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18 de maio de 2014

"Ou estão connosco ou contra nós"

"The Great Seal of the United States of America" ou "Esta merda faz-me lembrar qualquer coisa!..."



Excerto do episódio #10 da série documental "The Untold History of the United States", produzida, realizada e narrada por Oliver Stone:




"E no entanto, é a compaixão pelo outro que, afinal, tem distinguido os nossos líderes excepcionais… seja ele Washington, Jefferson, Lincoln, Roosevelt ou em outras frentes, pessoas como Martin Luther King.

George Bush, ao invés, colocou o mundo de sobreaviso: “Cada Nação, cada região tem agora uma decisão a tomar. Ou estão connosco ou estão com os terroristas.”

E justificando o seu direito de o fazer como uma luta monumental entre o bem e o mal. Imaginem um qualquer cidadão de um qualquer país que um homem como este lhes diga “ou estão connosco ou contra nós.” E imaginem como vocês se sentiriam em relação à América.

O povo americano estava ainda sem saber porque tinham sido atacados ou porque é que o Departamento de Estado começou a avisá-los sobre terrorismo numa lista de países estrangeiros que não parava de aumentar. Mas uma parte crescente do povo finalmente começou a perceber o que a maioria dos não-americanos já sabiam que tinham experienciado na metade final do século passado.

Nomeadamente de que os Estados Unidos eram outra coisa do que professavam ser, que eram na realidade como que um monstro militar que tencionava dominar o mundo.

Em vez de explicar as verdadeiras razões por detrás dos ataques - a forte oposição da Al Qaeda à presença de tropas americanas na Arábia Saudita e o apoio americano a Israel na sua luta continua contra os Palestinianos – Bush balbuciava “Porque é que nos odeiam?”

(os negritos são meus, obviamente)







"Porque nos odeiam", perguntava Bush. Só há dois clubes em Portugal, o Benfica e o anti-Benfica, vocifera Rui Gomes da Silva (e os milhões de lampiões que crêem que foram, propositadamente, roubados na final da Liga Europa porque o Platini assim o decretou).

Isto chegou a um ponto em que, ou estamos com eles ou estamos contra eles. Ou somos do Benfica ou somos anti-Benfica. Esqueçam a rivalidade centenária, esqueçam os derbies, esqueçam os very-lights (Descansa em Paz, Rui Mendes.). Ou Benfica ou anti-Benfica. Parolos do caralho.




Na espuma da ejaculação produzida pelas dezenas de directos dedicados à lampionice nestas últimas semanas, passaram despercebidas várias pequenas notícias e informações.

- O Porto emitiu (mais) um empréstimo obrigacionista no valor de 15 milhões e que pode aumentar de valor consoante a procura. Trocando por miúdos, precisam de guita.

- O Benfica, já disse antes, lançou uma mega-campanha de spam, com o intuito de arranjar mais sócios. Basicamente, a banca fechou a torneira e precisam de guita.

- Nesta semana, surgiram os castigos aplicados ao Man City devido ao fair-play financeiro. Basicamente, "só" têm 60 milhões para gastar esta época mas, como vão se libertar de dois ou três "home grown players", serão obrigados a contratar os respectivos substitutos, ou seja, jogadores ingleses. Portanto, esqueçam Mangala e Fernando no Porto por 55 milhões (como diz hoje o CM). É impossível.

- E como a UEFA vai estar de olho bem aberto aos gastos dos clubes nesta época e nas próximas, esqueçam também os 45 milhões da cláusula do William. Ou os 347939445 milhões do Zenit por Garay, Gaitan, Enzo Perez, André Gomes e C.ia.



Tem pinta de "leão"!




Sobre o triângulo Sporting, Jardim e (Marco) Silva, que dizer, excepto que "só sei que nada sei"?

Custa-me, claro, ver o Sporting iniciar outra época com novo treinador, novamente a reconstruir algo em vez de continuar a construir o projecto desenhado há tempos. Se é verdade que mais importante que o destino, é a própria viagem, às vezes sinto que o Sporting anda perdido no meio das perigosas estradas do Peru, arriscando cair a qualquer momento no fundo da ravina, enquanto procura alcançar o "El Dorado", isto é, os títulos.

Ontem, enquanto via o Atlético de Madrid sagrar-se campeão ao fim de 18 anos, em casa do Barcelona, pensei várias vezes que, mais do que orçamentos, "estruturas" ou presidentes, o que interessa realmente é a crença em ganhar. Vontade. E o Diego Simeone incutiu essa vontade de ganhar nos jogadores do Atlético. Eu quero um Diego Simeone no Sporting aos anos. O Sá Pinto parecia que podia trazer essa vontade toda mas saltar dos júniores do Sporting para a equipa principal não é o mesmo que iniciar a carreira de treinador no Racing, passar por Estudiantes, River Plate, San Lorenzo e Catania, antes de chegar ao Atlético de Madrid.

Sinto falta de títulos no Sporting. A brincar, a brincar, já passaram 12 anos depois do último título de campeão. Não exijo - não sou capaz - o título na próxima época mas - lamento, Jardim - quero um treinador que eu saiba que, mesmo não o dizendo publicamente, está pensar mesmo em ser campeão. Como o Simeone, que mesmo com a conversa pública do "partido a partido", nós sabíamos, ou pelo menos, dava a entendê-lo, que o gajo estava mesmo a pensar em ser campeão.

Com o Leonardo Jardim eu sei que era mesmo "jogo a jogo" e depois logo se via. E viu-se. Au revoir.










10 de maio de 2014

Reino da águia

O que é que eu penso sobre o momento e o futuro do Sporting? É difícil, perante tanta informação e contra-informação, perspectivar o que será a próxima época do Sporting. No final da época passada, todos - mas mesmo todos! - esperavam que nos batêssemos pelo 3º ou 4º lugar, pois os dois primeiros seriam, inevitavelmente, Porto e Benfica. Acabámos em 2º e, como disse o Adrien, não estivemos até ao fim a lutar pelo título porque aconteceram algumas coisas.

O presidente diz que, para a próxima época, somos assumidamente candidatos ao título desde o início; o treinador diz que "é preciso criar condições" para tal. Ora bem, vou dizer o que eu penso.

O maior candidato a ser campeão na próxima época é o Benfica. E o Porto será o maior candidato ao 2º lugar - aquele que dá acesso directo à Liga dos Campeões -, com o Sporting na espreita, como esteve esta época. Perante todos os factos, não consigo antever mais nada. Não sabemos quem fica, quem sai, se LJ fica, se sai... só nos resta aguardar.

A dinastia do Porto acabou. E como já disse em posts anteriores, não foi nesta época que acabou. As vitórias de pirro da última época e mesmo da anterior, ocultaram a podridão que invadiu o reino do Dragão. O Flopetegui só veio para o Porto porque era barato e porque já não há 18 milhões para pagar por um Danilo qualquer. Agora é tempo de ir às sobras do Barcelona e Real Madrid B.


Não tenham dúvidas: morte ao Dragão, longa vida à águia!

Que sorte que a Benfica TV teve... no ano em que se torna "paga" e transmite os jogos do clube em sinal fechado, eis que JJ consegue o impossível e alcança o "tetra"...! Não será alheio o pormenor de a Marktest (ou alguém usando este nome) andar a telefonar aleatoriamente (?) aos portugueses, com a desculpa de estar a fazer um estudo de mercado, e andar a perguntar se eu admitiria subscrever uma "nova" Benfica TV caso esta tivesse outra designação, tipo "Footv" ou algo do género.

O império de Luís Filipe Vieira alcançou a velocidade de cruzeiro. Ainda que a mais recente campanha de angariação de sócios - onde enviaram 4,5 milhões de folhetos pelo correio - mais pareça uma desesperada acção de "spam", destinada a angariar "guito" junto dos benfiquistas, pois o Banco de Portugal mandou fechar a "torneira" dos bancos aos clubes de futebol, é inegável assumir que o reino da águia está a ocupar, se é que já não ocupou, o lugar que durante os últimos 30 anos era do Futebol Clube do Porto.


Vou preencher o meu com o nome "Jacinto Leite Capelo Rego"

Importa referir a diferença entre Sporting e Benfica. Enquanto que, para se ser sócio do Benfica, apenas basta estar sentado em casa à espera de um folheto que caia na caixa do correio, nós, Sportinguistas, temos de ser nós, voluntariamente, a efectivar o acto. Sem pavillhão, sem a Caixa Geral de Depósitos a patrocinar, sem Câmaras a facilitar, sem a RTP a ajudar e sem o Governo a dar a mão, só nos resta a nós próprios, somente a nós, Sportinguistas, a ajudar a crescer o nosso grande amor, o nosso Sporting.

Missão Pavilhão, aqui.


(É muito fácil ser-se benfiquista.)


A propósito:

""Segundo os presidentes das colectividades e os proprietários, as Casas do Benfica vivem de resultados e se o Benfica não ganha, existe menos gente a vir ver o jogo e a comprar bilhetes. “No início da época foi alarmante. Chegámos a vender só cinco bilhetes para os jogos. Para este jogo vendemos 106”, adianta António Chaparro"

Presidente da Casa do Benfica de Samora Correia, na semana passada, no jornal regional, O Mirante.



A nossa esperança é que a notícia de hoje do L'Équipe seja verdadeira e que o Jorge Jesus já tenha mesmo assinado um pré-contrato com o Mónaco, aquele clube cujo director desportivo é um tipo chamado Luís Campos e que uma vez conseguiu treinar dois clubes na mesma época e onde ambos acabaram por descer de divisão. Ah, g'anda Jorge Mendes!



O jornalista diz que o JJ já sabe falar "um pouco de francês". Ah, então era isso que ele tem vindo a falar nas flash-interviews!



Só espero é que amanhã, em Alvalade, os Sportinguistas não batam palmas ao Marco Silva, tal como fizeram, há uns anos, ao Rúben Micael...

20 de abril de 2014

Champions

O jogo de ontem foi uma merda. Valeu pela finta do Adrien, o golo do Adrien, o corte do William e pelos três pontos que valeram a entrada directa na Liga dos Campeões. Quando o Rojo foi expulso, imediatamente viu-se o Eric Dier a saltar do banco e começar a aquecer. Gosto tanto disto. Jogadores inteligentes e concentrados no jogo. Ele sabia que ia entrar assim que o Rojo viu o cartão. Não foi preciso o Jardim mandá-lo aquecer. E ainda gosto mais desta foto que ele colocou no Instagram, assim que o jogo acabou:



As tags que o Eric escreveu: #childhooddreams #aindanaoviramnada 



Sempre gostei do Belenenses. Até na época passada sentia um carinho pela equipa do "português" Van Der Gagg. O Miguel Rosa fez-me detestar o Belenenses, bem como o presidente da SAD, o dragão de ouro, Rui Pedro Soares. Ainda assim, que desça o Paços e não o clube dos pastéis.

Sempre estive confiante - aliás, nunca tinha pensado o contrário - que Leonardo Jardim seria o treinador do Sporting na próxima época. Mas os media em Portugal são como pica-miolos, picam, picam, picam, até conseguirem mudar a opinião pública. Até parece que Leonardo Jardim não tem contrato por mais um ano com o Sporting, nem que esse contrato tem uma cláusula de rescisão de 15 milhões de euros. Nem que disse ontem "É um privilégio orientar esta equipa e levá-la à Champions. É o terceiro ano seguido que estou num clube que chega à Champions".

Para o ano estaremos na Champions. Tal como o Liverpool e a Roma. E o Mónaco. E sem Milan ou Inter. Como bem lembrou ontem o Manuel Pedro Gomes, na Sic Notícias, o Benfica e Porto eram cabeças de série nesta época e acabaram eliminados da fase de grupos da Champions. What, me worry?

Não coloco o Sporting como favorito para vencer o campeonato para o ano. O Benfica renovou contrato com a Adidas, onde ficará a receber 10 milhões de euros por época. 10 milhões, uma ida à Champions. O Sporting recebe da Puma 600 mil euros. Uma ida à Taça da Liga.

Colocar o Sporting como favorito, não como candidato, seja na Liga portuguesa seja na Liga dos Campeões (à frente de Benfica ou Porto) seria como dizer que o Benfica não será campeão esta tarde, contra o Olhanense. Uma leviandade.










13 de abril de 2014

Uma questão de perspectiva

Esta merda é tudo uma questão de perspectiva. Tivesse o jogo de ontem sido jogado no início da época e estaríamos todos satisfeitos, contentes por colocar em prática aquilo que na teoria é uma verdade insofismável mas que, por muitas razões, não tínhamos conseguido consolidar nos últimos anos: em Alvalade mandamos nós. Mesmo sem fazer grandes jogos. Mas não jogámos mal. Longe disso. Não me recordo de um lance verdadeiramente perigoso do Gil Vicente junto à baliza do Rui Patrício. Nem um.  Mas como o jogo aconteceu à 27ª jornada da Liga, sentimos todos que, sim, ganhámos, mas...

Aposto que todos os Sportinguistas, quando viram o Slimani a enfiar uma batata na galinheira do Gil, logo no primeiro minuto, pensaram que isto ia dar goleada. Mas não deu. Porque nos estamos a habituar bem.

As coisas são aquilo que nós comparamos com outras coisas. Este mesmo jogo, na próxima época, estará carregado de assobios durante boa parte dos noventa minutos.


É o nosso Cristiano Ronaldo. A sério.


O Carrillo é o nosso único desequilibrador. Enquanto não nos apercebermos disto, veremos sempre os jogos do Sporting com angústia. Quantas bolas perde o Cristiano Ronaldo por jogo? Contem-nas. Quando perguntaram (foi o tipo da RTP que comenta os jogos de futsal, btw) ao Leonardo Jardim, na conferência de imprensa após o final do jogo, porque razão não tinha tirado o Carrillo em vez do Capel, aquando da entrada do André Martins, devido a alguns assobios e insatisfação por parte de alguma parte do público de Alvalade, o treinador do Sporting respondeu com um facto eloquente: as duas assistências para golo vieram dos pés do peruano. Mais palavras para quê?


A Bola escolheu o Cédric como o melhor jogador em campo. O Record escolheu o Carrillo. O Jogo, Slimani. Eu escolho o Rojo. Custa-me ter de utilizar este exemplo mas... gostaria que o Rojo fosse o nosso Luisão. Farto-me de bater na mesma tecla, mas não me ocorre mais nada que isto: Eu quero um Sporting vencedor, ganhador, títulos. E isso só se alcança com trabalho e persistência. Espero que daqui a três anos, o onze do Sporting ainda tenha, pelo menos, sete jogadores desta época.


Estamos na Liga dos Campeões. Na próxima época, vamos comparar os jogos com os desta época. Os jogos da época de Godinho Lopes, Sá Pinto, Vercauteren e Jesualdo (e sétimo lugar) já lá vão.


P.S. A cena dos 50 euros para construir o pavilhão não poderia - deveria! - estar também aberto a adeptos em geral e não fechado apenas a sócios?! E se o dinheiro doado pelos sócios ficar aquém do esperado, como é? Não haverá pavilhão? Não quero que as minhas palavras soem a ultraje mas... espero que esta iniciativa não seja como aquela cena do fecho do fosso levada a cabo por Godinho e Pereira Cristóvão... Uma desculpa para não fazer nada.

EDIT: Parece que a cena do pavilhão também está aberto a adeptos (thanks, @MidFigueiredo!), o que, caso se confirme, muda totalmente de figura. Para melhor, claro está! É que, sendo assim, acredito mesmo que o pavilhão será uma realidade.





9 de março de 2014

Empatar direito por apitos tortos

Sei que muitos Sportinguistas não terão a mesma opinião e sei bem que dirão que é fácil criticar na hora das derrotas dos empates mas eu não tenho jeito nenhum para elogios e tenho de colocar em algum lado a frustração. Também foi para isto que criei o blog. ^^

Eu, no final do jogo.


Eu acho que o empate em Setúbal foi merecido. Gostei muito mais de ver os putos do Setúbal a jogar á bola do que a que a equipa do Sporting. E a arbitragem de Vasco Santos “empatou” direito por “apitos” tortos. Ou seja:

- Golo mal anulado ao Sporting. (Isto chegou a um ponto em que já só comemoro os golos do Sporting quando a equipa adversária recomeça o jogo com a bola a meio-campo)
- Golo duvidoso do Sporting.
- Golo do Setúbal vindo de um fora de jogo.
- Penalty discutível a favor do Sporting (e que eu não assinalaria num jogo de outra qualquer Liga que não a portuguesa).
- Penalty absurdo a favor do Setúbal.

Contas feitas, o resultado mais justo (mais pelo o que o Vitória jogou, não pelos golos alcançados) seria um empate 1-1.

Sim, a arbitragem esteve um desastre, para não variar, mas não considero que tenha sido isso a principal causa para o empate. A principal causa foi a de que não jogámos um caralho!! Quem não soubesse, diria que tinha sido, afinal, o Adrien a ter jogado a meio da semana e não o Sir William Carvalho. E quem começa o jogo com menos dois jogadores (Magrão e Carrillo), só pode estar agradecido por não ter acabado o jogo com uma derrota.

Os sinais já estavam aí desde há várias semanas mas aqueles golos a acabar os jogos tiveram o condão de nos dar os três pontos correspondentes à vitória e de mascarar as pobres exibições que vínhamos fazendo.
A pressão no meio-campo contrário acabou, as arrancadas do Jefferson até à área adversária (penalty em Coimbra?) desapareceram, o André Martins encolheu e o Montero fugiu. 

E - agora vou mesmo contra a doutrina dominante - se alguém tinha dúvidas, hoje ficou demonstrado por que razão o Paulo Bento não convoca o Adrien e o Cédric. Pronto, está dito.

Este jogo pôs-me a pensar, que raio iremos fazer à Champions a jogar assim? Não temos defesa para atacar lá na frente e não temos ataque para jogar cá atrás. Quero com isto dizer que não temos uma dupla de centrais suficientemente rápida (tínhamos o Ilori…) que nos permita jogar em ataque continuado permanente e não temos jogadores atacantes suficientemente rápidos que nos permita jogar em contra-ataque. Estamos aqui num limbo existencial. Se for para jogar a “sério” na Champions, ou contratamos um defesa central “top” ou um ou dois avançados/médios ofensivos “top”. Se formos para lá jogar desta forma, vai ser complicado.


Falei na Champions pois é isso que interessa realmente. Esqueçamos o título. Aliás, desde já, felicito o Benfica pelo título conquistado na época 2013/14 desta Liga em que o Abdolaye não joga contra o Porto, o Miguel Rosa não joga contra o Benfica e o João Mário joga contra o Sporting.

Parabéns, “campeões”.

22 de setembro de 2013

O Xistrema...

… Seria o título do post que usaria se eu fosse um lampião que escrevesse neste blog ou neste, ou se escrevesse, pasme-se, no jornal oficial do Benfica. Como não sou, usaria “Um Jardim sem Orquídeas” para descrever o que se passou ontem à noite em Alvalade.

Também poderia ter utilizado como título para o post uma frase que começa a ficar célebre em Alvalade (“Não vi, não vi!”), já que é a segunda vez que me lembro de a “ler” nos lábios de árbitros que apitam jogos do Sporting em casa e que têm de (não) decidir lances de mãos de jogadores adversários nas áreas. O primeiro foi João Ferreira que respondeu o mesmo que Xistra (“Não vi, não vi!”), assim que Ricardo, o então guarda-redes do Sporting, correu em sua direção gritando que o golo do Paços de Ferreira tinha sido marcado com a mão. Hoje foi Adrien e André Martins gritarem a Xistra “Mão!”, ao que o suposto adepto do Sporting respondeu, “Não vi, não vi!”.

Mas a principal razão para não termos vencido ao Rio Ave não se chama Xistra mas sim, por absurdo que pareça, Markovic ou Quintero. Infelizmente, o Sporting não tem no seu plantel um jogador que “ganha-jogos-sozinho” como o sérvio do Benfica ou o colombiano do Porto. Tinha esperanças que Carrillo fosse o nosso joker mas está mais visto que não é. Usando outra terminologia do jogo de cartas, Carrillo é um bluff, que às vezes (poucas) resulta mas na maior parte das vezes, não resulta.

Uma orquídea verde.

Se não temos "orquídeas", temos de ir lá com ervas daninhas, cactos, ou seja o que for. Começámos a empatar o jogo a partir do momento em que o nosso jardineiro preocupou-se mais com o jardim do vizinho e resolveu colocar em campo um pesticida (Rinaudo) para tentar conservar a flor que tinha nascido na primeira parte e protegê-la de investidas do Rio Ave, em vez de ter semeado uma nova flor que resultasse um novo fruto (golo). Não foi por Xistra que não ganhámos o jogo, foi por não termos ainda presente que, no jardim de Alvalade, quem manda somos nós e, portanto, em vez de defender o 1-0, deveríamos ter ido à procura do 2-0 e não tentar conservar o golo de vantagem. Não há Markovic, há Mané. Não há Quintero, há Vítor. Foda-se.

Para acabar, a única coisa boa que retiro deste empate (e exibição) de merda, é que, finalmente, vai-se acabar com a treta do Sporting “candidato” e mais não sei o quê. Infelizmente, não somos candidato a nada. Depois da miserável classificação da época passada, do brutal corte no orçamento desta época, é absolutamente estúpido tentar adivinhar, neste momento, se o Sporting é candidato ao título, à Liga dos Campeões ou à UEFA.


Com muita pena minha, este ano, não poderemos almejar mais do que o 2º ou 3º lugar. E mesmo esse posto será difícil de alcançar… 

É caso p’ra dizer aos jogadores do Sporting que este jogo com o Rio Ave foi um “abre-olhos”. Espero que não os fechem muitas mais vezes esta época.

18 de setembro de 2013

Laranjas azedas em Portimão

Vi hoje o Portimonense 2-0 Sporting B e eis o que ressalvo desta hora e meia perdida:

- Não me lembro de qualquer remate com perigo à baliza do Portimonense. (o Abel falou em duas ou três oportunidades na primeira parte mas, honestamente, não me lembro de nenhuma)

- A arbitragem de um tal José Laranjeira fez-me duvidar se estava a ver um jogo dos Distritais ou o anunciado jogo entre duas equipas da “Liga Revolution by Cabovisão”.

- O amarelo ao Iuri Medeiros por simulação, o penalty absurdo assinalado por “mão” de Esgaio e amarelo ao Piris e não-mostragem de cartão ao tipo do Portimonense que lhe deu uma joelhada nas costas, foram do pior que já vi esta época. E tudo no mesmo jogo. E tudo contra o Sporting. Os “pássaros” aterraram mesmo na 2ª divisão. Temos de arranjar um espantalho, está visto.

- Quanto a tácticas e esquemas utilizados pela equipa de Abel, não digo nada, pois não percebo nada dessa merda.

- Agora, quanto à atitude competitiva… Epah, não vi cortes de carrinho, brigas pela bola, cerragem de dentes, chamar nomes (aos adversários e aos próprios colegas), qualquer indício de vontade de ganhar o jogo, nada. Não vi nada.

- Mas ouvi o Abel no final do jogo a dizer que estava tudo bem. #medo

- E gostei (muito) de ver o mister Jardim, de óculos escuros, nas bancadas do estádio algarvio, a ver o jogo. Isto tem muito que se lhe diga… mas fica para outro post.

- Quanto aos jogadores utilizados, não houve ninguém que se destacasse. Apenas o Ivan Piris me entusiasmou um pouco. É lutador, vai lá à frente sem medo, defende razoavelmente bem e, atendendo que jogou a lateral esquerdo, não esteve mal. Quanto ao resto… meh.


- Finalmente, após a “bebedeira” das renovações e com um olhar mais sóbrio e mais atento nos putos da Academia, começa-se a vislumbrar quem terá qualidade para justificar a renovação e quem, pelo contrário, irá, inevitavelmente, ficar pelo caminho… É fodido mas é a vida.

28 de julho de 2013

Serenidade ou "tranquilidade v2.0"

A primeira nota de destaque para o jogo de apresentação de ontem entre o Sporting e a Real Sociedad vai para o minuto de silêncio antes da partida, em memória do trágico acidente rodoviário de Santiago de Compostela. É que não foi mais um simples minuto silêncio habitual que estamos acostumados a ver nos estádios portugueses, em que aos 5 segundos, o silêncio é interrompido por um tipo a bater palmas e que mete todo o estádio a fazer barulho durante o suposto… minuto de silêncio. Ontem não, ontem foi um verdadeiro minuto de silêncio. Palmas.



Minuto de silêncio, Sporting - Real Sociedad por SangueLeonino



Palmas foi o que se ouviu durante os primeiros 20 minutos da "nova" Curva Sul, pois parece que, depois de um elemento da Juve Leo ter colocado uma tarja um pouco por cima da tarja dos Directivo, estes não gostaram e pararam de bater palmas e de apoiar o Sporting a partir daí. Nem sei que dizer sobre isto. Tal como não soube o que dizer quando o Carlos Xavier disse que não sabia se ia ao jogo de ontem, pois ainda "não tinha recebido nenhum convite". Palhaçada. Ou só eu sei porque não somos campeões.


Quando vi os jogadores desfilarem para a apresentação, fiquei desiludido. Tudo por causa de um nome, Ilori. A sério que fiquei. Para mim, Ilori é mais precioso que Bruma. Por uma razão simples; extremos há aos pontapés, defesas centrais já é mais difícil. Mais difícil do que encontrar defesas centrais em Alcochete, só encontrar (bons)defesas centrais na 2ª divisão brasileira. Confesso, fui um dos que torceu o nariz quando vi aquele auto-golo no Canadá mas ontem… Fiquei deveras surpreendido com a exibição – e não foi pelo golo – que o Maurício protagonizou. Até quando pode, julgo que aos 65 minutos. Indisposição, diz ele. ‘Tava todo roto, digo eu.

Cédric. Não percebo como é que um tipo que sabe falar alemão e tudo, é tão… burrinho em campo. Da exibição dele, recordo-me de um passe (falhado) dele, mesmo em frente a Leonardo Jardim, na segunda parte, e que deu origem a (mais) um contra-ataque (não me chamo Jorge Jesus) dos espanhóis. Isto porque também me lembro de um lance exactamente igual, mas com Vercauteren no banco e a meter as mãos à cabeça assim que Cédric falhou um passe. Tal como Leonardo fez ontem. Metam mas é o Cédric a ver vídeos do Philipp Lahm.

Patrício esteve tão bem como se de um jogo de despedida se tratasse. Wait!...

Jefferson não fez esquecer Insúa (ainda) mas só com o jogo de ontem já fez esquecer um tal de… Joãozinho. (1 milhão! Ahhahahah). 

William “Yaya Touré” Carvalho fez um jogo do… caraças! Sempre a tentar jogar ao primeiro toque, não se limitando a tarefas defensivas, prático, simples, tudo aquilo que Rinaudo não é.  E eu sou um grande admirador do argentino…

Começamos o jogo com 6 jogadores vindos da formação e iniciámos a 2ª parte com 7. Acho que nos 19 ou 20 jogadores, 10 são da "cantera". Enough said. E uma palavra à paciência de Wilson Eduardo que, após Bettencourt, Costinha, Paulo Sérgio, Carvalhal, Godinho Lopes, Vercauteren, Domingos, Sá Pinto, conseguiu aguentar-se no Sporting de modo a, finalmente, concretizar o sonho antigo de jogar ao lado do seu irmão, João Mário, com a camisola do Sporting.


Finalmente, quero apenas destacar o treinador. Como escrevi ontem ou anteontem, finalmente temos um treinador a sério. E que diferença faz! Imagino estes jogadores ontem sob o comando de, por exemplo, Sá Pinto. Estão a ver um formigueiro quando mandamos para lá um bocado de açúcar? Era assim o Sporting de Sá Pinto (e Vercauteren). 

Com Jardim, temos serenidade e organização. Se calhar era por isso que o Antero Henriques o queria para o Porto.

20 de julho de 2013

Run, Bruno, Run!

A última crítica de certos “Sportinguistas” a BdC e a Inácio é a de que não levaram a Taça de Honra a sério, pois marcaram um estágio no Canadá e jogos particulares para a mesma data, impedindo o Sporting de se apresentar na máxima força na dita Taça e, particularmente, no jogo contra o eterno rival desta noite, pois a equipa principal prepara-se para defrontar o Peñarol.

Não sei o que pensaram os benfiquistas quando leram esta notícia de Junho e que dizia que o Benfica tinha agendado participar num torneio na África do Sul, onde jogariam 2 jogos particulares, nos dias 19 e… 21 de Julho, mas acredito que foram bem mais benevolentes com o Shéu-ou-quem-quer-que-seja-que-marque-jogos-particulares-do-benfica do que foram os Sportinguistas com Inácio.

Talvez por terem sentido algum peso na consciência, os responsáveis benfiquistas tenham decidido não dar a importância devida à Taça de Honra que alguns “Sportinguistas” exigem que tenha, pois JJ incluiu na sua convocatória para o jogo de hoje bastantes jogadores “secundários”.

Este texto está muito chato, eu sei, mas tinha de o escrever, pois parece que tudo está mal num lado da 2ª Circular e tudo está bem no outro lado.

O que sei é que a tarefa de Bruno de Carvalho vai ser tão ou mais difícil do que a de Lola, no filme “Run, Lola, Run”. Encontrar 100 mil marcos em 20 minutos ou encontrar o caminho para a sobrevivência do enorme Sporting Clube de Portugal, venha o diabo e escolha. Mas atrevo-me a dizer que, encontrar em 3 meses, um acordo com a Banca, uma aprovação de reestruturação financeira, renovação (por 5 anos!) com João Mário, Mica e Esgaio, pagamento de dívidas a Baltazar e à Câmara de Odivelas, entre outras, tudo isto em 3 meses, é bem mais difícil do que ganhar 100 mil marcos, à terceira tentativa, num casino qualquer.

Não entendo também muito bem as críticas à equipa de Leonardo Jardim, tendo em conta que, ainda por cima, dos dois jogos efectuados até agora, apenas umas 4 mil pessoas o terão visto. E metade delas estão no Canadá e não sabem escrever (bem) português. Criticar agora o trabalho de BdC, Inácio e Jardim, é como criticar o bolo de um pasteleiro quando este está ainda juntar os ovos à farinha e quando ainda nem sequer juntou o açúcar. Deixem o bolo ir ao forno e, quando provarem a primeira fatia, aí sim, digam de vossa justiça. Até lá, falem sobre o estado do mar da Costa de Caparica, do Seguro ou uma cena dessas. Foda-se.

"Benfica? Nem pensar!"


Última palavra para “Ponde e Chaby mostram como se faz”. São destes Sportinguistas que o Sporting necessita como de pão para a boca. Tipos que, de certeza, choram quando o Sporting perde.

Se BdC conseguir manter estes putos juntos durante 2, 3, 4 épocas…