![]() |
| A mesma sensação esquisita de quando entramos no quarto dos nossos pais e os encontramos a fazer sexo |
18 de outubro de 2014
Sabemos que é assim mas custa sempre ver
Labels:
macaco,
madureira,
pedro proença,
só merda,
super dragões
17 de outubro de 2014
Mais fortes
![]() |
| Era p'ra fazer também do jornal Record mas dava muito trabalho. |
O Sporting ser roubado no Dragão é tão banal como um turista francês ser roubado no eléctrico 28.
O Sporting, quando ia jogar ao Dragão, ia mesmo como se fosse um turista qualquer, rumo ao desconhecido, como se fosse lá jogar pela primeira vez. "Ah, tão bonito, deixa cá virar costas enquanto o steward me espanca as costas" e... tau! Penalty contra o Sporting. Porquê? Porque sim. 1-0. "Ah, mas o Porto é tão bonito! Tão tradicional e moderno ao mesmo tempo!"... Pimba! 2-0! Como? De penalty. Porquê? Porque o Jorge Sousa, um árbitro que conhece bem a casa, viu um jogador do Sporting a cair e a bola bater-lhe no braço.
Ahh... Fui "bandarilhado" (pelo Pinto da Costa), chorava o Godinho Lopes no final desse Porto 2-0 Sporting de 2011/12.
Não tenho ilusões. Vai ser muito difícil ir jogar amanhã ao Dragão e sair de lá com a carteira ainda no bolso, quanto mais com a máquina fotográfica, carregada de fotos dos fruteiros a vociferar contra o árbitro da casa que não conseguiu impedir que o Sporting saísse de lá com os três pontos. Muito, muito difícil.
Vai ser difícil ganhar no Dragão mas tenho a certeza de uma coisa. É que, no final do jogo, o nosso presidente não sairá de lá "bandarilhado" coisa alguma. Bruno de Carvalho, das duas, uma, ou vai sair do Dragão em ombros ou com uma espada enfiado no cachaço, sendo que ambas as opções são mais dignas do que a anterior.
A imagem que coloquei acima diz respeito apenas às edições de 5 a 16 de Outubro do jornal A Bola, ou seja, uma semana e meia, sensivelmente. Durante esses dias apenas se falou sobre duas coisas: seleção e Bruno de Carvalho.
Não se falou de tácticas, do Sarr, do Mané, do Maurício, do Montero, do Slimani, do Marco Silva, do João Mário, do André Martins, do Jonathan, do Jefferson, do William, do Arsenal, do Shikabala, nada. Só Bruno. Ok, talvez se tenha falado um pouco do Shikabala mas, por exemplo, se compararmos com a polémica que foi como quando o Bojinov falhou aquele penalty (e que implicou a sua saída do Sporting...), apercebemos-nos bem da capacidade de "encaixe" do actual presidente do Sporting.
Bruno de Carvalho já "encaixou" mais neste ano e meio de presidência do que os presidentes "croquettistas" todos juntos. E aquilo que não nos mata, torna-nos mais fortes.
Qualquer que seja o resultado de amanhã, não tenho dúvidas: o Sporting sairá mais forte do Dragão.
Labels:
BdC,
bojinov,
dragão,
godinho,
jorge sousa,
mais fortes,
porto,
shikabala,
Sporting
12 de outubro de 2014
Previsível
Eu, na quinta-feira passada:
"Era capaz de apostar, hoje, em como o Benfica vai contratar este Raphael Guerreiro brevemente."
Correio da Manhã hoje, domingo:
"Raphael agrada a Jorge Jesus."
"Era capaz de apostar, hoje, em como o Benfica vai contratar este Raphael Guerreiro brevemente."
Correio da Manhã hoje, domingo:
"Raphael agrada a Jorge Jesus."
11 de outubro de 2014
Okilly-dokilly!
Nós apreciamos o conforto da continuidade, é inerente ao ser humano. "O homem é um animal de hábitos", sempre ouvi dizer.
É por isso que gostamos de chegar a casa às sete da tarde, ligar a televisão e começar a jantar ao mesmo tempo que ouvimos o Fernando Mendes a dizer "Expetáculoooo" e inclinamos a cabeça quando aparece a Lenka, sempre na esperança que seja hoje que a blusa caia e mostre mais do que apenas o preço certo da fritadeira elétrica.
A nova temporada começava sempre da mesma forma. "Este ano é que é!". Novo presidente, novo treinador, novos jogadores, "vamos ganhar", jogo no Dragão, presidente, sorridente, ao lado de Pinto da Costa, acabava o jogo, nova derrota, "Fomos roubados", vociferava o treinador. E fomos nos habituando a isto. Era normal.
O Ned Flanders é(ra) a personagem mais sportinguista dos Simpsons. O Homer enfia o carro pelo jardim adentro da casa dele e o mais áspero que ouvimos da boca do Ned é um "Okilly-dokilly!". O Homer pede emprestado o berbequim durante dez anos e quando Homer se nega a devolvê-lo, sai apenas um singelo "Hey-Diddly-Ho!" como resposta. E sorrimos sempre que tal acontece. E sentimos simpatia e pena. Estamos habituados.
Não é por nada que Os Simpsons já cá andam há vinte e tal anos.
Mas se me perguntarem qual o episódio mais marcante do Ned Flanders na série, o episódio que nunca esquecerei, vou responder aquele em que ele um dia se chateou com tanta benevolência e tanta patifaria e, finalmente, deu um murro na mesa. O episódio chama-se "Hurricane Neddy" (O furacão Neddy) e, como o título indica, foi o episódio em que o Ned se passou dos carretos, farto de ser enganado, ultrajado e enganado pelo mundo e os seus vizinhos.
Percebo que quem estava habituado a ver o Flanders a ser humilhado constantemente pelo Homer, episódio após episódio, se sinta defraudado e não tenha gostado do episódio em que a posição quadrúpede do Flanders tenha dado lugar a uma posição mais bípede da personagem mais católica da série. Percebo perfeitamente.
Mas, se algures na oitava temporada, os produtores de Os Simpsons não têm decidido dar voz à personagem de Ned Flanders, provavelmente ele faria agora parte das personagens que já não têm voz.
De que episódio se querem lembrar daqui a vinte anos? Aquele em que morremos ou aquele em que demos um murro na mesa?
Eu sei bem qual é a minha resposta.
É por isso que gostamos de chegar a casa às sete da tarde, ligar a televisão e começar a jantar ao mesmo tempo que ouvimos o Fernando Mendes a dizer "Expetáculoooo" e inclinamos a cabeça quando aparece a Lenka, sempre na esperança que seja hoje que a blusa caia e mostre mais do que apenas o preço certo da fritadeira elétrica.
A nova temporada começava sempre da mesma forma. "Este ano é que é!". Novo presidente, novo treinador, novos jogadores, "vamos ganhar", jogo no Dragão, presidente, sorridente, ao lado de Pinto da Costa, acabava o jogo, nova derrota, "Fomos roubados", vociferava o treinador. E fomos nos habituando a isto. Era normal.
O Ned Flanders é(ra) a personagem mais sportinguista dos Simpsons. O Homer enfia o carro pelo jardim adentro da casa dele e o mais áspero que ouvimos da boca do Ned é um "Okilly-dokilly!". O Homer pede emprestado o berbequim durante dez anos e quando Homer se nega a devolvê-lo, sai apenas um singelo "Hey-Diddly-Ho!" como resposta. E sorrimos sempre que tal acontece. E sentimos simpatia e pena. Estamos habituados.
Não é por nada que Os Simpsons já cá andam há vinte e tal anos.
Mas se me perguntarem qual o episódio mais marcante do Ned Flanders na série, o episódio que nunca esquecerei, vou responder aquele em que ele um dia se chateou com tanta benevolência e tanta patifaria e, finalmente, deu um murro na mesa. O episódio chama-se "Hurricane Neddy" (O furacão Neddy) e, como o título indica, foi o episódio em que o Ned se passou dos carretos, farto de ser enganado, ultrajado e enganado pelo mundo e os seus vizinhos.
| eheh Ned Flanders e Breaking Bad, que combinação! |
Percebo que quem estava habituado a ver o Flanders a ser humilhado constantemente pelo Homer, episódio após episódio, se sinta defraudado e não tenha gostado do episódio em que a posição quadrúpede do Flanders tenha dado lugar a uma posição mais bípede da personagem mais católica da série. Percebo perfeitamente.
Mas, se algures na oitava temporada, os produtores de Os Simpsons não têm decidido dar voz à personagem de Ned Flanders, provavelmente ele faria agora parte das personagens que já não têm voz.
De que episódio se querem lembrar daqui a vinte anos? Aquele em que morremos ou aquele em que demos um murro na mesa?
Eu sei bem qual é a minha resposta.
Labels:
BdC,
ned flanders,
simpsons,
soares franco,
SportingCP
7 de outubro de 2014
5 de outubro de 2014
Fake
Labels:
fora de jogo,
fredy montero,
goebbels,
golos,
montero,
penafiel,
seca,
só merda,
SportingCP
4 de outubro de 2014
Reabilitação
Lembro-me de uma "grande reportagem" transmitida na SIC há uns anos (2001, parece), onde um jornalista acompanhou, in loco, os cerca de quinze dias que Pedro, toxicodependente há dez anos, passou fechado num quarto a curar a "ressaca", naquele que seria o primeiro - e mais importante - passo rumo à sua desintoxicação e consequente reabilitação.
O que o Sporting fez no último ano e meio foi uma cura de "ressaca".
Com a eleição de Godinho, julgou-se que a forma mais fácil de atingir a felicidade, o "nirvana", isto é, ser campeão nacional (ou pelo menos, chegar à Champions), seria através da "injeção" de capital dos fundos na aquisição de substâncias fortes (leia-se, jogadores "consagrados") que permitissem, de imediato, ficar com uma moca descomunal e ir celebrar para o Marquês. Ora, o que aconteceu logo nesse primeiro ano foi, precisamente, a segunda coisa que se mais teme quando se tomam drogas: uma bad trip. A primeira é uma overdose.
Se, na primeira época, aquela viagem que passou por Bilbao e terminou no Jamor com uma derrota coincidente com a primeira vitória de sempre da Académica na final da Taça de Portugal (e com Adrien e Cédric no lado dos estudantes ainda por cima...), pareceu uma bad trip, já a segunda época do Sporting de Godinho, Duque e Freitas, foi mesmo uma overdose quase fatal. Iniciou-se a época com o ecstasy de Sá Pinto, passámos para o Xanax do Oceano e Vercauteren e terminámos com o Viagra do Jesualdo Ferreira, com um Sporting ligado à máquina e colocado num sétimo lugar da lista de espera da UEFA, condenado ao esquecimento.
Felizmente, apareceu esta nova direção e que, pelo punho de Bruno de Carvalho, cravou uma seringa carregada de adrenalina bem no meio do coração do leão e injectou a necessária força vital para que o Sporting se reerguesse e rugisse de novo.
O primeiro ano foi tão ou mais duro do que a tal reportagem do Pedro. Cortou-se metade do orçamento anual, despediu-se funcionários, jogadores e dirigentes. Pedro, durante a tal cura "de ressaca" continuou a fumar cigarros. O Sporting nem cafés bebeu na última época. Pão e água, apenas. E mesmo assim, conseguimos chegar à Liga dos Campeões.
Esta época, falta dar o passo seguinte, sair de casa e arranjar um emprego, isto é, ganhar um título. E é por isso que me faz muita confusão ler e ouvir certos Sportinguistas subscreverem e receitarem novos-velhos métodos de "cura" para este Sporting. Para esses, a cura passava por comprar dois ou três "craques" com os tais quinze milhões que o Sporting gastou esta época para comprar nove ou dez jogadores. E os ordenados? Os vícios? Quem os pagava? A mãe e o pai do Pedro que já não têm mais anéis nos dedos para vender? O clube que já não tem estádio nem terrenos para vender?
Continuando a reabilitação, candidatámos-nos a um lugar numa grande multinacional estrangeira, liderada pelo melhor executivo português do ramo. Na passada terça-feira fomos à entrevista de emprego, bem preparados, bem vestidos e muito, muito confiantes. Poderiam ocorrer duas situações:
- À medida que o tal executivo disparasse as perguntas pertinentes sobre a nossa real capacidade de corresponder às suas expectativas, entrarmos em pânico, começássemos a transpirar e bloqueássemos completamente, com a única fuga possível sendo o quarto onde iniciámos a "cura".
- À medida que o tal executivo disparasse as perguntas pertinentes sobre a nossa real capacidade de corresponder às suas expectativas, sentirmos-nos mais confiantes, começando a entrar em diálogo com o executivo, ao ponto de terminarmos a entrevista com mútuos sorrisos e cumprimentos.
Desta vez, não aconteceu nem uma nem outra. Aconteceu uma terceira hipótese, menos provável na vida de um ex-toxicodependente. O executivo deixou o seu cartão e disse: "Liga-me um dia destes."
Dia 10 de dezembro vou-te ligar, José. Conta comigo.
Labels:
adrenalina,
agonia,
BdC,
chelsea,
drogas,
pedro,
Pulp Fiction,
reabilitação,
ressaca,
sic,
Sporting,
vercauteren,
xanax
Subscrever:
Mensagens (Atom)




