e agora vai ser bicampeão.





Já agora, enquanto estava a escrever isto, lembrei-me de outro momento do Mourinho,  quando deu um "murro na mesa" e prometeu que seriam campeões na próxima época, após terem terminado esse ano em 3º lugar. E foram...



Era isto que eu queria (quero) para o meu Sporting. Um murro na mesa, muito sangue frio e Marco Silva na(s) próxima(s) época(s).

2 de agosto de 2014

Inimaginável

O Dier é como aquele ursinho de peluche que temos desde os 9 anos e que a certa altura, os nossos pais nos dizem que temos de nos livrar dele, pois estamos demasiado velhos para ter brinquedos e que temos de pensar no nosso futuro. Um pouco como acontece com Andy no "Toy Story 3", quando tem de decidier (:D) entre manter o seu brinquedo de infância ou mandá-lo para o sotão (e continuar a invadir os seus sonhos). Muitas vezes sonhei com um Sporting campeão e com o Eric Dier a titular no centro da defesa. :(



O Dier só pode ser o astronauta, pois o cowboy é puro americano.


Nem mesmo os meus "pais" me conseguem convencer que o tínhamos de vender. Houve muito tempo para se saber de cláusulas "escondidas" e para negociar a renovação. Só quando eu estiver a trabalhar numa boa empresa multinacional, com um salário chorudo, vivendo com a minha mulher e família numa casa com uma white picket fence, isto é, quando formos campeões nacionais, aí sim, direi "Tinham razão, pai e mãe" (em terem vendido o meu brinquedo favorito). Até lá...


Dier vale muito mais que cinco milhões de euros. Dier, um titular das selecões jovens de Inglaterra, cara da Umbro e um menino-bonito-inglês-que-se-formou-no-clube-de-Cristiano-Ronaldo-Nani-e-Figo, vale muito mais que 5 milhões de euros. Mas Rojo, confirmando-se a maior oferta possível por ele, no valor de 20 milhões de euros, vale exactamente o mesmo que Dier. Vale exactamente o mesmo, porque o Sporting só tem 25% do passe do Rojo, portanto, apenas receberia 5M se fosse vendido por 20M (o mínimo pelo qual, aparentemente, o Sporting aceita fazer negócio). O Sporting recebeu 5M do Tottenham por Dier.


Assim, se me dissessem que, se tivesse de escolher entre os 5M de Dier ou os 5M de Rojo, escolheria sempre os 5M de Dier, como é óbvio. Rojo granjeou uma aura de defensor "mundial", talvez o único jogador do plantel com esse estatuto, aparte de William Carvalho. Se Rojo continuar no Sporting, compreenderei a saída de Dier, caso contrário, será sempre uma ferida na presidência de Bruno de Carvalho e que apenas sarará se formos campeões nacionais.


Esta é a época mais importante do Sporting nos últimos anos. Absolutamente decisiva, tanto do ponto desportivo, como "moral", social, como queiram denominar, E porquê? Porque o Benfica, finalmente, vai jogar com alguns putos da formação.

O Sporting, há anos quem vem jogando com putos da formação, como todos nós bem sabemos. Patrício, Moutinho, Djaló, Pereirinha, Veloso, Nani, Ronaldo, Bruma, Dier, Cédric, Adrien, Carvalho, etc. Um ponto comum nestes jogadores todos? Nenhum deles foi campeão no Sporting. Repito, nenhum deles foi campeão no Sporting.

Conseguem imaginar o que seria se, por acaso, Jorge Jesus (e o Benfica), conseguisse ser campeão esta época, tendo no plantel os putos da formação do Seixal, como Teixeira, Silva, Cancelo e Cavaleiro?

Pensem bem nisto e na repercussão que tal feito teria por todo o lado. Inimaginável....


Espero que BdC, Inácio e Marco Silva tenham noção do quão importante será vencer este campeonato.

Ou, pelo menos desta vez, ficar à frente do Benfica. (Só o Adrián custou tanto quanto o Sporting gastou esta época em contratações, logo não há comparações possíveis entre Sporting e Porto)

30 de julho de 2014

Jornalistas

Há uns dias, foi o súbito cancelamento da conferência de imprensa de Jorge Jesus que deveria acontecer após o final do jogo da Eusébio Cup, o tal que o Benfica perdeu um zero com o Ajax, por culpa do erro de um dos seis (6! Mais um do que os cinco espanhóis do Porto) brasileiros que já contrataram esta época, um jogador que veio da 2ª divisão brasileira mas que como não se chama Maurício nem veio para o Sporting, é poupado às críticas pela maioria dos jornais e tv's, desculpando-o com um sempre eficaz "podia ter acontecido a qualquer um".

Críticas a JJ, colunas de opinião a desancar na falta de respeito aos jornalistas, editoriais de directores de informação a lamentar o caminho por onde o clube está a ir, tweets irados ou posts no Facebook enraivecidos afirmando que "isto" é o fim do futebol? Nada. Zero.

(Ah, só para esclarecer que JJ até falou no final desse jogo mas só aos jornalistas desse novo canal de desporto que apareceu agora, a BTV. )

Hoje, apresentação de uma escola de futebol de formação do Porto na Colômbia, com Pinto da Costa e o responsável colombiano da parceria, Ricardo Pérez. Não li nem quero saber nada sobre a escola na Colômbia, apenas quero realçar a frase da notícia que me fez sorrir. Mesmo no fim, lê-se:


"Os jornalistas não tiveram direito, porém, a colocar questões. Nem sobre o tema da apresentação. "


Delicioso. :D Obviamente que isto vai passar em claro e ninguém, muito menos o inefável Luís Sobral, director do MaisFutebol e que, só à conta de Bruno de Carvalho e à sua forma de lidar com os jornalistas (mas que não me lembro de nunca lhes ter voltado costas), deve ter escrito uns 27 editoriais no último ano e meio, vai falar sobre isto ou sequer, lamentar-se por mais uma clara falta de respeito por parte de PdC aos quadrúpedes jornalistas que o seguem.

Ainda me lembro - e não creio que me esquecerei tão cedo...- da tremenda falta de respeito que alguns jornalistas tiveram, isso sim, com o Sporting, aquando de uma apresentação de um jogador na pré-época passada que se atrasou durante algum tempo e que resultou no abandono(!) por parte da maioria dos jornalistas que se encontravam em Alvalade. Lembro-me de depois ter lido, poucas horas depois, os nomes dos tipos que incentivaram ao "protesto". Ficam aqui, p'ra memória futura: Gonçalo Ventura, da RTP e um jornalista/narrador da Sporttv, cujo nome agora não me lembro mas que se vir a cara sei dizer quem é o boi.


É por isso que me custa, apesar de saber que nenhum desses jornalistas se encontrava agora no estágio da Holanda, ver o Sporting, o seu presidente e restante staff técnico, em joguinhos amigáveis e em amena confraternização com representantes dos media que mais nos atacam e mais se acobardam perante os nossos rivais.

Só perceberei isto, se se tratar de uma mera acção táctica inserida numa estratégia delineada para obter o resultado que todos almejamos, o título de campeão nacional.



27 de julho de 2014

Campeonato da Lego

O "brinquedo" do Sporting - e do Marco Silva -, isto é, a equipa e plantel do Sporting, fazem-me lembrar aquela gama mais avançada da Lego, a "Technic". Isto é só mesmo para quem tem paciência e percebe do assunto. Não há peças vistosas, autocolantes fluorescentes, peças soltas, nada. Há "parafusos", muito trabalho e um brinquedo que só funciona se todas as peças estiverem correctamente encaixadas. Uma seca do caralho para os fãs de brinquedos Lego que "cospem fogo" mas o sonho molhado do Freitas Lobo. Um brinquedo que, tacticamente, é perfeito. Não é um brinquedo para ser "brincado" mas para ser exposto, dentro de uma redoma de vidro, numa mesa gigante na cave de um Lego-lover hardcore, tipo o pai que aparece no final do filme "The Lego Movie", e ser apreciado pelos Sportinguistas. Com um sinal bem visível, dizendo "POR FAVOR, NÃO MEXER". Uma máquina perfeita. Não sofre, marca golos e ganha jogos.



O Sporting de Marco Silva não é para brincadeiras



Os adeptos benfiquistas são meninos mimados. Andaram anos e anos a receber brinquedos da Lego - daqueles mesmo da Lego!, não eram cópias baratas - e não eram aquelas caixas pequeninas, tipo uma nave espacial de apenas um lugar ou um cowboy em cima de um cavalo, não, eram mesmo a nave inteira do Star Wars - Yoda e Darth Vader incluídos - ou o forte dos cowboys e uma tribo completa de índios. Jorge Jesus e, por consequência, os adeptos benfiquistas, eram uns miúdos privilegiados - se perdessem uma peça numa ida à praia (leia-se "pré-época") ou à montanha (leia-se "mercado de inverno"), o papá (leia-se "Luís Filipe Vieira") tratava logo de lhes arranjar uma peça que encaixasse - e durante estes cinco anos, sempre brincaram com peças Lego dos conjuntos mais caros que há à venda. Naves espaciais, barcos de piratas, fortes de cowboys, castelos, não faltou nada a Jorge Jesus. Mesmo assim, só em dois anos de cinco é que conseguiram completar, até à última peça, aquilo que aparecia no desenho da caixa... Burros do caralho. lol.

Durante cinco anos, os adeptos do Benfica andaram a cantar, alegremente, o "Everything is Awesome", como faziam os personagens do mundo Lego no "The Lego Movie" mas, infelizmente ;(, parece que, a cada dia que passa, mais e mais benfiquistas começam a aperceber-se que o mundo onde vivem, não passa de uma ilusão manietada pelo "Lord Business" (LFV)...





Quero ver como é que o JJ se vai safar esta época com peças Lego "do chinês", daquelas que, para as conseguirmos encaixar, temos de lhes dar com o martelo. Se o homem conseguir ser campeão com peças da Lego falsificadas... pinto a cara de preto e mudo de país. (e de clube. What?!?)



Já o Porto... não sei. Ainda não sei se estas peças Lego que Lopetegui e C.ia (leia-se Jorge Mendes e Doyen Group) foram buscar, são ou não peças dinamarquesas ou "do chinês". Vamos ter um vislumbre do que será este novo "brinquedo" de Pinto da Costa quando se jogar a importantíssima eliminatória da Liga dos Campeões, já em agosto. Iremos, então, perceber se estas peças encaixam perfeitamente umas nas outras ou se vão ficar "emperradas", à espera de alguém que saiba ler correctamente as instruções. (ou à espera que em janeiro se possa trocar as peças defeituosas).