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11 de setembro de 2015

Anti-hipócrita

Das coisas mais patéticas que o típico lampião tem incluído no seu discurso de pacotilha é a já célebre carta do "anti-Benfica". Como se o clube deles fosse algo tão magnânimo e tão celestial que não houvesse possibilidades algumas de haver quem - Oh, heresia! - não goste deles e, pasme-se, querer que percam sempre. Pfff, esses Sportinguistas, os únicos adeptos do mundo que odeiam o clube rival. Mas como??

Para a mente tacanha do típico lampião, isto é um conceito inconcebível, algo extraordinário, não conseguem perceber. É como tentar explicar que, se é verdade que existem 6 milhões de benfiquistas em 10 milhões de portugueses, então a probabilidade de haver mais árbitros benfiquistas a apitar os jogos do Benfica, consequentemente, sentir os benefícios de tal facto, é muito maior do que, por exemplo, haver sportinguistas que queiram subscrever a BTV.

A rivalidade existiu, existe e continuará a existir. Aqui, em Espanha, em Itália, em todo o lado. Em cada um de nós há um "anti". A diferença entre o Sportinguista e o lampião típico é que um sabe o que "hipocrisia" significa e o outro não.


(Para quem não sabe:

hi·po·cri·si·a 
(grego hupokrisía, -as, desempenho de um papel)
substantivo feminino
1. Fingimento de bondade de .ideias ou de opiniões apreciáveis.
2. Devoção fingida.)


Piqué, ontem.



É por isso que é uma delícia ouvir a conferência de imprensa de ontem do Gerard Piqué. Se querem ouvir da boca de um jogador de futebol como é que funciona isto da rivalidade, é ouvir a partir dos 6m57s. Revigorante.




Por feliz coincidência, ontem aconteceu outro episódio curioso. Durante a apresentação da nova sede do AC Milan ("Casa Milan") e do plantel aos sócios e adeptos, o speaker de serviço fazia umas perguntas ao novo treinador, Mihajlovic (um ex-jogador do Inter...), quando se ouviram os adeptos a cantar "Chi non salta nerazzurro è!". Que fez o treinador do Milan? Saltou, o"anti"!






Sou "anti-hipócrita" e odeio o Benfica (e o Porto)! 

17 de fevereiro de 2015

Pós-derby (fora de campo)

Tem de ser: o pós-derby.


Tudo começou na infame tarja “VERYLIGHT 96” erguida durante minutos por adeptos benfiquistas no derby de futsal disputado no pavilhão da Luz. E ainda cantavam “E foi o very-light que o fodeu, oh oh” ao mesmo tempo que assobiavam, imitando o som de foguetes. Magnífico. Imaginem um jogo entre a selecção de Israel e Alemanha, em Munique, e aos vinte e tal minutos de jogo ser desfraldada uma tarja dizendo “AUSCHWITZ 44”, ao mesmo tempo que os adeptos alemães silvavam um estridente “Sssssssssss”, como que imitando o gás a ser libertado numa das câmaras de morte nazi. Pior. Imaginem que a Merkl estava na bancada, sem reagir e sem que alguma autoridade mandasse retirar a tarja e/ou apreender os que a levantaram. Pior ainda. Imaginem que o jogo terminava e nem no dia seguinte a Merlk ou o Estado alemão tinham efectuado um mero pedido de desculpas público a Israel e aos israelitas. Alguém seria capaz de de censurar Israel se cortasse relações institucionais com a Alemanha? 




A desculpa dos lampiões, é uma tarja exibida em Alvalade que dizia “SIGAM O KING”. O “KING”, presumidamente, seria uma referência a Eusébio da Silva Ferreira, considerado ainda por muitos como o melhor jogador português de sempre. O Eusébio, para bem ou para o mal, feliz ou infelizmente, já faz parte do imaginário popular português e mundial – é um mito. Não um mito como qualquer coisa que não corresponde à verdade mas um mito como sendo algo transcendental, uma lenda, um “deus”. Para os benfiquistas, nesta religião que é o futebol, sem dúvida que Eusébio será um deus e, claro, um mito. Até para não-benfiquistas. Ora, os mitos não são humanos e aqueles que o eram, deixaram de o ser assim que se tornaram mitos. Um mito é-o para o bem e para o mal. Tanto se celebra um mito como se o ofende. Dizer para seguirem o King é tão ofensivo como dizer “vai chatear o Camões”. Eusébio é um mito e os mitos ou vão para o Panteão ou para o caralho. Camões, Dom Sebastião e Afonso Henriques que o digam. 


Rui Mendes era humano, da vila de Luso, concelho da Mealhada (vivo relativamente perto de Lisboa e tive de ir ao Google ver onde fica esta merda) e que um dia resolveu ir ver uma final da Taça de Portugal a Lisboa e não voltou porque um benfiquista resolveu que era boa ideia levar uma pistola de verylights e dispará-la contra Sportinguistas. Mas pior do que ter sido um benfiquista a matar um Sportinguista, foi mesmo a forma como o Benfica (não) reagiu nos anos seguintes a esta tragédia. Era puto mas não recordo de ter havido pudor na forma como comemoraram a vitória no final do jogo nem de qualquer posição oficial por parte da direcção a condenar o acto (mas é possível que tenha havido e eu não me lembre/saiba). A equipa do Sporting sempre que vai jogar ao Jamor deposita uma coroa de flores junto à bancada onde morreu Rui Mendes. Não me recordo de qualquer acto ou gesto por parte da equipa do Benfica quando joga no Jamor. O benfiquista que matou Rui Mendes, Hugo Inácio, além de ser considerado um herói junto de alguns “brothers in arms”, nunca teve uma palavra pública de desculpas à família, ao Sporting, a ninguém. A segunda vez que ouvimos falar de Hugo Inácio, além do dia do verylight, foi quando a polícia o apanhou, depois de ter fugido da prisão onde cumpria pena, a mandar cadeiras para cima de agentes da autoridade, em pleno estádio… da Luz. Provavelmente, ainda hoje continua a ver os jogos do Benfica na Luz sem qualquer problema.



Parece que isto não aconteceu. São efeitos especiais feitos na Sporting TV.




Tão grave ou pior que estes factos, só mesmo os petardos e tochas arremessados para cima de adeptos do Sporting mas como é normal, tais eventos foram esquecidos e metidos para debaixo do tapete. Luís Filipe Vieira, num discurso (nada populista e nada hipócrita) numa Casa do Benfica à frente de câmaras de televisão, onde, no meio de inúmeras críticas e menções a Bruno de Carvalho, disse que “a violência não se resolve no Facebook” (oh, a ironia!), não teve uma única palavra a condenar ou censurar os tais arremessos de tochas e petardos. Nem uma. E para adicionar insulto à injúria, parece que tivemos ontem o inenarrável Rui Gomes da Silva a tentar desculpar os meninos sem nome, culpabilizando os adeptos do Sporting por terem anteriormente atirado objectos para cima dos meninos!


Rui Gomes da Silva, membro da direcção de Luís Filipe Vieira, putativo candidato a presidente do Benfica (e o mais forte deles todos, até agora) e o comentador que, semana após semana, acusa BdC de ser populista e demagógico. Rui Gomes da Silva, o mesmo que na sua página oficial (!) de Facebook, elogia constantemente os meninos das claques (não-oficiais) do Benfica e que no programa Dia Seguinte coloca à frente da sua autoridade moral os seus próprios interesses benfiquistas e que nunca colidirão com os meninos das claques. Mesmo que isso implique defender quem celebrou a morte de um adepto rival.


Corte de relações? Peaners!

25 de maio de 2014

Quero lá saber da "décima"

Quero lá saber da "décima" ou do 17º golo do Ronaldo (falta muito para uma primeira página d'A BOLA com "Cristiano Ronaldo, o melhor jogador português de sempre!"?). Quero lá saber do Slavchev, do Cardozo, do multi-milionário que comprou o Valência ou do "Marco Jardim". Quero lá saber se o Jesus vai para o Milan, Carcavelinhos ou se continua nos lamps, ou ainda se o Pinto da Costa continua a sua "intifada" contra o sul. Isso é futebol e futebol papo ao fim de semana. (Alô, Brasil!) O que, verdadeiramente, eu quero saber é porque raio o dono daquela empresa (Sportinveste) que me envia um recibo assim que acabo de fazer uma compra na Loja Verde online e que tão maltrata o site oficial do meu clube, estava a fazer na apresentação pública do livro "Bruno de Carvalho, o herói sem medo". Isso, sim, é o que eu queria saber.




Não percebo. Juro que não percebo.


Outra coisa que me deixou intrigado, foi quando vi que o Rui Gomes da Silva, o ultra-lampião do Dia Seguinte, partilhou um texto/post publicado num blog benfiquista (ia escrever lampião mas reconheço que, tendo em conta outros blogs da mesma cor, este é um oásis no meio do deserto) que tinha como título "Importante: A armadilha de Joaquim Oliveira chamada Fernando Seara".

Pensem um minuto: o Rui Gomes da Silva considera que a candidatura de Fernando Seara é contra os interesses do Benfica! wtf?!


Não tenho inside infos, não conheço "alguém que conhece alguém que sabe que é isto que vai acontecer", e como tal, resta-me analisar o que vejo. E o que vejo deixa-me perplexo. Mas se alguém souber explicar, agradeço. Quero lá saber da "décima".

18 de maio de 2014

"Ou estão connosco ou contra nós"

"The Great Seal of the United States of America" ou "Esta merda faz-me lembrar qualquer coisa!..."



Excerto do episódio #10 da série documental "The Untold History of the United States", produzida, realizada e narrada por Oliver Stone:




"E no entanto, é a compaixão pelo outro que, afinal, tem distinguido os nossos líderes excepcionais… seja ele Washington, Jefferson, Lincoln, Roosevelt ou em outras frentes, pessoas como Martin Luther King.

George Bush, ao invés, colocou o mundo de sobreaviso: “Cada Nação, cada região tem agora uma decisão a tomar. Ou estão connosco ou estão com os terroristas.”

E justificando o seu direito de o fazer como uma luta monumental entre o bem e o mal. Imaginem um qualquer cidadão de um qualquer país que um homem como este lhes diga “ou estão connosco ou contra nós.” E imaginem como vocês se sentiriam em relação à América.

O povo americano estava ainda sem saber porque tinham sido atacados ou porque é que o Departamento de Estado começou a avisá-los sobre terrorismo numa lista de países estrangeiros que não parava de aumentar. Mas uma parte crescente do povo finalmente começou a perceber o que a maioria dos não-americanos já sabiam que tinham experienciado na metade final do século passado.

Nomeadamente de que os Estados Unidos eram outra coisa do que professavam ser, que eram na realidade como que um monstro militar que tencionava dominar o mundo.

Em vez de explicar as verdadeiras razões por detrás dos ataques - a forte oposição da Al Qaeda à presença de tropas americanas na Arábia Saudita e o apoio americano a Israel na sua luta continua contra os Palestinianos – Bush balbuciava “Porque é que nos odeiam?”

(os negritos são meus, obviamente)







"Porque nos odeiam", perguntava Bush. Só há dois clubes em Portugal, o Benfica e o anti-Benfica, vocifera Rui Gomes da Silva (e os milhões de lampiões que crêem que foram, propositadamente, roubados na final da Liga Europa porque o Platini assim o decretou).

Isto chegou a um ponto em que, ou estamos com eles ou estamos contra eles. Ou somos do Benfica ou somos anti-Benfica. Esqueçam a rivalidade centenária, esqueçam os derbies, esqueçam os very-lights (Descansa em Paz, Rui Mendes.). Ou Benfica ou anti-Benfica. Parolos do caralho.




Na espuma da ejaculação produzida pelas dezenas de directos dedicados à lampionice nestas últimas semanas, passaram despercebidas várias pequenas notícias e informações.

- O Porto emitiu (mais) um empréstimo obrigacionista no valor de 15 milhões e que pode aumentar de valor consoante a procura. Trocando por miúdos, precisam de guita.

- O Benfica, já disse antes, lançou uma mega-campanha de spam, com o intuito de arranjar mais sócios. Basicamente, a banca fechou a torneira e precisam de guita.

- Nesta semana, surgiram os castigos aplicados ao Man City devido ao fair-play financeiro. Basicamente, "só" têm 60 milhões para gastar esta época mas, como vão se libertar de dois ou três "home grown players", serão obrigados a contratar os respectivos substitutos, ou seja, jogadores ingleses. Portanto, esqueçam Mangala e Fernando no Porto por 55 milhões (como diz hoje o CM). É impossível.

- E como a UEFA vai estar de olho bem aberto aos gastos dos clubes nesta época e nas próximas, esqueçam também os 45 milhões da cláusula do William. Ou os 347939445 milhões do Zenit por Garay, Gaitan, Enzo Perez, André Gomes e C.ia.



Tem pinta de "leão"!




Sobre o triângulo Sporting, Jardim e (Marco) Silva, que dizer, excepto que "só sei que nada sei"?

Custa-me, claro, ver o Sporting iniciar outra época com novo treinador, novamente a reconstruir algo em vez de continuar a construir o projecto desenhado há tempos. Se é verdade que mais importante que o destino, é a própria viagem, às vezes sinto que o Sporting anda perdido no meio das perigosas estradas do Peru, arriscando cair a qualquer momento no fundo da ravina, enquanto procura alcançar o "El Dorado", isto é, os títulos.

Ontem, enquanto via o Atlético de Madrid sagrar-se campeão ao fim de 18 anos, em casa do Barcelona, pensei várias vezes que, mais do que orçamentos, "estruturas" ou presidentes, o que interessa realmente é a crença em ganhar. Vontade. E o Diego Simeone incutiu essa vontade de ganhar nos jogadores do Atlético. Eu quero um Diego Simeone no Sporting aos anos. O Sá Pinto parecia que podia trazer essa vontade toda mas saltar dos júniores do Sporting para a equipa principal não é o mesmo que iniciar a carreira de treinador no Racing, passar por Estudiantes, River Plate, San Lorenzo e Catania, antes de chegar ao Atlético de Madrid.

Sinto falta de títulos no Sporting. A brincar, a brincar, já passaram 12 anos depois do último título de campeão. Não exijo - não sou capaz - o título na próxima época mas - lamento, Jardim - quero um treinador que eu saiba que, mesmo não o dizendo publicamente, está pensar mesmo em ser campeão. Como o Simeone, que mesmo com a conversa pública do "partido a partido", nós sabíamos, ou pelo menos, dava a entendê-lo, que o gajo estava mesmo a pensar em ser campeão.

Com o Leonardo Jardim eu sei que era mesmo "jogo a jogo" e depois logo se via. E viu-se. Au revoir.










3 de março de 2014

Devem julgar que comemos todos gelados com a testa...

Só uma coisa obstruiu a visão do Oblak: a bola


Epah, a sério, até me sinto mal em ter de vir aqui explicar isto mas foda-se, é impossível estar quieto com tanta estupidez que se vê e ouve por aí...

- O fiscal assinalou fora de jogo ao tipo que marcou o golo, não foi ao jogador que estaria num hipotético fora de jogo posicional.

- Nem um jogador do Benfica protesta o fora de jogo posicional, apenas o do tipo que marcou o golo.

- Mas mesmo que tivesse sido assinalado fora de jogo posicional, seria mal assinalado, pois o jogador do Belenenses, no momento do remate, nunca obstrui o ângulo de visão do Oblak! Aliás, como já disse, nem ele próprio se queixa disso.

Esta "onda" vermelha de que, afinal, o fora de jogo de jogo teria sido bem assinalado veio do idiota do boloposte, que deve julgar que todos comemos gelados com a testa, como o rebanho de lã-piões que o segue no Facebook.

gifs > jpgs


Isto até não teria importância alguma mas como já sei o que a casa gasta (aqui, em "casa", leia-se "Portugal"), sou capaz de apostar que o Rui Gomes de Silva irá levar esta tese do boloposte, mais logo, ao Dia Seguinte e tentar poluir a opinião dos, infelizmente ou não, milhares de telespectadores que fazem com que o programa "desportivo" da SIC Notícias seja um dos mais vistos, senão o mais visto, em Portugal. Ao menos, com este post, haverá alguns quantos adeptos de futebol, mesmo benfiquistas, que estarão um pouco mais ilucidados. Espero eu.


Limpinho, limpinho.




EDIT: Acabei de ver o "tribunal" do jornal O JOGO. Mais palavras para quê?


2 de dezembro de 2013

A "falta" que Bruno Paixão viu sobre Matic

Ontem fiz um .gif da "falta" que o Matic "sofreu" e que o Bruno Paixão assinalou, do qual resultou o 2º golo dos lampiões, numa altura do jogo em que o Rio Ave tinha acabado de empatar e jogo estava "partido". Partilhei esse .gif no Twitter (devia ter metido um logo na merda do .gif e um link p'ró blog :P) e hoje reparo que a imagem já tinha sido partilhada dezenas de vezes por esse Facebook fora.

Ora, os lamps de serviço duvidaram que a "falta" sobre Matic tivesse a que Bruno Paixão assinalou e começaram a lançar a teoria de que, afinal, o árbitro teria assinalado uma "falta" sobre Gaitan, imediatamente anterior à de Matic. Em suma, teria dado lei da vantagem.

O blog lampião mais visto (ia escrever "lido" mas como aquela merda é só imagens...) em Portugal, o Benfiliado, entrou nessa teoria e colocou lá o meu gif e o da "falta" sobre Gaitan, de modo a lançar areia p'ró os olhos da carneirada lampiã. Até o Rui Gomes da Silva foi lá ver os .gifs e aposto que vai falar sobre isto no Dia Seguinte.

Ora, como eu posso ser tudo menos desonesto (intelectualmente, ainda menos), tinha a quase certeza do que disse quando coloquei ontem o .gif da "falta" sobre Matic, fui rever o vídeo e, voilá, avaliem-no por vocês próprios. Meti uns desenhos para ajudar a malta lampiã a perceber melhor. ;)



28 de setembro de 2013

Nem com binóculos

Na altura que metia uns posts no Cabelo do Aimar, perdia algum tempo a escrever alguns sobre o Benfica, tanto para irritar os lampiões que por lá comentam mas também porque (adoro esta máxima): “Mantenha seus amigos por perto e seus inimigos mais ainda”.

Sem comentários. lol

Gosto de estar atento ao que se passa no outro lado da 2ª circular mas só estou verdadeiramente interessado em ouvi-los quando perdem jogos (os 15 dias do "triplete" da época passada foram maravilhosos) ou quando o Jesus bate na polícia ou o Luisão dá peitadas no árbitro.

Epah… eu não compreendo o Benfica. Se houve alturas em que temi (já o disse uma vez) que o Benfica tomasse o lugar do Porto e iniciasse um período de hegemonia no futebol português (a seguir ao 1º título de JJ), agora já tenho muitas dúvidas que isso possa vir acontecer tão cedo.

Este Benfica de LFV a tomar decisões faz lembrar aquele puto de dois anos que vemos a gatinhar direito a uma poça de água e começamos a pensar alto “Não pode…”, mas pode, sim. E pimba, lá vai o puto direito à água. E achamos piada. E quando tem três anos, faz o mesmo. E continuamos a rir. E se, com sete anos, o puto continua a ir direito à água, é sinal de que algo se passa com a sanidade mental do puto.

O meu problema, enquanto Sportinguista, em relação à sucessão de erros de LFV é que já aparecem por aí umas quantas vozes de contestação – não muitas, é verdade – mas que, caso o Benfica caia outra vez na “poça” no final desta época, tenho a certeza que se multiplicarão, quais cogumelos, por essa internet fora e pelas tv’s, jornais e rádios adentro. E porquê? Porque, presumivelmente, o Sporting não terminará mais outra época em 4º ou 7º lugar e a uns mirabolantes 30 pontos do 1º classificado. Provavelmente, terminará o campeonato bem junto do Benfica , provando que não é necessário gastar tanto dinheiro em craques sérvios ou argentinos para se ganhar jogos na Liga Portuguesa.

Sim, por incrível que pareça, Bruno de Carvalho, além de salvar o Sporting, arrisca-se também a salvar o Benfica.

Perdi a conta às vezes que já li em blogs lampiões nestes últimos meses os vários elogios que os benfiquistas fazem a BdC, comparando-o a LFV, dizendo que gostam e apreciam a vivacidade e tenacidade com que BdC defende o Sporting, o facto de estar sempre presente nos vários recintos onde o Sporting disputa jogos e títulos, a frontal “guerra” com o Porto e PdC e, claro, sem o afirmarem publicamente, já repararam que, de facto, o Sporting, enquanto equipa, está mais forte. Com menos dinheiro e com mais portugueses.

Bruno de Carvalho veio mostrar aos benfiquistas, tal como já demonstrou aos Sportinguistas, que é possível fazer mais e melhor com menos meios, ao mesmo tempo que, com o seu discurso e atitude, consegue despertar no âmago de cada adepto a militância que julgava perdida desde outros tempos mais felizes.

O lado bom disto é que não se vislumbra – nem com binóculos – uma real oposição a Luís Filipe Vieira. Bruno Carvalho, o tripeiro e fundador do Canal Porto, é uma pária. O juiz que deve dinheiro a clínicas onde fez lipoaspirações é uma anedota. O mais temível ainda assim é o José Veiga mas enquanto a maior parte dos benfiquistas se lembrarem que foi presidente da Casa do Benfica no Luxemburgo, não tem hipótese de os benfiquistas o elegerem como presidente do Benfica, acho eu…

Resta o Rui Gomes da Silva. Enquanto Jesus bate a polícias para cair nas boas graças dos Diabos Vermelhos, já o RGS escreve posts no Facebook, apelando à “guerra santa” contra o Norte, lembra adeptos mortos dos No Name ou elogia as claques às segundas no Dia Seguinte. Está na cara que, caso não apareça mais ninguém além dos que mencionei acima, RGS será o próximo presidente do Benfica.

E tendo em conta aquilo que vi nos últimos 3 anos às segundas-feiras à noite na SIC Notícias, como Sportinguista, não poderia ficar mais satisfeito.