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3 de fevereiro de 2019

caracol

Infelizmente, a derrota (e os números...) de hoje não me surpreende. A certa altura, temi goleada histórica, ao nível dos 3-6 dos anos 90. Algumas notas:

- Fiz rewind na SportingTV e verifiquei que, além de Keizer, mais ninguém falou aos adeptos após esta humilhante derrota. Nem presidente, diretor-desportivo, vices presidente, nada. Ninguém. Fica a nota.

- Noto nos jogadores falta de "nervo", de luta, de vontade. Parece evidente que há falta de competição interna no plantel, eles sabem que jogam sempre os mesmos.

- O "desaparecimento" de Miguel Luís e Jovane é inexplicável.

- Acuña, salvo outra informação, ainda é jogador do Sporting.

- A defesa do Sporting é lenta, lenta, lenta, como dizia o outro. Os extremos ajudam pouco os laterais a defender. O meio campo está esgotado. Os centrais estão esgotados (Coates vai rebentar quando?). André Pinto é lento e péssimo. Querer continuar a jogar com bloco defensivo alto é puro suicídio.

- Bloco defensivo alto fazia e fez sentido no momento que Keizer chegou porque havia "pulmão" para a equipa (meio-campo e ataque, principalmente) poder fazer pressão alta.

- Neste momento, não há "pulmão". Ou muda-se os jogadores e coloca-se "pulmão" fresco na equipa ou muda-se de táctica.

- Keizer conhecerá outra táctica?

- Bas Dost é, cada vez mais, um eucalipto que seca o futebol (o ataque) do Sporting. Com JJ, fazia sentido tê-lo em campo, pois JJ conseguiu montar uma equipa que girava em seu torno, conseguiu colocar toda uma equipa a jogar para Bas Dost. Neste momento, com este plantel, com estes jogadores, isso não se verifica. Bas Dost é passado e continuar com ele na equipa é mais um jogo e tempo que se perde. É um jogador demasiado caro (o mais caro do plantel) para marcar apenas golos de penalty ao Benfica ou Porto ou marcar golos de cabeça ao Feirense. Um presidente com visão já teria dado indicações ao treinador para deixar, paulatinamente, de apostar no holandês e ir procurando outras alternativas.

- Montero ainda é jogador do Sporting?

- Esta época está perdida, a Liga Europa é utopia e a Taça de Portugal, salvo uma superação extraordinária da equipa do Sporting, estará destinada a Benfica ou Porto. Os adeptos começam a desligar-se da equipa e dos jogadores e a tendência é para haver ainda mais contestação e desinteresse, à medida que as derrotas aparecem. A única solução, na minha opinião, para se continuar a manter o "elo" entre equipa, Keizer e adeptos, passa pela Comunicação, falar ao coração dos adeptos. Iniciámos a época vindos de uma verdadeira batalha civil fraticida e temos um presidente com o carisma de um caracol, que não consegue apelar às massas. Se ele não consegue, Sporting tem de arranjar alguém que consiga. Trazer Cristiano Ronaldo a Alvalade é bom marketing mas soa a cereja no topo de um bolo imaginário, que não existe. E os Sportinguistas continuam famintos.



1 de abril de 2018

kaput(a)

Sobre o jogo:

Fizemos dos melhores primeiros 20 minutos desde há muito tempo, porém, como sempre, faltou o golo. É o paradoxo deste Sporting atual de JJ. Tudo está programado para não sofrermos golo e marcarmos o tal golinho da ordem que nos dará a vitória... O problema é quando não marcamos e quando, ainda por cima, marcam os outros primeiro... acabou-se. Kaput(a).


Não há (bolas para o) Bas Dost, não há golo. É patético ver uma equipa top tão refém de um sistema, táctica, como queiram chamar. O lance do Bas Dost é duvidoso mas não é escandaloso, aceito a decisão de não se marcar penalty. Quanto ao golo anulado, parece haver um toque no joelho de Gelson mas também digo que, se tem sido ao contrário, ficaria fodido se me têm anulado o golo... Mesmo depois daquela injeção de moral, de ter caído no precipício e ter acordado do pesadelo a meio da queda, não se vislumbrou na equipa do Sporting qualquer vontade de contrariar o destino. O golo do Braga iria aparecer a qualquer momento e apareceu. Claro que qualquer lance na segunda parte mais duvidoso iria cair para o lado do Braga, claro que sim. É a segunda regra não-escrita mais famosa das leis do jogo, a lei da compensação. Tínhamos de entrar na segunda parte com a faca nos dentes e correr direito ao inimigo. Jogava-se ali o campeonato, alguém tinha dúvidas? E o que eu vi foi um patético jogo, amorfo, lento, nojento por vezes. Ao tempo que digo isto e volto a dizer: para ganhar jogos (e campeonatos) na #LigaMickeyMouse não basta jogar melhor, temos de ter mais vontade do que os outros. E nós não temos essa vontade, essas ganas de matar, de lutar, de morrer em campo. Digam-me o último jogador do Sporting a sair do campo com a cabeça em sangue. Não existe esse espírito no Sporting. Pelo menos, dentro da equipa profissional de futebol masculino, isto é, não me refiro ao Facebook. Não existe. Quando o jogador mais inconformado da equipa é um tipo que está há 8 meses no Sporting, emprestado pelo Real Madrid e com passagem pelo Benfica... A tranquilidade de Alcochete roubou testosterona ao Sporting.



Odeio o Chiellini mas adorava tê-lo na minha equipa. ;(


Lembrei-me agora do bate-boca durante a semana entre Sporting e Braga, entre BdC e Salvador. Surreal. Vamos acabar a época a lutar com o Braga e com sérias possibilidades de terminar a época em quarto lugar. À medida que JJ tem mais poderes de decisão na equipa e no plantel, parece que pior estamos. Lembro-me da primeira época de JJ, a melhor dele. Como é possível estarmos em março, com dezenas de contratações, milhões gastos e termos um plantel/equipa completamente fatigada, remendada, podre? Vou deixar aqui o que escrevi em dezembro passado, após o jogo com o Braga em Alvalade. Continua actual:




JJ monta bem o onze inicial, sem dúvida, é dos melhores a fazê-lo mas... há muito a fazer (ainda) no Sporting em termos de prospeção e formação. Por cada bom jogador contratado, vêm dois ou três que são uma merda. JJ parece obsoleto, "seco", sem estamina. Normalmente, quando um treinador deste gabarito atinge a idade de JJ, é para relaxar, para ir para um campeonato milionário (China, Turquia, Arábia) ou para um seleção. Não vejo "fome" de títulos em JJ. E se terminarmos a época em 3º ou em 4º, como parece que vai acontecer, vamos entrar numa espiral que pode ser muito negativa. Sem dinheiro da Champions, com "craques" pagos a peso de ouro ainda com contrato, cheira-me que a Sra. Austeridade estará de volta ao Sporting... e, desta vez, sem a qualidade das "jóias" como tínhamos há uns anos, como Dier, João Mário, Cédric, William, etc. Puta que pariu esta merda.


(a única salvação é mesmo a utópica Liga Europa. Vencendo um título europeu, acedendo diretamente à Liga dos Campeões na próxima época e tudo seria completamente diferente... Ou quase tudo.)

7 de fevereiro de 2018

Parece

Ao contrário do que JJ disse ou pretendeu fazer passar a ideia, o Sporting não jogou deliberadamente à "italiana" na meia final da Taça da Liga contra o Porto, mas sim porque a tal foi obrigado a jogar, pela forma como o Porto encostou-nos lá atrás.

Apenas joguei futebol a nível distrital mas uma coisa aprendi logo: há duas formas de ganhar os jogos, ou a defender (e depois, contra-ataque) ou a atacar. O futebol da primeira época de JJ era excelente porque até conseguíamos jogar de ambas as maneiras, isto é, começávamos o jogo ao ataque e quando perdíamos a bola, faziámos pressão imediata (Slimani, João Mário, Adrien...) e recuperávamos a bola para o "contra-golpe", muitas das vezes, letal. Não deu para ser campeão, da forma que toda a gente sabe, mas "aquele" era um futebol total, dominador, destemido. O futebol moderno que é praticado por quase todas as equipas top europeias. Man City, PSG, Barça, Bayern, etc, começam os jogos a atacar, mas a atacar a sério, com tabelinhas, cruzamentos e remates constantes à baliza, e assim que perdem a bola, caem dois, três, quatro jogadores desenfreados sobre, normalmente, quem menor técnica tem para tratar a bola, os defesas, recuperando-a e dando início a outro ataque. Pimba, pimba, pimba. Sempre a correr, sempre a rematar, sempre a correr. É assim que Benfica e Porto jogam por cá (e ganham).

Na segunda época de JJ, ainda não percebi bem o que se passou e acho que nunca ninguém vai perceber totalmente.




Dois "Van Goghs", um verdadeiro e outro fake.



Chegamos à terceira época e JJ quer colocar a equipa a fingir que joga para atacar mas também não a coloca verdadeiramente à defesa. Ou seja, nem é carne nem é peixe. Nem atacamos com aquela raiva, aquela força, com pujança (porque não conseguimos?), com remates, com golos, pimba, pimba, pimba; nem jogamos à defesa, à espera do contra-ataque, pois nem fazemos pressão alta nem temos jogadores rápidos para tal (estão a ver o Dost a sprintar desde meio-campo em tabelinhas rápidas com o Gelson, como fazem Cristiano e Benzema?). Foi assim que chegámos até janeiro, com aquele futebolzinho que, à primeira vista, é futebol gourmet, futebol dominador, futebol ofensivo mas que, na realidade, vendo bem, tais exibições foram apenas imitações baratas (aquelas vitórias, à rasca, por 1-0, com golos a acabar... Setúbal, Feirense, Guimarães...) que serviram para enganar os adeptos, os adversários, os jornalistas e, se calhar, o próprio JJ. Como disse no início, JJ percebeu que já não temos pujança física para jogar ao "ataque" e assumiu hoje, finalmente, contra o Porto, que a única forma de dar luta é jogar à defesa e esperar pelo contra-ataque. Ia resultando, até aquela cabeçada do Soares-que-só-marca-golos-ao-Sporting, no meio de dois defesas nossos... mas já podíamos ter sofrido golo por uma ou duas vezes antes disso. Depois de sofrer o golo da praxe, lá mudámos o chip e a táctica, deixando a "defesa" e jogando ao "ataque", mas já não fomos a tempo de marcar um (precioso) golo fora no estádio do Dragão.

Ora, conhecendo bem o futebol português como, infelizmente, já conheço, arrisco dizer que já estamos eliminados da Taça. Vamos empatar 1-1 em Alvalade ou, no máximo, vencer por 2-1.

Dias difíceis.

#mindfuck

Temos um presidente teimoso que exige mais ferramentas para poder trabalhar e temos sócios teimosos que até aceitariam de bom grado entregar as ferramentas caso não tivesse sido o presidente a exigi-las.

4 de fevereiro de 2018

3

Não foi apenas os 3 pontos que perdemos hoje, temo que tenha sido bem mais que isso. Para já, foram os 3 pontos e daqui a uns 3 meses, se isto correr como vislumbro, vamos perder 3 anos, os 3 anos de JJ. Só alguém muito optimista poderá acreditar que esta equipa sem extremos, sem avançados dignos desse nome (não me refiro a Dost), sem meio campo, sem pujança, conseguirá fazer mais pontos do que Benfica ou Porto no que resta deste campeonato. JJ vai sair, seja no final da época ou no início da próxima, ao primeiro lenço branco mostrado em Alvalade. E com ele, cairá o "projecto" que assentava em (tentar) trazer jogadores tarimbados, experientes e, logicamente, mais caros e que vinham com o propósito de produzir sucesso imediatamente. Vamos voltar a poupar, a apostar nos jogadores da formação (e aquilo que se vê na equipa B e júniores não augura nada de bom...) e reduzir as expetativas. Os 18 anos estão aí à porta para serem batidos.





E digo isto sem saber como vai acabar esta história completamente absurda, qual sketch de Monty Python, de se marcar uma AG a meio do campeonato e que terminou com contornos suicidas.

Se BdC sair, como ameaçou, então aí o "projecto" terminará ainda antes da final da época. Se BdC continuar, com um Benfica apertado pela justiça e penta-campeão ou com um Porto-ex-aliado que, mais uma vez passou a perna ao Sporting, a pressão irá crescer de uma forma alucinante e agoniante a cada dia que passa sem títulos. A vontade de ver sangue e de revolução começará a vir ao de cima dos Sportinguistas, como é normal nestas situações, e surgirá um oponente a BdC, a acenar com cheques numa mão e uma vassoura na outra (onde é que eu já vi isto?). Aos que me acusam de ser pessimista e de não "acreditar", digo que pensem no que aconteceu no Sporting nestes últimos 20 anos e digam-me se isto é assim tão improvável.

Como já fechou o mercado de inverno e não vai haver mais hipóteses de remediar a coisa num nível mais "terreno", então digo que isto só lá vai se houver um milagre. Rezem muito.

...


22 de janeiro de 2018

"Objectivo" 7. Aquilo que se pretende alcançar, conseguir ou atingir. = ALVO, FIM, PROPÓSITO




Bruno de Carvalho tem um objectivo, tal como todos nós, Sportinguistas: ser campeão nacional. Para concretizar esse objectivo, tem um plano. Esse plano, basicamente, foi contratar o melhor treinador a treinar em Portugal, Jorge Jesus, e (tentar) apetrechar a equipa às necessidades e desejos de JJ. Estamos a meio da terceira época de JJ no Sporting e o objectivo ainda não foi conquistado. Por muito que BdC esteja a tentar parar a maré com as mãos, é impossível conter a insatisfação dos Sportinguistas face a um péssimo, inaceitável, resultado em Setúbal.

Quando BdC chegou ao Sporting, num contexto tenebroso e num estado de pré-falência, a primeira grande medida que tomou foi implementar uma série de cortes, desde o jornal do Sporting, departamentos, futebol profissional, salários, tudo foi objecto da "austeridade" pós-Croquetismo. Lembro-me de uma história que li algures, num blog ou fórum leonino, que a obsessão de BdC com o despesismo ia ao ponto de fazer contas ao dinheiro gasto em parafusos numa pequena reparação no estádio. E nós, Sportinguistas, estávamos nessa altura mais cientes do estado do nosso clube do que alguma vez estivemos na história centenária leonina. Aceitámos perfeitamente que o caminho que íamos ter nos próximos anos iria ser um caminho muito duro, com pouco dinheiro, aposta na formação e sempre na sombra dos nossos rivais, na esperança de uma época má de ambos e uma excelente época nossa. Repito, a noção coletiva dos adeptos Sportinguistas era a que, de facto, BdC era o homem certo no local certo e que a recuperação do clube, rumo ao objectivo principal, iria ser doloroso e demorado. Tínhamos aceitado essa realidade.

Pois bem, logo na primeira época completa de BdC à frente do clube, na época de Leonardo Jardim, fomos todos surpreendidos quando estivemos, até bem perto do final da época, a discutir o título com o Benfica de JJ. Uma equipa low-cost, repleta de putos da formação (ainda que com o calendário mais alivido pela não presença nas competições europeias desse ano, é verdade), vindos da pior época de sempre do clube e, mesmo assim, estivemos na luta. Epah, isto se calhar não vai demorar assim tanto tempo. Se calhar, é possível sermos campeões com BdC mais cedo do que julgávamos, foi o pensamento geral dos Sportinguistas e, admito, até do próprio BdC, que deve ter ficado surpreendido com tão rápida colocação do Sporting na dianteira da corrida ao título.

Veio Marco Silva, o empréstimo de Nani e, julgo eu, BdC julgava mesmo que era possível ser já campeão na sua 2ª época como presidente. Creio que até foi nessa pré-época que Inácio disse que íamos partir na pole-position. Não fui ao Google confirmar mas, se não disse nessa pré-época, disse na seguinte, na primeira de JJ como treinador. Pouco importa, o que quero relevar é que as expectativas, tanto do presidente e restante direção, como dos adeptos, na sua grande maioria, era a de que íamos mesmo lutar pelo título. Lutar a sério, não aquela banalidade de se dizer que o Sporting, como clube grande que é, é sempre candidato ao título.

Aconteceu o que aconteceu com Marco Silva, mesmo assim ainda ganhámos a Taça de Portugal e no final da época, toda a gente ficou surpreendida - toda - com o anúncio de JJ como treinador principal do Sporting. É uma mudança de paradigma brutal. Passáramos do Sporting austero e com Naby Sarr no centro da defesa para o Sporting pujante e com Coates como patrão da defesa. JJ nunca o afirmou perentoriamente, como, por exemplo, Mourinho disse, logo na sua primeira época no Porto, e batendo, literalmente, na mesa, "Vamos ser campeões!", mas todos nós acreditávamos que íamos mesmo ser campeões. E quando iniciámos aquela época de forma tão impressionante e imponente, vencendo a Supertaça ao Benfica, vencendo na Luz para o campeonato e eliminando-os da Taça de Portugal em Alvalade, todos já nos víamos no Marquês, jogadores e dirigentes incluídos. Só isso explica a soberba e desleixo demonstrados, logo em dezembro, quando perdemos de forma surpreendente em casa do União da Madeira. O resto é a história que todos nós sabemos e que o pontapé falhado de Bryan Ruiz fará questão de perpetuar para sempre na memória de todos nós. Veio a 2ª época de JJ, onde todos julgaram (incluindo adeptos) que era apenas uma questão de retocar a equipa, de modo a evitar os erros cometidos, e continuar o trabalho deixado "a meio" na época passada. Foi a desilusão que se sabe.

Estamos na 3ª época de JJ, começamos de forma imperial, ainda que demonstrando uma incapacidade preocupante de vencer equipas do nosso quilate (empates com Porto, Braga e Benfica) e de penetrar confortavelmente em equipas defensivamente bem montadas (vitórias sofridas contra Setúbal e Feirense na primeira volta, empates comprometedores com Moreirense e agora com o Setúbal). É isso que BdC demonstra, pelos constantes posts e respostas que tem feito no Facebook, ainda não ter conseguido perceber: os adeptos do Sporting estão desiludidos porque a isso foram levados. Por esta altura, já pensávamos ter sido campeões, pelo menos uma vez, e, no entanto, estamos em 2º lugar, a potenciais 4 pontos do Porto e com o Benfica tetra-campeão à perna.

As expetativas do adepto comum Sportinguista são aquelas construídas a partir da 1ª época de JJ, e que treina um plantel que inclui Bas Dost, vindo da Bundesliga, e Wendel, craque brasileiro também pretendido pelo Paris Saint-Germain. Não são as expectativas de 2013, quando vínhamos de um 7º lugar e tínhamos uma dupla de centrais constítuida por Sarr e Maurício. As críticas são inevitáveis e, mais importante, legítimas. Sempre foram e sempre serão. Claro que não me refiro a insultos ou coisas desse tipo. Se um adepto não puder gritar e aplaudir quando ganha e gritar e "assobiar" quando perde, então, nessa altura, isto deixa de ser futebol e passa a ser outra coisa qualquer. Não peçam ao adepto de futebol racionalidade, memória, gratidão ou justiça, porque isso nunca irá acontecer, salvo em raras excepções. Já ninguém se lembra do PER, luta com a banca ou o relvado aos buracos. Ninguém quer saber dos 12 anos sem pavilhão, só importam os 16 anos sem ser campeão. É uma pena mas é assim.

A única forma de calarem os adeptos é com vitórias. Acho que já era tempo de terem percebido isso.

19 de janeiro de 2018

#jáfomos

Não há maneira de tentar ser irónico ou subtil ao escrever sobre o que se passou hoje em Setúbal. Para ser claro, é isto:

Temos um treinador velho, com boas ideias de treino mas que se acobarda mais a cada jogo que se passa. Ele já não age, apenas reage. Aos 60m de jogo, saltava à vista que Rúben Ribeiro estava a mais (ou a menos) e que tinha de sair, para entrar Podence. Para irmos à procura do 2-0. JJ tirou RR aos 80m. Para entrar Battaglia. Foi a sentença final no resultado. Antes do jogo começar, estávamos a ver a Sporting TV e estava lá um velhote, ex-jogador do Sporting, cujo nome não me recordo agora, e estava a contar que, quando era treinador, parece-me, tinha uma frase que costumava dizer e que era mais ou menos isto "Vamos a eles antes que venham eles a nós" ou coisa que o valha. O Sporting não foi a "eles", não teve vontade de os comer, de os massacrar. Mais uma vez, falta "killer instict" a esta equipa, vontade de comer a relva. Não percebo porquê, não sei se é falta de vontade ou falta de cafeína, o que sei é que, sistematicamente, isto repete-se. Às vezes, parece que o objetivo da equipa em campo não é marcar golos mas sim jogar à rabia no meio campo adversário. Tanta puta de toque de bola e passes para aqui e passes para acolá e não saímos disto. A falta de tesão da equipa é tanta que conseguem meter o nosso avançado a fazer passes para o colega em vez de rematar à baliza. Se as equipas não sairem lá de trás e não derem espaço, é sempre a mesma merda, os mesmos 70% de posse de bola e 1 ou 2 remates perigosos à baliza. Noutros clubes, essa falta de tesão é resolvida internamente pelo treinador (quem nunca ouviu falar nos discursos "secador de cabelo" de Alex Ferguson?) ou pelo presidente (as célebres descidas ao balneário) ou é resolvida externamente (as "esperas" das claques ao autocarro da equipa). Infelizmente, não vejo nem JJ com genica suficiente para tal nem BdC com autoridade suficiente para que algo mude no balneário. E, da forma como as claques do Sporting estão actualmente "domesticadas", esse "viagra" externo também não acontecerá. 

Eu não tenho ilusões: já fomos. Neste campeonato de merda, onde os pontos valem ouro, qualquer deslize é fatal. Estamos no início da 2ª volta e já temos 5 empates. Olho para o calendário do Benfica (16 jogos, 9 na Luz e 7 fora) e vejo que já não têm de ir ao Dragão, Alvalade e Braga. Nem têm de jogar mais nenhuma competição além da #LigaMickeyMouse. Vejo o Porto com uma vontade de ganhar que até faz inveja.

Ainda temos de ir ao Dragão, Braga, Marítimo... alguém acredita que vamos ganhar mais jogos do que Benfica ou Porto? Alguém está a ver Benfica ou Porto perderem pontos como nós perdemos em Moreira de Cónegos ou Setúbal? A reação de Coentrão no final do jogo é de alguém que sabe muito bem o que acabou de se passar esta noite. #jáfomos








Como desejo estar errado...

4 de janeiro de 2018

Lei de Sporting

Aos 80 e tal minutos do jogo estava a pensar em dar o título a este post "Lei de Murphy vs Lei de Darwin", teorizando sobre a forma como tudo corria mal ao Benfica (as eliminações da Champions, Taças nacionais, o "azar" no derby...) e como o Sporting de JJ evoluiu para um Sporting mais adulto, cerebral, sem perdas de concentração (o passe atrasado do Mathieu, pareceu-me, para o Patrício, dentro da área e rodeado de jogadores benfiquistas, aos 60 e tal minutos, é o exemplo máximo dessa "coolness" sob pressão), até que, aos 90m de jogo, o Battaglia teve uma paragem, de mão e de cérebro. Ainda não decidi que título vou dar agora.

O Benfica não jogou bem mas jogou muito, correu muito. O nosso meio campo andou perdido o jogo todo, sem que qualquer um dos três jogadores - William, Battaglia e B. Fernandes - soubesse bem quem e onde deveriam marcar. Um susto permanente. O golo do Benfica adivinhava-se assim que marcámos o nosso através do Gelson. Era uma questão de minutos, só não imaginei que fossem tantos. Salta à vista o desiquílibrio deste plantel. Só temos 2 desiquilibradores: o Gelson e o, err, Piccini. Parece mentira mas é verdade. Bas Dost sem munições, é, excepto as bolas bombeadas para o meio campo onde ele consegue desviá-las para os companheiros, inofensivo. O Porto, só em avançados, tem 2 panzers e um sniper. Aboubakar, Marega e Soares. E depois tem Brahimi. Benfica tem um batalhão de jogadores de ataque: Jonas, Jimenez, Seferovic, Salvio, Zivkovic, Rafa, Cervi... até o André Almeida sabe atacar. Creio que esta nossa falta de poder ofensivo é evidente quando jogamos contra equipas mais fortes.

Certo, da forma como correu o jogo, é legítimo dizer que ganhámos um ponto mas... perante o Benfica mais fraco das últimas quatro épocas, eliminados humilhantemente da Champions, eliminados da Taça de Portugal e Taça da Liga, encurralados há meses com a questão dos emails e, na última semana, com a questão dos jogos comprados na época 14/15, o "melhor Sporting dos últimos anos" tinha obrigação, se queria afirmar-se definitivamente nesta época, de dar a estocada (quase) final neste Benfica moribundo. Mas não, tínhamos de falhar no momento errado. Típico Sporting. A Lei de Sporting. A certa altura, e não foi a primeira vez o que senti nos últimos anos, senti inveja da raça e da vontade (de ganhar) dos jogadores do Benfica. Podemos até ter melhores jogadores, tecnicamente falando, do que eles, mas aquela vontade de ganhar a bola, de roubar a bola, de discutir qualquer decisão do árbitro, aí, eles dão-nos uma abada. E eu não consigo entender porquê. Cá fora, desde o presidente até aos adeptos, a vontade é enorme. Começam os jogos a sério e... puff.


É, para aí, a 20ª foto que encontrei depois de googlar "típico Sporting"


Como disse, é legítimo dizer que ganhámos um ponto mas também podemos dizer que perdemos dois para o Porto. E enquanto vejo Porto e Benfica a ganhar "aqueles" jogos contra equipas pequenas onde basta ter uma equipa relativamente bem montada defensivamente e onde o golo surgirá, mais cedo ou mais tarde, ao 327º remate que façam, já o Sporting, quase de certeza, irá ter um daqueles jogos que não conseguirá marcar golos e, inevitavelmente, perderá "aqueles" pontos que todos nós nos lamentaremos depois da época acabar. Se fosse presidente do Sporting, neste momento estaria a pensar se valerá a pena oferecer as "prendas" ao treinador ou não.


PS. A mesma Sporttv do Freitas "falem mas é de bola" Lobo e que oferece prendas com palavras cândidas aos treinadores nas flash-interviews, é a mesma Sporttv que tem jornaleiros a lançar suspeitas acerca da integridade dos árbitros. (dica graças ao @d20fernandes )







*Antes que alguém pense "este gajo só escreve quando o Sporting perde", devo dizer que tinha pensado, há uns dias, "Epah, vou escrever um post/crónica do jogo, no que resta deste campeonato." Também devo dizer que estava a èspera de ter escrito hoje sobre uma vitória do Sporting... mas o mais certo é que me aborreça entretanto e não cumpra o meu desiderato. :P

23 de setembro de 2017

O mesmo filme

São 15 anos a ver o mesmo filme... Já sei o final e as deixas de cor. Infelizmente, durante este jogo contra o Moreirense vislumbrei o mesmo triste final e as mesmas desculpas de sempre. As desculpas de JJ - nunca é culpa dele e raramente dos jogadores - e as desculpas dos adeptos. "Temos de apoiar!"... ainda mais? Se há coisa de que este clube não se pode queixar é de apoio! Aliás, acho até que apoiamos em demasia! Veja-se a "crise" do Benfica. Um empate e uma derrota e o inferno subiu à terra. Estádio vazio na taça da Liga, assobios, claques a "apertar" jogadores e, à hora que escrevo isto, o Benfica já ganha 1-0 ao Paços de Ferreira. No Sporting? É ver JJ passar a mão pelo pêlo de aos jogadores, os adeptos a auto-comiserarem-se e pronto, "temos de apoiar". Apoiar, apoiar até à derrota final.

Ah, e claro, as desculpas da "administração". Aposto que esta semana, após os primeiros pontos perdidos, é que vão carregar na estupidamente maliciosa dualidade de critérios aplicada pelos árbitros, no âmbito disciplinar, nos jogos do Sporting. Tarde demais?

Não quero "esperas" aos jogadores, não quero nada. Quero apenas que me deixem estar na minha, fodido com este Sporting que, ainda vamos em setembro e se já é assim contra o Moreirense, não quero imaginar no apertado calendário de dezembro-janeiro, com as inevitáveis lesões e castigos que hão-de chegar... Por exemplo, se sai dos centrais, seja por lesão (bate na madeira três vezes) ou por castigo, temos o Tobias, que já se viu que é um jogador fraco (apesar de no início, ter esperança que fizesse esquecer Paulo Oliveira) e o André Pinto, que ainda hoje não percebo o que vale, como será? Acuña não jogou e não temos ninguém para o substituir. A camisola do Sporting parece pesar demais nas costas de Iuri. Battaglia lesiona-se, já vimos que Bruno Fernandes é macio demais para o lugar.

Continuamos a ter JJ a mexer na equipa antes/depois de jogos europeus. E metendo o Alan Ruiz (uma vergonha, a sua falta de "raça") a titular ainda por cima. Ou seja, 45 minutos a jogar com um a menos.


E... com esta vou ser excomungado do universo Sportinguista mas tenho de o dizer: cada vez acredito mais que, enquanto Rui Patrício for o guarda-redes do Sporting, nunca seremos campeões. Ao tempo que o penso e hoje tenho de o dizer. Há quanto tempo não ganhamos um jogo em que no final tenhamos dito, convicta e factualmente, "Epah, ganhámos o jogo por causa de Rui Patrício"? Há quanto tempo? Eu, honestamente, e admitindo que tenho uma memória fraca, não me lembro. Por época, há dois, três, quatro jogos, em que a equipa "campeã" vence porque, naquele momento chave do jogo, o seu guarda redes estava lá para defender O golo da equipa adversária. Percebem? Não é defender o remate difícil, potente, wtv - não, é defender o golo que já parecia certo. E muito menos é defender dois remates difíceis num jogo em que se ganha por 4-1 ou 5-1. Actualmente, qualquer mísero remate mais "difícil" na direção da baliza de Patrício, resulta em golo. E já nem falo na, infelizmente, eterna incapacidade de Rui Patrício lidar com bolas altas. (e se quiser ser ainda mais crítico, ainda digo que ele é mau a defender livres diretos. A sério. Atentem nisso).


Pronto, para mim, clube "campeão" tem de ter guarda-redes que ganhem jogos. O Sporting não tem. E não me falem no EURO 2016. Ou se falarem, falem também no Hungria 3-3 Portugal. E a cabeçada do Griezmann era difícil, não era "golo".


Na época passada, creio que deixei de acreditar após o Rio Ave 3-0 Sporting. Ou foi nesse ou no infame Vitória 3-3 Sporting. Hoje, após este empate, oficialmente, não acredito que seremos campeões. Quero tanto, tanto, estar errado. :|

(EDIT: E junte-se a inexplicável, bizarra, quase surrealista inabilidade de o Sporting de JJ conseguir jogar - e ganhar - contra equipas que se fecham razoavelmente bem lá atrás, e então será mesmo impossível esperar que sejamos campeões)

P.S. Digo o mesmo em relação ao blog aquilo que escrevi há pouco no Twitter: Se não puder vir aqui para aqui desabafar e mandar tudo para o caralho, então não ando aqui a fazer nada.


"google same+movie+over+and+over+again"


SL

30 de janeiro de 2017

4 de janeiro de 2017

Sporting, Sporting...

O penalty. Quando o tipo que sofre a falta diz na flash-interview que sentiu "um toque nas costas" e logo a seguir o treinador diz que o jogador sofreu "um toque na perna", está tudo dito. Em caso de dúvida, penalty contra o Sporting. A minha opinião? Há um toque no jogador - o futebol é um jogo de contacto - mas insuficiente para fazê-lo cair. Edinho aproveitou para se deixar cair. Contra o Benfica, nunca seria marcado penalty. Não haveria coragem para tal.

A confusão. Acho inacreditável a falta de controlo emocional de TODA a gente do Sporting. TODA. Acho que até o Paulinho foi se meter na confusão. Ora, isto não era a final da Liga dos Campeões, nem sequer era a final da Taça da Liga Lucílio. Esta merda de competição não merecia (e enquanto escrevo isto, não sei se alguém foi expulso ou não) que houvesse jogadores do Sporting expulsos pós-jogo por protestos ou algo pior. Foi notória a incapacidade do William para exercer aquilo que braçadeira lhe confere: autoridade. Enquanto Coates e Jefferson corriam o risco de espetar uma cabeçada no árbitro e perderem uma série de jogos para a Liga, William estava sozinho na área, sorrindo para cena, impávido e sereno... Enfim, o problema deve ser meu.

André "Balada". Inacreditável como este gajo falhou dois golos em um minuto. Disse-o em voz alta "Vamos lá ver se estes golos não nos vão fazer falta...". E fizeram. Inacreditável a quantidade de merda que contratámos esta época: André, Markovic, Castaignos, Alan Ruiz... só merda. Se Bas Dost ou Gelson se lesionam, vai ser bonito.

O jogo. Ver um jogo do Sporting começa a ser enfadonho. Começa sempre com a equipa do Sporting a ter mais posse de bola, a trocá-la infinitamente no meio-campo, à espera de uma oportunidade para rematar, e quando esta surge, fazer um remate de merda ou mandar a bola ao poste. Na primeira oportunidade que o adversário tem junto à nossa baliza, pimba, faz golo. Começa a segunda parte e ao primeiro sinal de anti-jogo por parte do adversário, "click", e os jogadores do Sporting lembram-se de quem têm de vestir o fato-macaco, ganhar humildade e começar a correr, a sério, para conseguirem ganhar a merda do jogo ou, pelo menos, marcar um golo. Tem sido, sistematicamente, esta merda. Punhetas na bola, punhetas na bola e ninguém a mete dentro da baliza.

A política. Estamos a ser "comidos de cebolada" à força toda, fora e dentro do campo*. Aparte do lance do penalty, foi evidente, mais uma vez, a falta de critério da equipa de arbitragem... foras de jogo mal assinalados, cantos tornados em pontapés de baliza, faltas não assinaladas, enfim, o normal. Isto um dia depois de Bruno de Carvalho ter vindo, mais uma vez, depositar confiança no novo Conselho de Arbitragem, que está em "mudança", vamos dar tempo, blá, blá, blá. Não sei se o tal puto, filho do CA, está no Sporting por "charme" ou coisa que o valha, não sei o que o CA "prometeu" ao Sporting, não sei nada; o que sei é que, dentro do campo, as coisas não mudaram. É normal os clubes perderem jogos com queixas da arbitragem.Acontece em todo o lado. Anormal é haver um clube que não se queixa há anos: Benfica.Mas isto já era evidente desde o jogo com os lampiões e era aí, logo, que se exigia um murro na mesa. Creio que já é tarde demais mas, foda-se, acordem, caralho! Blackouts (acabou-se as entrevistas do Coates à A BOLA e de BdC à CMTV!) conferências pré-jogos exclusivo Sporting TV, atrasos e respostas monossilábicas nas flash-interview obrigatórias (e em TODAS as modalidades), comunicados curtos e grossos (por favor, posts no Facebook, não!) denunciando o que há a denunciar e "siege mentality" a instalar, já, em Alvalade, até ao final da época.


O futuro. Esta época já foi, o título está entregue. Só peço duas coisas até final da época: o 2º lugar e a contratação definitiva de Coates.




*Quando tinha acabado de escrever isto, vi o seguinte vídeo partilhado pela net, supostamente gravado pelo lampião Fábio Cardoso (que cometeu uma falta flagrante sobre Gelson que nem o árbitro nem o fiscal de linha assinalaram...) e que demonstra o respeito que nos têm. Eu sei o que faria se fosse presidente do Sporting.

12 de dezembro de 2016

'ganas'

Num texto escrito no The Guardian há uns dias, a propósito da crescente média de golos marcados em jogos da Premier League desde há anos, Jonathan Wilson falou, mais uma vez, sobre o "novo" futebol que se está a espalhar pela por essa Europa fora. "Pressing, high lines, percussive, vertical footbal are in vogue, from Dortmund to Liverpool, from Sevilla to Hoffenheim."

"Pressão, linhas altas e futebol vertical". E ainda acrescentou que "defender à moda antiga deixou de estar na moda". O Sporting, com JJ, joga à "moda antiga" e é delicioso de se ver. Bola nos pés, jogo controlado, tabelinhas, até chegar à grande área e... centrar para o Bas Dost. Quando funciona, é perfeito, tão perfeito como um relógio suíço. O problema é que há jogos em que o adversário está a jogar o tal futebol de 2016: pressão, linhas altas e futebol vertical e o Sporting não tem pedalada para isso. Na Europa, então, é por demais evidente. Apesar do Benfica se ter remetido à defesa após o 2º golo, a verdade é que jogam um futebol mais parecido com aquele que Jonathan Wilson referia: mais vertical, mais pressão, mais remates...

 Há dias em que jogar "perfeito" não chega. Há jogos em que a vitória tem de ser "inventada". Contrariar o destino. Lembro-me de jogos do melhor Mourinho (mais no Inter, mas também no Real e Chelsea) que, a meio do jogo, pareciam perdidos. E conseguiu-os vencer, não graças à qualidade em si mesmo (dos jogadores) mas à vontade (de Mourinho e dos jogadores). Ganharam porque quiseram ganhar, não porque estavam a jogar melhor.


No Sporting de JJ, na maior parte das vezes, ganhamos porque jogamos melhor, porque somos melhores do que o adversário. Mas costumamos perder - jogos e pontos - porque o adversário "quis" mais do que nós. Desde Sá Pinto, que não vejo ninguém que sinta a camisola listada como ela deve ser sempre sentida. Fico sempre com a sensação de que os jogadores do Sporting, principalmente os que sabem o que é o Sporting, podiam ter dado mais, aquele "extra", aquelas 'ganas' de quererem mais do que os outros... Os outros "comem a relva", atiram-se para o chão, fingem lesões, pressionam o árbitro; tudo e mais alguma coisa para ganhar. Os nossos jogam bom futebol. Pois bem, isso às vezes não chega.

Neste fim de semana, o Real Madrid ganhou nos últimos 10 minutos da partida, um jogo que estava perdido. Lembro-me que mandei um tweet a dizer algo do tipo "Ganharam graças à vontade de ganhar". É uma maravilha ver as 'ganas' com que todos os jogadores do Real Madrid se lançaram à procura da vitória, sem terem "vergonha" de se mandarem para o chão a pedir penalties ou  "medo" de empurrar adversários... Aquele sururu antes do 3º golo, junto do guarda-redes contrário é importante, porque pressiona o adversário, influencia o destino, contraria-o. Às vezes, tem de se ganhar "feio". Como o Benfica costuma fazer contra o Sporting.







É por isso que fiquei mais fodido com o banana do William (e outros, excepto o Coates) não ter levantado a merda dos braços a reclamar penalty do que com o árbitro por não ter o ter marcado. O Porto dos anos 90/00, além da "fruta" e bons jogadores, tinha aquela coisa de "comer a relva" e que era o tal "plus", aqueles centímentros ou segundos "extra" que os jogadores do Porto davam à equipa, naquela obsessão de ganhar. Ganhar. Ganhar. E que este Benfica dos anos 2010's começa a ter... O Sporting, que eu me lembre, nunca teve.




Só o Coates é que se lembrou de protestar... 




P.S. Sobre a arbitragem de Jorge Sousa... qual é o espanto?

21 de novembro de 2016

Juventus vs Gazzetta dello Sport

Googlei por "jornalixo" e a segunda imagem que apareceu, é do excelente blog "Mister do Café"! :)



A Juventus negou as acreditações dos 2 jornalistas da Gazzetta dello Sport destacados para reportar o jogo de sábado entre o campeão italiano e o Pescara. Isto seria, mais ou menos, como se o Porto negasse a entrada dos jornalistas d'A BOLA no estádio do dragão. Dei o exemplo do Porto porque a Gazzetta é de Milão (e, naturalmente, mais pró-Inter/Milan) e a Juventus é de Turim. Mas se excluirmos o aspecto geográfico, o exemplo podia muito bem ser o Sporting negar a entrada a jornalistas d'A BOLA (pró-lampiões). E que fez o jornal italiano de tão grave para chegar a esta reação do clube italiano?

No passado dia 4 de novembro, a Gazzetta dello Sport veio a público com uma história acerca do discurso de Buffon, o mítico guarda-redes da Juventus,  no balneário, logo após a vitória magra e difícil sobre o Nápoles (2-1). Dizia a Gazzetta que Buffon teria dito aos seus colegas que "Na Serie A podemos descansar, na Europa não."


A Juventus reagiu prontamente, negando que Buffon tivesse dito tais palavras mas a Gazzetta manteve a história e ainda explicou melhor a notícia: "Quanto ao verbo "descansar" que gerou tanta controvérsia, referia-se à diminuta convicção das outras equipas quando estas defrontam a Juventus, devido à superioridade 'bianconera' que, inconscientemente, é reconhecida pelos adversários."

Basicamente, o que a Gazzetta queria dizer é que os clubes italianos quando jogam contra a Juventus, já vão a priori com a derrota no pensamento e que, por isso mesmo, jogam de forma mais relaxado do que quando jogam contra o Inter ou Milan, por exemplo. Faz lembrar outro campeonato do sul da Europa?


Seja qual for a razão, o que quero fazer notar é quão "simples" foi o argumento que a Juventus utilizou para impedir 2 jornalistas do mais reputado jornal desportivo italiano de entrarem no seu estádio. Se os dirigentes do Sporting tivessem um oitavo da sensibilidade dos dirigentes da Juventus, no próximo jogo em Alvalade não estaria nenhum jornalista português.

29 de outubro de 2016

milagre

Et voilá. Não acordaram. JJ lá se lembrou de tirar o Elias mas insistiu no erro Markovic (não dá para trocá-lo com o Carrillo?).


Nona jornada e estamos de fora da luta do título, acabadinhos de entrar na disputa do 3º lugar com o Braga, nosso velho amigo. Não quero ouvir histórias de "vamos acreditar", não quero ver mais vídeos "motivacionais", não quero ouvir apelos de jogadores e dirigentes. Esta época já foi. Uma recuperação ao nível da que o Benfica fez a época passada é um fenómeno que só acontece de 27 em 27 anos, tipo cometa Haylley (ok, só é visível de 75 em 75 anos mas perceberam a ideia), e apenas duas equipas teriam capacidade, vontade e arcaboiço (físico e mental) para o fazer: o próprio Benfica e o Porto. O Sporting actual não tem nem capacidade para tal empreitada nem qualidade. Querer acreditar numa recuperação milagrosa do Sporting é mais difícil do que crer no fenómeno de Fátima. É pena, porque o Papa visita Portugal no próximo ano e nesses anos, o Sporting costuma(va) ser campeão...

Admito, iludi-me, julguei que com a permanência de Adrien e mesmo apesar da saída de João Mário e Slimani (e Teo...), continuaríamos a ter um bom plantel, pronto para continuar a luta que demos na época passada. Repito, iludi-me. Olho para esta equipa e estes pseudo-craques que chegaram esta época e só me lembro da época de Godinho e Domingos. A mesma ilusão antes da época começar mas assim que a bola começou a rolar... uma desilusão que culminou com a final da Taça de Portugal perdida com a Académica (de Adrien e Cédric). A queda de Godinho, curiosamente, começou no jogo na Madeira, contra o Nacional, quando Domingos foi despedido após (mais) um mau resultado na Choupana. Será necessário perdermos a Taça de Portugal contra o Moreirense (de Geraldes e Podence) para o Sporting fazer novamente reboot e começar tudo de novo?


Já expliquei o que acho desta equipa do Sporting e, sinceramente, não vejo que haja muito para melhorar. Esta equipa, este grupo de jogadores não tem muita qualidade e, para agravar, não tem a tal intensidade necessária para deitar "autocarros" abaixo, que são, precisamente, os maiores obstáculos desta #LigaMickeyMouse. E ontem, não fosse a barra, e lá teríamos sofrido o tal golo fatal que Rui Patrício costuma conceder...


 Estamos a anos-luz da dinâmica vencedora do Benfica (e a quilómetros da do Porto...) e vai custar muito aguentar isto até maio. Sinceramente, não sei o que vai ser o Sporting daqui em diante mas ou acontece um milagre, tipo ganhar 20 jogos seguidos ou a Taça UEFA (lol), ou vamos ter um final de época terrível, terrível. Eu já não acredito e, pelo que vi e ouvi ontem, os jogadores e JJ também não.