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4 de janeiro de 2018

Lei de Sporting

Aos 80 e tal minutos do jogo estava a pensar em dar o título a este post "Lei de Murphy vs Lei de Darwin", teorizando sobre a forma como tudo corria mal ao Benfica (as eliminações da Champions, Taças nacionais, o "azar" no derby...) e como o Sporting de JJ evoluiu para um Sporting mais adulto, cerebral, sem perdas de concentração (o passe atrasado do Mathieu, pareceu-me, para o Patrício, dentro da área e rodeado de jogadores benfiquistas, aos 60 e tal minutos, é o exemplo máximo dessa "coolness" sob pressão), até que, aos 90m de jogo, o Battaglia teve uma paragem, de mão e de cérebro. Ainda não decidi que título vou dar agora.

O Benfica não jogou bem mas jogou muito, correu muito. O nosso meio campo andou perdido o jogo todo, sem que qualquer um dos três jogadores - William, Battaglia e B. Fernandes - soubesse bem quem e onde deveriam marcar. Um susto permanente. O golo do Benfica adivinhava-se assim que marcámos o nosso através do Gelson. Era uma questão de minutos, só não imaginei que fossem tantos. Salta à vista o desiquílibrio deste plantel. Só temos 2 desiquilibradores: o Gelson e o, err, Piccini. Parece mentira mas é verdade. Bas Dost sem munições, é, excepto as bolas bombeadas para o meio campo onde ele consegue desviá-las para os companheiros, inofensivo. O Porto, só em avançados, tem 2 panzers e um sniper. Aboubakar, Marega e Soares. E depois tem Brahimi. Benfica tem um batalhão de jogadores de ataque: Jonas, Jimenez, Seferovic, Salvio, Zivkovic, Rafa, Cervi... até o André Almeida sabe atacar. Creio que esta nossa falta de poder ofensivo é evidente quando jogamos contra equipas mais fortes.

Certo, da forma como correu o jogo, é legítimo dizer que ganhámos um ponto mas... perante o Benfica mais fraco das últimas quatro épocas, eliminados humilhantemente da Champions, eliminados da Taça de Portugal e Taça da Liga, encurralados há meses com a questão dos emails e, na última semana, com a questão dos jogos comprados na época 14/15, o "melhor Sporting dos últimos anos" tinha obrigação, se queria afirmar-se definitivamente nesta época, de dar a estocada (quase) final neste Benfica moribundo. Mas não, tínhamos de falhar no momento errado. Típico Sporting. A Lei de Sporting. A certa altura, e não foi a primeira vez o que senti nos últimos anos, senti inveja da raça e da vontade (de ganhar) dos jogadores do Benfica. Podemos até ter melhores jogadores, tecnicamente falando, do que eles, mas aquela vontade de ganhar a bola, de roubar a bola, de discutir qualquer decisão do árbitro, aí, eles dão-nos uma abada. E eu não consigo entender porquê. Cá fora, desde o presidente até aos adeptos, a vontade é enorme. Começam os jogos a sério e... puff.


É, para aí, a 20ª foto que encontrei depois de googlar "típico Sporting"


Como disse, é legítimo dizer que ganhámos um ponto mas também podemos dizer que perdemos dois para o Porto. E enquanto vejo Porto e Benfica a ganhar "aqueles" jogos contra equipas pequenas onde basta ter uma equipa relativamente bem montada defensivamente e onde o golo surgirá, mais cedo ou mais tarde, ao 327º remate que façam, já o Sporting, quase de certeza, irá ter um daqueles jogos que não conseguirá marcar golos e, inevitavelmente, perderá "aqueles" pontos que todos nós nos lamentaremos depois da época acabar. Se fosse presidente do Sporting, neste momento estaria a pensar se valerá a pena oferecer as "prendas" ao treinador ou não.


PS. A mesma Sporttv do Freitas "falem mas é de bola" Lobo e que oferece prendas com palavras cândidas aos treinadores nas flash-interviews, é a mesma Sporttv que tem jornaleiros a lançar suspeitas acerca da integridade dos árbitros. (dica graças ao @d20fernandes )







*Antes que alguém pense "este gajo só escreve quando o Sporting perde", devo dizer que tinha pensado, há uns dias, "Epah, vou escrever um post/crónica do jogo, no que resta deste campeonato." Também devo dizer que estava a èspera de ter escrito hoje sobre uma vitória do Sporting... mas o mais certo é que me aborreça entretanto e não cumpra o meu desiderato. :P

12 de dezembro de 2016

'ganas'

Num texto escrito no The Guardian há uns dias, a propósito da crescente média de golos marcados em jogos da Premier League desde há anos, Jonathan Wilson falou, mais uma vez, sobre o "novo" futebol que se está a espalhar pela por essa Europa fora. "Pressing, high lines, percussive, vertical footbal are in vogue, from Dortmund to Liverpool, from Sevilla to Hoffenheim."

"Pressão, linhas altas e futebol vertical". E ainda acrescentou que "defender à moda antiga deixou de estar na moda". O Sporting, com JJ, joga à "moda antiga" e é delicioso de se ver. Bola nos pés, jogo controlado, tabelinhas, até chegar à grande área e... centrar para o Bas Dost. Quando funciona, é perfeito, tão perfeito como um relógio suíço. O problema é que há jogos em que o adversário está a jogar o tal futebol de 2016: pressão, linhas altas e futebol vertical e o Sporting não tem pedalada para isso. Na Europa, então, é por demais evidente. Apesar do Benfica se ter remetido à defesa após o 2º golo, a verdade é que jogam um futebol mais parecido com aquele que Jonathan Wilson referia: mais vertical, mais pressão, mais remates...

 Há dias em que jogar "perfeito" não chega. Há jogos em que a vitória tem de ser "inventada". Contrariar o destino. Lembro-me de jogos do melhor Mourinho (mais no Inter, mas também no Real e Chelsea) que, a meio do jogo, pareciam perdidos. E conseguiu-os vencer, não graças à qualidade em si mesmo (dos jogadores) mas à vontade (de Mourinho e dos jogadores). Ganharam porque quiseram ganhar, não porque estavam a jogar melhor.


No Sporting de JJ, na maior parte das vezes, ganhamos porque jogamos melhor, porque somos melhores do que o adversário. Mas costumamos perder - jogos e pontos - porque o adversário "quis" mais do que nós. Desde Sá Pinto, que não vejo ninguém que sinta a camisola listada como ela deve ser sempre sentida. Fico sempre com a sensação de que os jogadores do Sporting, principalmente os que sabem o que é o Sporting, podiam ter dado mais, aquele "extra", aquelas 'ganas' de quererem mais do que os outros... Os outros "comem a relva", atiram-se para o chão, fingem lesões, pressionam o árbitro; tudo e mais alguma coisa para ganhar. Os nossos jogam bom futebol. Pois bem, isso às vezes não chega.

Neste fim de semana, o Real Madrid ganhou nos últimos 10 minutos da partida, um jogo que estava perdido. Lembro-me que mandei um tweet a dizer algo do tipo "Ganharam graças à vontade de ganhar". É uma maravilha ver as 'ganas' com que todos os jogadores do Real Madrid se lançaram à procura da vitória, sem terem "vergonha" de se mandarem para o chão a pedir penalties ou  "medo" de empurrar adversários... Aquele sururu antes do 3º golo, junto do guarda-redes contrário é importante, porque pressiona o adversário, influencia o destino, contraria-o. Às vezes, tem de se ganhar "feio". Como o Benfica costuma fazer contra o Sporting.







É por isso que fiquei mais fodido com o banana do William (e outros, excepto o Coates) não ter levantado a merda dos braços a reclamar penalty do que com o árbitro por não ter o ter marcado. O Porto dos anos 90/00, além da "fruta" e bons jogadores, tinha aquela coisa de "comer a relva" e que era o tal "plus", aqueles centímentros ou segundos "extra" que os jogadores do Porto davam à equipa, naquela obsessão de ganhar. Ganhar. Ganhar. E que este Benfica dos anos 2010's começa a ter... O Sporting, que eu me lembre, nunca teve.




Só o Coates é que se lembrou de protestar... 




P.S. Sobre a arbitragem de Jorge Sousa... qual é o espanto?

21 de novembro de 2016

João Mário, um dos melhores para a Gazzetta dello Sport no derby Milan 1-1 Inter

João Mário, um dos melhores para a Gazzetta dello Sport [Candreva, o melhor, com nota 7].


"Ei-lo, o "trequartista". Mas moderno: não fica parado, sempre à procura da melhor posição. Óptimas ideias mas um defeitozinho: remata pouco quando tem oportunidade para tal"




8 de março de 2016

"Os relvados de merda estão para as equipas de merda como o doping está para os batoteiros"

MST, hoje n'A BOLA


Eu, em agosto:

"Enquanto se olhar para a merda do relvado como uma despesa e não como um investimento, nunca, repito, nunca seremos reais candidatos ao título de campeão nacional. O "relvado" de Alvalade é uma vergonha, uma merda. (...) É óbvio que "isto" não se resolverá tudo apenas com uma mudança de relvado mas não tenho dúvidas que ajudaria imenso... Os relvados de merda estão para as equipas de merda como o doping está para os batoteiros."

22 de outubro de 2015

O medo é uma merda.

"Eu acho que o Benfica teve medo do Sporting."

Jorge Jesus, flash-interview após o jogo da Supertaça (Sporting 1-0 Benfica)



O medo é uma merda.


Agora, que já passaram alguns anos, posso dizê-lo: alguns dos meus piores momentos como Sportinguista foram quando Jorge Jesus era treinador do Benfica. Lembro-me que nunca tive tanto medo de um Sporting-Benfica como na aquela época em que começámos com Paulo Bento e acabámos com Carvalhal e menos 28 pontos em relação ao Benfica. Vinte e oito. Recordo-me perfeitamente de um Sporting-Benfica para a Taça da Liga e de ter temido uma goleada histórica (ficou "apenas" 1-4). A partir daí, foi sempre assim que encarei os derbies e clássicos: com medo. Um medo que nunca tinha sentido antes. É que o medo não era de perder o jogo - isso já estava assegurado -, era de sofrer goleadas. Assustador.


Com Leonardo Jardim, o medo começou a desvanecer. Com Marco Silva já não o sentia. E eis que chegamos a... Jorge Jesus.


Faltam poucos dias para o derby na Luz e não tenho medo nenhum. Aliás, estou até com confiança que vamos ganhar. Ora, isto é impagável. É um sentimento que vale 14 milhões. Há muito tempo que não me sentia assim antes de um derby. Claro que podemos perder o jogo - claro! -, mas tenho a certeza que não será um vexame nem que colocará em risco o resto da época.

Agora são eles que 'tão com medo.


12 de fevereiro de 2015

Pós-derby (dentro de campo)

Ontem pus-me ver os últimos minutos do Chelsea – Everton, porque sabia que estava 0-0 e haveria de ser um final de jogo electrizante, como acabou por ser. Um jogador do Everton leva o segundo amarelo aos 87m e no livre subsequente, o Chelsea marca golo. Aos 88m. Comemorações dos jogadores, loucura nas bancadas e a realização mostra-nos o banco do Chelsea: Mourinho comemora o golo durante 3 segundos e, de imediato, aponta para o local onde estavam os suplentes a aquecer e chama um jogador para (não permitir) jogar os últimos 5/6 minutos de jogos. O jogador chama-se Cahill, é defesa central, e entrou para substituir o marcador do golo, Willian, juntando-se aos outros 2 defesas centrais para combater o previsível chuveirinho do Everton. O Chelsea ganhou o jogo 1-0.




Sobre o derby, que dizer? Lembro-me que, instantes antes do golo de Jefferson, estavam preparados para entrar o Capel e o Tanaka e julguei que Marco Silva, depois do golo, iria, obviamente, mudar de ideias e fazer entrar alguém para ajudar a defender o resultado (Rosell ou Sarr). Mas não. Primeiro entrou o Tanaka e depois o Capel. Metade da equipa julgou que era para atacar o 2-0 e a outra metade ficou a defender o 1-0. Resultado? 1-1. A seguir aos “olés”, essa decisão de Marco Silva foi a coisa que me mais chateou. O empate não foi azar, foi aselhice, o que é diferente. Enough said.

De realçar também o Benfica mais "benfiquinha" em Alvalade dos últimos dez anos. Isto de jogar contra equipas grandes e sem colinho é mais difícil... como se pode provar pela brilhante carreira deles na Liga dos Campeões nos últimos cinco anos. Sempre a levar na pá.


Temos, finalmente, uma dupla de centrais de equipa “grande”, isto é, ambos altos, ágeis e suficientemente rápidos para permitir que possamos jogar no meio-campo adversário sem termos de nos preocupar muito com contra-ataques rápidos e bolas lançadas nas costas da defesa. Qualquer equipa de “top” e ganhadora tem de ter, pelo menos, um defesa central alto, ágil e rápido. Se tiver dois então, perfeito. Mas tem de os ter durante 5, 6 anos. Só assim dá resultados.

 Chiellini e Bonucci, “zaga” da Juventus (prestes a ser) tetra-campeã em Itália, Puyol e Piquet, eternos campeões no Barcelona, Pepe e Ramos, em pico de forma, foram campeões no Real, Miranda e Godín no campeão espanhol, o intratável Atlético de Madrid, Thiago Silva (no Milan que ainda ganhava algo e agora no campeão PSG), Kompany no Man. City, Hummels no Dortmund ou mesmo o Luisão do Benfica. Veja-se, por exemplo, a decadência do Man Utd pós Ferdinand-Vidic.

Tobias e/ou Oliveira têm de ficar no Sporting, pelo menos, mais 3 épocas. Acreditava e ainda continuo a acreditar que Ilori tem tudo p’ra ser um central de “top” mas começo a perceber que lhe falta algo a nível mental, competitivo. Dier, ainda tenho dúvidas se para a próxima época ele irá contar ou não como “home grown player” na Liga Inglesa… Se contar, ficará explicado, definitivamente, a sua vontade em sair do Sporting tão bruscamente. De qualquer forma, entre Tobias e Dier, prefiro Tobias – é mais rápido e mais agressivo, mas Dier passa melhor a bola. Maurício nunca seria um defesa central de “top”.

Portanto, a decisão mais importante relacionada com o plantel do Sporting a ser tomada durante os próximos anos terá de ser, sempre, manter e não vender Tobias e Oliveira. Um destes 2 terá de ser o “nosso” Puyol. Não sou arquitecto nem treinador mas sei que é por baixo que se constrói uma casa ou uma equipa.

Depois, vamos perder Nani e, de certeza, um destes dois: William ou João Mário. Basta ver a primeira-fila durante a apresentação do livro do Jorge Mendes para perceber que eles (Adrien também mas menos) serão os “próximos na lista”. Com o dinheiro resultante da venda, acredito que encontraremos um substituto à altura.

Quantos golos tem o Adrien marcados esta época? Dois? Três? E mesmo assistências? Um punhado delas, talvez? É muito, muito pouco para um médio que joga naquela posição. A equipa do Sporting está a subir, ano após ano, de rendimento e estatuto e aquilo que Adrien oferece começa a ser além do exigível… Gosto imenso do Adrien, do facto de ser da formação e do Sporting mas… Onde está o Wally(son)?

Também deve ter sido prometido ao Slimani que poderia sair no final da próxima época mas começo a duvidar que apareça pretendentes oferecendo um valor mínimo aceitável pelo Sporting.

Resumindo, se “apenas” perdermos William (mas contratarmos um substituto à altura) e Nani e mantivermos o resto do plantel e treinador, tendo em conta os trintões do Benfica e incorporação de (muita) gente nova, presumível saída de JJ, a saída anunciada de Jackson Martínez e Brahimi (e Danilo?) do Porto e dos regressos de alguns emprestados aos clubes de origem, creio que sim, será na 3ª época que seremos, realisticamente, candidatos ao título.

Apesar das palavras de incentivo e dos estúpidos pontos perdidos em casa, nunca acreditei verdadeiramente que seríamos campeões esta época. Mesmo que não tivéssemos empatado esses jogos, haveria algo mais a empatar-nos. Mas não deixa de ser uma pena que não tenhamos aproveitado melhor o impacto de Nani esta época… seria épico se ele saísse daqui campeão.

(a ver se também escrevo algo sobre o derby fora do campo)

3 de setembro de 2014

Ovo de Colombo

"O verdadeiro projecto do Sporting é e deve ser o da formação. (...) Sería preferivel trazer apenas dois ou três que fizessem efectivamente a diferença e que viessem acrescentar experiência, maturidade, manha, qualidade ao plantel e aos jovens oriundos da Academia (...) Além do mais, estes jodadores de 2ª (3ª) linha atrás mencionados só servem de tampão e entopem a montra para os jonvens (sic) se poderem afirmar.
Os sócios sentiriam muito mais compreensão e paciência com Adrien, po exemplo, do que sentem com *******. Não tenham duvidas disso."


Sabem quando foram escritas as palavras acima mencionadas? Não, não foi hoje, num dos 327 grupos "de apoio ao Sporting" no Facebook... Foi escrito, num comentário a um post do blog Leão da Estrela, no dia 18 de outubro de... 2007! Mas podia muito bem ter sido escrito hoje, não podia? :)

Ah, o eterno debate da formação!.. O ovo de Colombo de qualquer mesa de café preenchida por Sportinguistas.

"Formação ou estrangeiros, eis a questão!"

Não quero um onze com dez jogadores da formação nem quero um onze com um jogador da formação. Quero equilíbrio, sensatez, bom senso, competência e qualidade acima de tudo. E creio que isso foi ou está perto de ser alcançado "neste" Sporting. No derby da Luz de domingo, por exemplo, estiveram sete jogadores da formação do Sporting em campo. O Esgaio já tem mais minutos do estádio da Luz do que o Cavaleiro, Cancelo e Bernardo Silva juntos. (não sei se tem ou não, não fui pesquisar, mas vocês percebem o que quis dizer... :P). E o João Mário é uma alternativa (cada vez mais) real ao André Martins.

Dois putos por época parece-me bem ou não?

Podia agora mencionar a época inicial de Godinho Lopes, quando foram contratados uns 327 jogadores estrangeiros, e lembrar a euforia que se vivia no início da época, mormente naquele célebre jogo de apresentação com o Valência, com um estádio apinhado de Sportinguistas "ilusionados" (da "ilusión" espanhola, não queria escrever "iludidos" da "ilusão" portuguesa...) e que - eu, pelo menos, não me lembro - onde não se ouviu qualquer lamento ou preocupação relacionado com a falta de aposta na formação do Sporting. E acrescento: eu fui um dos que não se lamentou.

Não quero uma Sporting à "Soares Franco" (só com putos da formação) nem quero um Sporting à "Godinho Lopes" (só com estrangeiros). Quero equilíbrio e sensatez.

Se não o escrevi aqui, pelo menos já o pensei: compreendo a estratégia por detrás da política envolvida na "formação" deste plantel. Não sei ainda dizer se concordo ou não, mas compreendo.

Havia duas opções: comprar dois ou três jogadores com "credenciais" e estatuto, e que fossem, realmente, "reforços" para o onze inicial. Ou seja, dois ou três jogadores "caros", p'raí uns cinco milhões de euros cada um. E além do valor da contratação em si mesma, teríamos de acrescentar o valor do salário de cada um...

A outra opção, que foi a escolhida pela direção do Sporting, era contratar jogadores para reforçar o plantel e não propriamente a equipa inicial. Com esses quinze milhões que custariam dois ou três "craques", optou-se antes em rechear o plantel com opções válidas para todas as posições em campo.



Admito: creio que faltou apenas contratar um central mais experiente.


Com a série de jogos que aí vêm - Taça da Liga, Taça de Portugal e Liga dos Campeões - compreendo, repito, que se tenha optado por esta via em vez da outra, quiçá mais apelativa, de se contratar dois ou três "craques". Contudo, correríamos, mais uma vez, o risco de, num qualquer jogo decisivo, como foi o derby da época passada na Luz, ficarmos sem um jogador de uma posição essencial e não termos uma alternativa à altura. Assim, poderemos perder na mesma o jogo, mas não será por falha(s) básica(s) nossa(s).

É claro que as sentenças de morte já foram feitas a esta política desportiva do Sporting e mesmo às ambições do clube. Ainda ontem, o expedito Carlos Daniel, na RTP mais-Porto-que-o-próprio-Porto-Canal Informação, dizia que só através de um "milagre" é que o Marco Silva conseguiria ser campeão neste Sporting. E em todos os programas desportivos, colunas de opinião de jornais ou posts de blogs, a opinião é geral:

Só o Porto se reforçou "bem", o Benfica reforçou-se "assim-assim" e o Sporting, excepto Nani, reforçou-se "mal". Ia jurar que ouvi uma coisa parecida na época passada.




24 de agosto de 2014

Futebol subjectivo

O futebol é isto. Ou isto é o futebol. Ou o jogo só acaba quando o árbitro apitar. Ou jogámos bem mas não ganhámos. Ou jogámos mal mas ganhámos (que é o que interessa).



Terceira imagem que encontrei no Google após pesquisar por "subjetivo futebol". Interessante.


Comentar jogos de futebol é tão subjectivo como ser juiz no Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol. Há um mês, apenas um dos três candidatos à presidência da Liga tinha a sua candidatura dentro de todos os pressupostos legais, um mês depois, os outros que não cumpriam os pressupostos é que estão dentro da legalidade e o outro que tinha sido dado como único candidato legal, afinal, é o que está ilegal. Bem-vindos ao futebol português.

Na A Bola de hoje, o "jornalista" que esteve em Alvalade, um tal de José Manuel Delgado, o mesmo que critica a pobre exibição do Nacional e Rio Ave nos jogos europeus, diz o seguinte acerca do jogo de ontem:

"Mas vamos ao jogo e às dificuldades que Pedro Emanuel colocou aos leões. O Arouca colocou um autocarro em frente à baliza do excelente Goicoechea? Nem por sombras."

Noutro jornal, no Correio da Manhã, André Figueiredo, escreve o seguinte:

""(...) o Arouca defendeu de autocarro à frente da baliza de um super guarda-redes."


Se ontem o Montero tivesse enfiado lá para dentro aquelas duas bolas que teve ao seu dispor ou se tivéssemos logo marcado golo se aquela grande penalidade, no início da segunda parte, tivesse sido assinalada, tudo seria diferente. "Grande jogo, domínio total, grande Sporting"

O Arouca passou de meio-campo umas 4 vezes. Oportunidades claras de golo do Arouca, não me lembro de nenhuma.

Do que vi ontem, não vi nada que já não tivesse visto na época passada. Muita posse de bola, domínio total e muita ineficácia lá na frente. Às tantas, já estava à espera que a meio da segunda parte tivéssemos sofrido um golo num canto ou isso e só depois partiríamos "com tudo" lá p'ra cima em busca do golo já nos últimos minutos do jogo. E conseguiríamos marcar golo, não duvido. O do empate. Mas, vá lá, ganhámos.

Mas a exibição, em si mesma, aparte do "pormenor" da incapacidade de enfiar a bola dentro da baliza mais vezes durante o jogo, não foi má. O Nani em cada 10 vezes que leva a bola à linha, cruza ou remata 9 e perde uma. O Capel em cada 10 bolas à linha, perde cinco. O Nani fez um bom jogo até à altura da aberrante marcação do penalty. Tinha de ser o Adrien a marcar, ponto. Mas pronto, ao menos esta merda aconteceu já no início da época e dará tempo ao Nani para se aperceber que esta merda é um jogo de equipa. Espero eu.

Três notas finais:

- Nos jogos em casa contra os "Aroucas" do nosso campeonato, é para se jogar, sempre, com dois avançados lá na frente!!

- O Adrien foi um verdadeiro "capitão" na forma como encarou a cena do penalty. Durante e depois, já na flash-interview. P'ra quando a braçadeira?

- E para quando o João Mário no lugar do André Martins?


Vem aí o derby. Que não ganhamos "lá" há alguns anos. Pronto, é isso. Vem aí o derby.


15 de fevereiro de 2014

Who did it?

Sábado, dia de Sporting-Olhanense, e não consigo deixar de pensar no jogo de terça-feira. Quero culpar alguém mas não consigo culpar Jardim, Eric ou Bruno de Carvalho. Nos últimos 26 jogos contra Benfica e Porto e apenas… duas vitórias. Esta merda, como já tentei explicar nos últimos posts, não é uma coincidência. O poço do Sporting começou-se a escavar com Santana Lopes e Roquette e acabámos a enterrar-nos com Bettencourt e Godinho Lopes. Paulo Sérgio? Carvalhal? Maniche? Caicedo? Pongolle?!? As pistas para o “suicídio” do Sporting no derby de terça-feira estão aí todas à vista, basta procurar mas não é na constituição para o onze de Jardim que (não) jogou na terça que as vão encontrar.



Dica: já foi presidente do Sporting e tem nome com duas consoantes.


Pronto, era só mais um desabafo. Vamos lá olhar para o que interessa, o futuro. P’ra já, vem aí o jogo de mais logo com o Olhanense.

É p’ra ganhar. Golear, se possível. Não há muito mais a dizer antes de um jogo contra o último ou penúltimo e que já contratou trinta (30!) jogadores esta época.

Só uma observação: ouvi a conferência de imprensa de Leonardo Jardim na quinta-feira e ele deu a entender que a forma apática como a equipa do Sporting tem entrado nas primeiras partes dos últimos jogos (e só depois nas segundas partes é que se “lembra” que tem de ganhar…) é mais por culpa dos jogadores do que das indicações do treinador. Segundo ele, as indicações que dá antes do jogo vão em sentido contrário: entrar a “matar”, logo na primeira-parte.

Ora, se o treinador diz que é para entrar a “matar”, por que razão não o fazem os jogadores? Fica a pergunta.

Para o resto do campeonato, o que almejo é nada mais do que o 2º lugar. O Benfica, só com muita, muita, muita inabilidade é que não conseguirá ser campeão. Tendo em conta a conjetura e a forma como esta época foi planeada (ano zero), se conseguirmos terminar em 2º, à frente do tri-campeão nacional, será uma época muito, muito, boa.

O 3º lugar, apesar de não dar acesso direto à Liga dos Campeões, não se poderá dizer que seja uma época de sucesso. Nem o contrário. Fica ali no meio termo, num “limbo” qualquer. É bom mas também é mau. É mau mas também é bom. Olhando para a última época, é bom. Olhando para a história do Sporting, é mau.

Havia mais merdas p’ra comentar, como por exemplo a nomeação de Duarte Gomes (ahahahaha) para o jogo do Benfica em Paços de Ferreira, mas fica para outra ocasião.


SL

11 de fevereiro de 2014

Benfiquite aguda

Não vou dizer que já sabia que íamos perder mas… eu sabia que muito dificilmente conseguiríamos empatar na Lixeira, quanto mais ganhar. E ainda por cima com a equipa completamente transfigurada devido às ausências de Jefferson, Carvalho e… Capel e Carrillo. Sim, para mim, foram quatro ausências daquela equipa-tipo que nos iludiu durante as primeiras jornadas da Liga e não apenas duas.

 Quando finalmente parecia que o Jardim estava, finalmente, a “domar” o génio do Carrillo e a ensiná-lo a “como se deve jogar na Europa” e onde vimos o peruano, por exemplo, a ajudar a defesa como nunca até aqui o tinha feito, eis que, subitamente, saem da equipa o jogador que conseguia meter a cabeça em água ao Maxi (Capel) e o Carrillo mais “europeu” que já tínhamos visto até agora. Mas pronto, são opções técnicas, não sou treinador e portanto não vou dizer que o Dier devia ter jogado ao lado do Maurício, o Rojo a defesa-esquerdo e o Adrien a “trinco”. Não.



O que quero falar é da doença que o Sporting começou a desenvolver desde há décadas e que só nos últimos anos, perante os sintomas evidentes, se chegou a um diagnóstico conclusivo e que resultou no tratamento de choque de março passado. Tal como o puto que começou a ir p’ra trás do pavilhão dar umas passas nos primeiros cigarros, deslumbrado com súbita aceitação no grupo mais cool do recreio da escola, o Sporting também se deixou deslumbrar com os milhões da Liga dos Campeões que começaram a cair nos cofres de Alvalade e com a entrada no gang mais in da Europa do futebol. Os efeitos adversos daquelas idas para trás do pavilhão (e depois na rua, no bar, em casa…) e das épocas de Filipe Soares Franco, Paulo Bento e JEB, estão agora a fazer-se sentir. O fumador que descobriu que tinha cancro do pulmão deixou de fumar em março passado, é verdade, mas não é por isso que se sente melhor agora. 

Com a quimio e radioterapia com que é obrigado a levar todos os dias para se manter vivo, admira é como ainda se consegue levantar todos os dias para ir à luta. O Sporting, após os anos de ilusão da Champions e a gastar o que não devia, viu-se obrigado também em março passado a iniciar um tratamento tão drástico quanto necessário. E mesmo que o Sporting esteja, lentamente, a curar-se da grave doença que o aflige, o que é certo é que vai levar anos e anos até vermos de novo um Sporting forte e saudável, tal como era aquele puto antes de começar a fumar e que só pensava em jogar à bola.



Tens lume?



Um dos sintomas da grave doença que o Sporting padecia e ainda padece é a forma como começou a encarar os jogos com o Benfica. Desenvolvemos uma benfiquite aguda. Deixaram de ser jogos para serem ganhos por si mesmo, pelo valor intrínseco que tem um derby e começaram, com FSF e PB, principalmente, a serem encarados como um meio para alcançar um fim: um lugar na Liga dos Campeões. 

 Aos poucos e poucos, os derbies deixaram de ser jogos diferentes para passarem a ser um jogo como outro qualquer. Aquele Sporting que aprendi a ver e que ia jogar à Luz ou às Antas como se estivesse a jogar em Alvalade (o Sporting de Pedro Barbosa ou Sá Pinto, por exemplo), deu lugar a um Sporting mais pragmático, menos corajoso, mais temerário… e o resultado está à vista: 8(!) anos sem ganhar na Lixeira. E não sei quantos sem marcar um único golo.


É... Isto ainda vai levar uns anos a curar e é por isso que, para mim, o mais importante não é saber qual a equipa que o Jardim pôs hoje a jogar ou se o Capel devia ter jogado de início ou se o Piris devia ter ficado em casa, nada disso. Neste momento, mais importante é saber se a maior parte destes jogadores estarão cá para o ano

Só assim conseguiremos acabar com esta benfiquite aguda; com dois, três, quatro anos seguidos a jogar com a mesma equipa-base, com o mesmo grupo de jogadores a enfrentar o ambiente adverso na Lixeira de modo a que, finalmente, o nosso equipa consiga desenvolver os anti-corpos necessários para combater esta maleita que nos aflige há anos. 

O que eu espero é que o Sporting se mantenha nos tratamentos e não tenha uma recaída que o leve começar a "fumar" novamente...

10 de fevereiro de 2014

Isto é ser magnânimo. Isto é (finalmente) ser Sporting.

Não foi há muito tempo: há pouco mais de um ano, o jogo Sporting - Videoton, a contar para a Europa League, foi cancelado por causa da uma chuvada "daquelas" e que deixou o relvado completamente alagado. Resultado? A UEFA decidiu adiar o jogo para o dia seguinte, uma sexta-feira, para as 20h05m. Problema? É que na próxima segunda-feira, às 20h15m ou seja, menos de 72 horas "mínimas" de intervalo entre jogos oficiais, jogar-se-ia o derby com o Benfica.

Ah, saudades do relvado do tempo do Godinho...

Resolução? Admito que, mesmo não tendo sido feito da melhor forma, o Sporting tentou que o derby fosse adiado por um dia, de modo a que o Sporting descansasse as tais 72 horas mínimas obrigatórias e que o jogo com o Benfica fosse jogado apenas na terça-feira seguinte. Tal não aconteceu (seja por "culpa" da LPFP e/ou do Benfica ou mesmo da forma "autoritária" como o Sporting quis impor o adiamento, não interessa) e o Sporting lá foi jogar com o Benfica na segunda-feira. Perdemos 1-3, btw.

Ora, na altura escrevi (último parágrafo) no Cabelo do Aimar que o Benfica tinha perdido uma oportunidade de ouro para colocar em actos aquilo que tanto gosta de apregoar. Se, de facto, é "maior clube de Portugal", mesmo que não sendo obrigatório, o Benfica, pela sua grandeza, deveria ter sido ele próprio a oferecer-se para adiar o jogo, quanto mais aceitar o pedido do Sporting para tal, até pela excelente forma que apresentavam na altura e pela miserável forma como estávamos a jogar, não havia assim tanto problema em dar a um "pobre" Sporting apenas mais um dia de descanso. Mas não o fez. Mais uma vez, a mesquinhez dos actos calaram as vagas palavras da propaganda lampiã.


É por isto tudo e por nada em especial que gostei de ouvir o que disse o Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, Jaime Marta Soares (personagem que até nem simpatizo muito, btw), afirmar o disse hoje em sobre postura do Sporting (aceitou de bom grado a marcação do Sporting para a próxima terça-feira) em relação à "quasi-tragédia" de ontem na Lixeira no estádio da Luz:

"O que aconteceu poderia ter acontecido noutro estádio qualquer, por isso, o Sporting, dentro do seu espírito de colaboração, demonstrou a sua postura de elevação"

Isto é ser magnânimo. Isto é (finalmente) ser Sporting.

6 de fevereiro de 2014

Ovelha negra?

O árbitro do derby irá ser o madeirense Marco Ferreira, tal como tinha previsto, no dia 21 de janeiro, neste post, quando escrevi:

"Btw, o árbitro do Benfica - Sporting vai ser o tipo da Madeira, Marco Ferreira. Será tão condicionado por ser conterrâneo de Leonardo Jardim nos dias anteriores ao jogo por ser madeirense, que acabará por tentar fazer tudo para demonstrar que não se deixa condicionar, mesmo que implique prejudicar o Sporting. Vai uma aposta?"


Vamos ver se esta cepa de homens madeirenses que têm saído para o nosso futebol (Cristiano Ronaldo, Leonel Pontes, Leonardo Jardim) mantém a qualidade a que estamos habituados ou se, pelo contrário, vamos encontrar a "ovelha negra" do futebol madeirense, a excepção que confirma a regra...


Que pesará mais na consciência de Marco Ferreira? Deixar mal alguns milhares de madeirenses ou milhões de benfiquistas?

3 de fevereiro de 2014

Giríssimo

He's done it again.

Depois do jogo de Arouca, a televisão pública brinda-nos mais uma vez com um resumo adulterado do jogo do Sporting, desta vez contra a Académica. Mas os outros protagonistas continuam os mesmos: Sporttv, RTP e o seu jornalista, Alexandre Albuquerque.

A meio da peça "jornalística" (aos 23m), assinada pelo Alexandre, sai isto:

""A primeira parte fecha com um lance controverso. Fernando Alexandre é agarrado na área por Adrien Silva. O árbitro Paulo Baptista mandou seguir."

Reparem na peremptoriedade de Alexandre: "Fernando Alexandre é agarrado na área por Adrien Silva."

E reparemos no vídeo que a RTP utiliza para demonstrar o lance:




E, de facto, esclareceu bastante os espectadores da televisão pública... principalmente aqueles que queriam saber as horas e o estado do trânsito na VCI do Porto.

E no Jornal da Tarde também não foi muito melhor, excepto para sabermos se a senhora da linguagem gestual puxou alguém com o braço:





Vejamos agora uma repetição que a Sporttv transmitiu, despercebidamente, durante o intervalo do jogo e que não foi mais vista em qualquer outro resumo do jogo nos mais diversos canais de televisão nacionais.





Acho que é evidente, logo no início da jogada, o puxão... do Fernando ao Adrien.




E pronto, é isto todas as semanas. Já não basta nos roubarem no campo, temos ainda de levar com a ideia generalizada e propagandeada por esta imprensa quadrúpede de que o Sporting foi beneficiado, quando na verdade, formos prejudicados.


Bom, resta-me ao menos agradecer ao Alexandre Albuquerque e à RTP/Sporttv o facto de, graças aos seus resumos dos jogos do Sporting, conseguir agora perceber o que sentem as mulheres que são violadas e que depois lhes dizem que o foram por culpa própria, por usarem mini-saia e pintarem os lábios.

E as estas lições de sexualidade vindas do jornalista desportivo que acha o David Beckham "giríssimo" tem a sua piada... (Queria colocar aqui o link para o vídeo Youtube onde se ouve o gajo dizer isso em directo, durante um jogo Man Utd - Benfica, mas não encontrei! Juro que foi verdade. Pelo menos este tipo que comentou num blog em 2011 também se lembra - enganou-se foi no canal, não foi na Sporttv, foi mesmo na RTP)


E na tal contagem de espingardas para o derby, já nem vale a pena perder tempo com isso... Sem William, Jefferson e com a onda vermelha "apaixonada" bem viva, como se viu em Barcelos, resta-nos esperar pelo pior e tentar lutar com dignidade. Não peço mais.



SL


P.S. Esqueci-me de acrescentar o "tribunal" do jornal O JOGO, onde os três ex-árbitros têm a mesma opinião: Foi Fernando quem puxou primeiro o Adrien.



21 de janeiro de 2014

Merda de jornalismo ou como é importante contar espingardas antes do derby

Ainda bem que não fiz o post ontem, como tinha planeado, mas apenas hoje, pois assim pude ler a azia crónica que o Miguel Sousa Tavares debitou esta semana n'A Bola e confirmar aquilo que já pensava antes. Lá vem ele, como faz todas as semanas, chorar, qual 'calimero' (Oh, a ironia!) contra o tratamento diferenciado que o seu Porto tem por parte dos media e árbitros, quando comparado com os rivais de Lisboa, Sporting e Benfica.

A meio, insinua que o Sporting foi beneficiado(!) no jogo com o Arouca, nomeadamente no lance que dita o canto a nosso favor e do qual resultou o golo do Rojo. O resto da crónica já não interessa p'ra nada. Acho mesmo que já nem aos portistas interessa...






Ora bem, é sobre o tal canto que deu origem ao golo do Rojo que vou falar.

No domingo de manhã, ao tomar o pequeno-almoço, vi a peça jornalística (podem confirmar aqui, aos 38m) sobre o Arouca 1-2 Sporting que passava na RTP1 (e foi repetida durante o dia no Jornal da Tarde, RTP Informação e Telejornal) e ia cuspindo o pão torrado barrado com Planta que estava a mastigar quando ouvi, ipsis verbis, o jornalista da televisão pública a dizer que ""O Sporting chega ao empate através de um pontapé de canto que não devia ter sido assinalado. Se a bola rematada por William Carvalho toca em alguém, é em Wilson Eduardo."

É que, na repetição da Sporttv, dá p'ra ver que sim, efectivamente, a bola rematada por William Carvalho toca, de raspão, com a parte de baixo da bota, num jogador do Arouca! Podem verificar isso mesmo no .gif que apresento abaixo.

https://imageshack.com/a/img819/6464/ry4.gif
Se alguém quiser o vídeo, também tenho.




Mas como é que o jornalista da RTP não viu que a bola bateu no jogador do Arouca, perguntava eu. E fui ver de novo a reportagem para ver o lance com mais calma. Ora, o jornalista da RTP não viu a bola bater no jogador do Arouca, porque não dá p'ra ver!

Seja por incompatibilidades técnicas (A Sporttv filma os jogos em "HD" e a RTP ainda emite... não sei o nome técnico, mas ainda emite com se estivéssemos no século passado!) ou por edição propositada por parte da RTP e/ou Sporttv, o que é certo é que o vídeo aparece "cortado" e não dá para ver as "partes" laterais do vídeo original da transmissão da Sporttv.


https://imageshack.com/a/img541/8112/qvz.gif




Conscientemente ou não, há manipulação de informação!



Num futebol de merda e mesquinho como o nosso, em que se contabilizam erros arbitrais como quem conta espingardas, cada pormenor é essencial para a sobrevivência nas "batalhas" que se aproximam. E fazer passar a ideia que o Sporting foi beneficiado num jogo, duas semanas antes de um derby Benfica - Sporting, é meio caminhado andado para apanharmos mais uma "capelada" na Luz. Reportagens como esta da televisão pública são espingardas dadas de borla aos lampiões! É música para os ouvidos de tipos como o Rui Gomes da Silva depois cantarolarem no Dia Seguinte.

Não basta gozarem com a nossa cara na TVI ainda nos fodem na RTP...


Btw, o árbitro do Benfica - Sporting vai ser o tipo da Madeira, Marco Ferreira. Será tão condicionado por ser conterrâneo de Leonardo Jardim nos dias anteriores ao jogo por ser madeirense, que acabará por tentar fazer tudo para demonstrar que não se deixa condicionar, mesmo que implique prejudicar o Sporting. Vai uma aposta?

11 de novembro de 2013

Putos a conduzir são sempre mandados parar pela polícia

A equipa

 Começámos o jogo confiantes. Levamos a carrinha utilitária (comprada em 2ª mão) à revisão, passou na inspeção, pagámos o seguro, verificamos a pressão dos pneus, programámos o GPS e lá saímos das pacatas ruas de Alcochete direito à ruas da Luz. Os condutores da carrinha – o nosso meio-campo-, ainda pouco habituado a conduzir em estradas povoadas de “bombas” importadas do estrangeiro e que dão os 100km/h aos 10 segundos, atrapalhou-se e ficou “parado” na rotunda da Luz, a dar 327 voltas às “estátuas” de Matic e C.ia até ao intervalo. De repente, excepto naquela vez que Capel se fartou e saiu da carrinha em movimento e foi a pé mostrar o caminho, ninguém sabia como sair da “rotunda” e ir ter à baliza de Artur.

 Ao intervalo, encostaram a carrinha e trocaram de condutores. Saiu da frente o André Martins e meteram o Carrillo a conduzir o Sporting, com o Slimani no lado do passageiro, de vidro aberto e a fazer caretas ao pessoal na estrada, para abrir caminho. Já perto do fim, como Carrillo ainda não conhece bem como se conduz em Portugal, saltou o puto Mané para o volante e, sem medo e já com carta, mostrou como se finta o trânsito nas estradas da Luz. Não estava era a contar que, depois de ter sido impedido de entrar numa rua de sentido único por outro veículo, a polícia o tenha mandado encostar a ele e não ao infractor… Adiante.

 Esta história toda para dizer que, com uma equipa de putos (o caralho do Rojo tem apenas 23 anos!) a conduzir uma carrinha soccer mum, conseguimos colocar em sentido o clube dos 6 milhões de adeptos, dos 130 milhões que não venderam e dos 60 milhões que gastaram. O blog “A Insustentável Leveza do Liedson” explica melhor.

Sobre o "furo" da carrinha já no prolongamento e que o Rui Patrício não resolveu porque se esqueceu de trazer pneus sobressalentes; alguém tem coragem de criticar o tipo que, noutras viagens bem mais complicadas nos confins da Primeira Liga e e durante os inenarráveis mandatos de JEB e Godinho, nos salvou de "ficar a pé" pelo caminho, tantas e tantas vezes? Eu não.

 (btw, parece que o Cardozo já tem 12 golos em derbies Sporting-Benfica, mais 1 que o Liedson e a 1 do Manuel Fernandes. O Eusébio tem 27. O Fernando Peyroteo, o melhor deles todos, tem… 48. Quarenta e oito.)



 O árbitro

 Portanto, dois dias depois do jogo, começa uma vaga de fundo, iniciada pelos “arautos da verdade desportiva” em Portugal, os benfiquistas, e amparada pelo Querido Manha y sus muchachos, em que se diz “Epah, o jogo foi tão bonito, porque falam no árbitro?? Depois de um jogo com sete golos, os adeptos da equipa que perde não têm direito em queixar-se do árbitro, mesmo que ele tenha errado, e deviam focar-se apenas no erro do guarda-redes que deu origem ao quarto golo do Benfica”.

 E é isto. Os lampiões querem que os Sportinguistas estejam calados e engulam dois penalties não assinalados (e o fora de jogo de Cardozo, à “Montero” style, agora já não interessa nada), por um árbitro assumidamente benfiquista, que já deu uma peitada num treinador do Sporting em pleno relvado de Alvalade, que já marcou 3 penalties a favor do Benfica em 45 minutos e que levou um par de cornos por causa do Patrício e que ainda ahcem que foi tudo uma “coincidência”. Coitado, errou, como erram os jogadores, dizem eles. E até escrevem comunicados e tudo! "Coerência", exclamam!! Ah, foda-se! :D

Os mesmos que há 4 épocas, apelaram aos seus adeptos para fazerem boicotes aos jogos fora do Benfica, que ameaçaram não participar na Taça da Liga e que “obrigaram” o chefe dos árbitros a vir-se explicar publicamente por que razão o árbitro X não marcou penalty no jogo Y do Benfica. Aqueles que espetaram uma cabeçada nos dentes do árbitro do jogo do fora de jogo de Maicon. Os arautos da verdade desportiva… "Coerência".



 E depois ficam muito surpreendidos quando alguns Sportinguistas festejam as suas derrotas (sim, as vossas derrotas, nunca as vitórias dos outros) na Liga e na UEFA. Pudera!! É sempre para o mesmo lado!

 Ainda me lembro do outro 3-3 na Taça e quando ficámos a jogar com 10, depois de uma simulação do João Pereira e consequente expulsão do Hugo Viana! Lembro-me do Capela, agora lembro-me do Duarte Gomes. E depois vejo em certos blogues vermelhos, pateticamente, odes lampiãs à coragem de BdC em afrontar PdC, publicamente desejando (suplicando??) que BdC se una a LFV e ao Benfica, numa “aliança” conjunta contra o poder do norte. Epah, vão p’ró caralho!


Está à vista de todos que este Sporting tem um rumo bem definido, não se verga ao corrupto clube do Porto nem quer sujar as mãos de vermelho com o seu rival de Lisboa.

Só precisamos de uma ajuda: do 12º jogador, nada mais. P’ró caralho!








O veredicto 

Se este grupo de jogadores, treinadores e dirigentes for para se manter junto durante, pelo menos, mais duas ou três épocas seguidas e reforçado cirurgicamente, aqui e ali, então, copo meio cheio. Apesar do mau resultado (que só será verdadeiramente histórico se os lampiões ganharem a Taça…), diria que ganhámos uma equipa.

Ao invés, se o projecto for interrompido a meio (seja com a saída do treinador ou com excessivas saídas de jogadores), aí, seguramente, copo meio vazio. Perdemos o jogo e um objectivo de época.

Mas pelo que já se conhece dele (só um optimista aceitaria tornar-se presidente do Sporting no seu pior período de sempre!), BdC parece olhar para o copo sem se lamentar… Sporting Sempre!