Curiosidade: um dos relatores das Comissões municipais de Finanças e de Urbanismo de Lisboa que vão elaborar um parecer sobre a proposta de isentar o Benfica das taxas é um ex-dirigente do Sporting, o socialista e maçon Rui Paulo Figueiredo. Era ele que tratava da comunicação do Sporting de Godinho Lopes.
Imaginem se tivéssemos o João Gabriel a decidir se o Sporting teria ou não direito a isenção do pagamento de taxas... lol. Mas não temam os benfiquistas, pois há uma longa tradição de Sportinguistas com responsabilidades políticas com gosto em ajudar o rival da Luz (Santana Lopes, Ferreira Leite...).
3 de março de 2015
Um "Sportinguista" vai ajudar a decidir se o Benfica paga as taxas ou não
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Marinho Neves sobre Couceiro: "Foi sempre um medíocre"
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| "Humm, para onde vou a seguir? Setúbal? Coimbra?" |
https://www.facebook.com/marinho.neves/posts/10203375350093836
2 de março de 2015
(Ainda) Não temos cadastro
Esqueçam os fundos, a Doyen, o BES, o Pinto da Costa, o Bebiano, o Duque - esqueçam esses vilões todos com quem BdC já travou guerras - o maior adversário do presidente do Sporting está aí e chama-se "adeptos do Sporting".
Eu já vi este filme demasiadas vezes. Como escrevi há uns tempos, o Sporting está metido num interminável loop maldito: Equipa não ganha - adeptos desesperam - presidente demite treinador - equipa não ganha - adeptos desesperam - presidente demite-se - novo presidente - a equipa não ganha - adeptos desesperam - presidente demite treinador - equipa não ganha - adeptos desesperam -presidente demite-se - novo presidente...
Acredito que esse loop, este complexo de Groundhog Day, vai ser finalmente quebrado com este presidente mas admito que está difícil. A vitória na final da Taça de Portugal deste ano é crucial para que tal aconteça. Ganhar no Jamor dará a BdC mais uns 6 meses de descanso até que o burburinho dos adeptos do Sporting comece de novo a fazer-se ouvir. Ganhar no Jamor, manter Marco Silva e a maior parte destes jogadores e fazer como fez JJ esta época: apostar (mesmo!) no campeonato. Apesar de muito difícil, é possível ser campeão. Não se pode é empatar em casa com o Moreirense, Belenenses e Benfica.
Ganhando o campeonato, acaba-se o loop.
Já vimos que, com as arbitragens que tivémos em Gelsenkirchen e Wolfsburg que a Liga Europa merece-nos tanta credibilidade como a Taça da Liga, portanto é rodar a equipa nesses jogos europeus e concentrarmos-nos apenas naquilo que interessa: ganhar os jogos da Liga. Ganhar ao Moreirense ou ao Belenenses em Alvalade é mais importante, neste momento da vida do clube, do que ganhar ao Wolfsburg ou ao Schalke.
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| Quero que os jogadores do Sporting sejam feios, porcos e bons! |
Esta equipa, estes jogadores, este treinador, ainda não tem cadastro futebolístico. Ao pé de jogadores como Quaresma, Brahimi ou Jackson, são autênticos meninos de coro. É isso que me irrita neste Sporting de Marco Silva. Ok, eu gosto de ver os jogadores do Sporting a trocarem bem a bola e a jogarem um futebol de ataque mas há alguma equipa que ganhe títulos só com "meninos" a trocar bem a bola? Só o Barcelona e mesmo esses têm lá o Daniel Alves, Mascherano e Busquets p'ra dar umas porradas quando é preciso ou rodearem o árbitro, pedindo cartões amarelos para o adversário.
Em Roma sê romano. Em Portugal atiras-te para o chão a gritar quando mal te tocam e levantas o braço a pedir penalty sempre que a bola bata, da cintura para cima, num jogador adversário. E metes o pé rijo em todas as entradas para lá do nosso meio campo.
Espero que Marco Silva tenha aprendido com os seus erros (e não ilibo BdC também de alguns...) e que não os cometa novamente na próxima época. E é absolutamente essencial que BdC não perca a cabeça nem tome decisões para satisfazer a multidão, como fez LFV nos seus primeiros anos de mandato. Antes de JJ, houveram Camacho, Koeman, Fernando Santos, Quique Flores, Chalana...
A propósito, na primeira época de Mourinho, o Real foi trucidado em Nou Camp, perdendo 5-0. É admirável ler hoje o que o guarda-redes suplente na altura, Dudek, escreveu no seu livro sobre esse momento:
"5-0. Conseguem acreditar? O Barcelona derrotou-nos por 5-0. Foi um massacre. Depois do jogo, o nosso balneário estava um caos. Uns estavam a chorar, alguns a discutir e outros não tiravam os olhos do chão. Depois, José Mourinho entrou no balneário. Ele sabia que tudo tinha sido muito mau. Olhou para nós e disse:
'Eu sei que dói. Muito. Para muitos de vós, isto pode parecer a maior derrota das vossas vidas. Mas é só o início. Eles agora estão contentes, como se já tivessem ganho o campeonato. Mas apenas ganharam um jogo. Há ainda um longo caminho a percorrer para vencer o título. Amanhã, vocês estão livres. Mas não vão ficar em casa. Quero que vão ter com as vossas mulheres, filhos ou amigos e que vão dar um passeio pela cidade. Quero que demonstrem às outras pessoas que estão a saber lidar com isto. Talvez ouçam coisas más pelo caminho, mas não se escondam. Mostrem a vossa coragem. E depois disso, vamos lutar pelo título.'
Eu pensei para mim: 'Caramba, isto faz sentido'. Todos olharam entre si e pensaram que isto tinha resultado. Nós acabámos por nos reerguer mais rápido do que qualquer pessoa pensava. Nesse momento, depois do que Mourinho disse, percebi a real importância do lado psicológico no Desporto. Como te pode fazer rapidamente vencer ou perder. E percebi também o quão inteligente e forte psicologicamente era Mourinho."
E, na época seguinte, o Real foi campeão espanhol com 100 pontos. O JJ também levou uma vez 5-0 do Porto no Dragão, não foi despedido e agora vai ser bicampeão.
Já agora, enquanto estava a escrever isto, lembrei-me de outro momento do Mourinho, quando deu um "murro na mesa" e prometeu que seriam campeões na próxima época, após terem terminado esse ano em 3º lugar. E foram...
Era isto que eu queria (quero) para o meu Sporting. Um murro na mesa, muito sangue frio e Marco Silva na(s) próxima(s) época(s).
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28 de fevereiro de 2015
Também se dão os parabéns a mitómanos?
O Sport Lisboa e Benfica diz que faz hoje 111 anos. Em relação a datas de comemoração de aniversários do clube, podemos ler num documento .pdf intitulado "AS VERDADES DETURPADAS DA HISTÓRIA DO BENFICA" e que está alojado no site oficial do Benfica, isto:
O "4º aniversário" e não "os seis anos de existência".
"A primeira grande comemoração de aniversário de que há notícia escrita bem desenvolvida ocorreu em 1910, onde está explícito que se “organiza uma festa para comemorar os seis anos de existência do SLB” [ver Os Sports Ilustrados]. E assim, sucessivamente, ao longo do tempo. Nada foi “esticado“ nem manipulado."
Vamos lá então ver o que diz Os Sports Illustrados #8, do dia 30 de julho de 1910, seis dias após a realização da festa de aniversário do Sport Lisboa e Benfica, disponível a toda a gente no sítio da Hemeroteca Digital da Câmara Municipal de Lisboa:
"No domingo passado, 24, realizou o Sport Lisboa e Benfica um concurso de sports atléticos no seu campo de Benfica, para comemorar o 4º aniversário da fundação do clube."
O "4º aniversário" e não "os seis anos de existência".
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| primeira-página do jornal Os Sports Illustrados, #8, 30 de julho de 1910 |
"Nada foi “esticado“ nem manipulado." lol.
Fontes:
AS VERDADES DETURPADAS DA HISTÓRIA DO BENFICA
Hemeroteca Digital da Câmara Municipal de Lisboa
25 de fevereiro de 2015
24 de fevereiro de 2015
"Nani está contente em Alvalade e quer ficar mais um ano"
Nani está contente em Alvalade e quer ficar mais um ano, diz o irmão José Almeida, irmão do futebolista leonino, desdramatiza as lágrimas do extremo e garante que, apesar de ter convites, o facto de estar perto da família leva-o a querer ficar em Alvalade.
Nani marcou um golo no domingo, frente ao Gil Vicente, que correu mundo. E chorou. E o país futebolístico perguntou por que razão o extremo se emocionou, pois não é comum vê-lo fora de controlo. A justificação tarda em chegar e nem o irmão José Silva consegue encontrar uma explicação para o que se passou ao minuto 69 do encontro entre os leões e os minhotos de Barcelos. Ainda assim, nas entrelinhas, deixa escapar que algo da esfera da vida privada pode estar a condicionar o rendimento desportivo de Nani. "Ainda não falei com ele, enviei-lhe uma mensagem a dar os parabéns pelo golo. A verdade é que ele não costuma ser assim, passou por momentos mais complicados no Manchester e nunca o vi chorar. Até por isso fiquei preocupado com o que se passou", diz ao DN José Almeida, que depois faz uma pequena adenda: "Problemas temos todos. Ele tem a sua família, o que se passa em sua casa não temos de saber.
Ninguém saberá, são coisas da sua vida." Desde que regressou de uma lesão contraída no final do ano passado, Nani tarda em reencontrar a boa forma. Pelo golo, e respetiva beleza, José Almeida vê nesse momento, por ventura, uma forma de virar a página. "Talvez ele tenha sentido que retirou uma enorme carga das costas. São coisas da vida, ele está habituado à crítica. Há muitos que passam por esses momentos e que não conseguem libertar-se. Ele conseguiu e agora as coisas vão começar a correr melhor, sem dúvida", sustenta.
A beleza do Natal
A conversa chega a um ponto em que é inevitável abordar como vai ser o futuro de Nani, emprestado, até ao final da presente época, pelo Manchester United ao Sporting. E, sem o esperarmos, falamos do Natal, essa bela quadra que os futebolistas a trabalhar em Inglaterra não conseguem viver na plenitude. E tudo isto vem a propósito das reais possibilidades de Nani em manter-se de verde e branco na próxima temporada. "Acho que ele tem sérias possibilidades de permanecer no Sporting. E vou dizer-lhe mais: se ele ficar, o segundo ano será ainda melhor. Não acredito que o Van Gaal [ treinador do Manchester United] seja a pessoa ideal para trabalhar com o Nani. E, como Nani tem mais três anos e meio de contrato com o Manchester United, sinto que se os dois clubes se entenderem ele ficará feliz, porque está contente no Sporting. Sabe, houve uma coisa importante para ele neste ano: o Natal. Ele nunca festejou o Natal em Inglaterra por causa do boxing day. E o Natal para ele foi melhor do que tudo, perto da família, e isso é importante para ele, sentir a família perto", desvenda José Almeida.
Os convites e as funções
Nani regressou ao Sporting em condições muito especiais. O Manchester United paga-lhe integralmente o vencimento — cinco milhões de euros anuais —e o Sporting usufrui do seu talento. Tudo isto foi possível porque Louis Van Gaal perdeu-se de amores por Marcos Rojo. Agora, e percebendo-se que dificilmente voltará a Old Trafford, há pelo menos o receio de o Sporting não ter pedalada para acompanhar outros clubes quando Nani analisar propostas. "Ele já não é nenhum miúdo, para o ano faz 29 anos, depois faz 30 e os clubes, pelo menos os grandes, gostam de talentos jovens. Mas sim, ele tem convites, estamos nós, a família, a tratar disso e há mais uma pessoa que está metida no meio. Ainda assim, acho que se as funções dele no Sporting ficarem bem esclarecidas, e os clubes se entenderem, ele desejará ficar. Pode fazer no Sporting mais um, dois anos e depois pensar num contrato economicamente vantajoso, no Dubai ou nos Estados Unidos, um pouco como fez o David Beckham", avança José Almeida, revelando um pouco daquele que pode ser o futuro do futebolista.
Marco Silva é, segundo o irmão de Nani, alguém que entende muito bem o internacional português: "Já falámos sobre isso e ele considera o Marco Silva uma boa pessoa. Fala dele com apreço e é uma das pessoas com quem tem uma relação mais próxima dentro do Sporting." Aconteça o que acontecer, com dores ou sem dores, como deixou subentendido Nani no final do encontro deste domingo, o extremo é a grande esperança leonina para os três importantes encontros que se avizinham: Wolfsburgo, na quintafeira, Liga Europa; FC Porto, no domingo, Liga; Nacional, Taça de Portugal, na quinta- feira dia 8 de março. Talvez por isso Nani tenha deixado ontem a sua profissão de fé numa rede social: "Quando se acredita Nele, tudo é possível."
Nani marcou um golo no domingo, frente ao Gil Vicente, que correu mundo. E chorou. E o país futebolístico perguntou por que razão o extremo se emocionou, pois não é comum vê-lo fora de controlo. A justificação tarda em chegar e nem o irmão José Silva consegue encontrar uma explicação para o que se passou ao minuto 69 do encontro entre os leões e os minhotos de Barcelos. Ainda assim, nas entrelinhas, deixa escapar que algo da esfera da vida privada pode estar a condicionar o rendimento desportivo de Nani. "Ainda não falei com ele, enviei-lhe uma mensagem a dar os parabéns pelo golo. A verdade é que ele não costuma ser assim, passou por momentos mais complicados no Manchester e nunca o vi chorar. Até por isso fiquei preocupado com o que se passou", diz ao DN José Almeida, que depois faz uma pequena adenda: "Problemas temos todos. Ele tem a sua família, o que se passa em sua casa não temos de saber.
Ninguém saberá, são coisas da sua vida." Desde que regressou de uma lesão contraída no final do ano passado, Nani tarda em reencontrar a boa forma. Pelo golo, e respetiva beleza, José Almeida vê nesse momento, por ventura, uma forma de virar a página. "Talvez ele tenha sentido que retirou uma enorme carga das costas. São coisas da vida, ele está habituado à crítica. Há muitos que passam por esses momentos e que não conseguem libertar-se. Ele conseguiu e agora as coisas vão começar a correr melhor, sem dúvida", sustenta.
A beleza do Natal
A conversa chega a um ponto em que é inevitável abordar como vai ser o futuro de Nani, emprestado, até ao final da presente época, pelo Manchester United ao Sporting. E, sem o esperarmos, falamos do Natal, essa bela quadra que os futebolistas a trabalhar em Inglaterra não conseguem viver na plenitude. E tudo isto vem a propósito das reais possibilidades de Nani em manter-se de verde e branco na próxima temporada. "Acho que ele tem sérias possibilidades de permanecer no Sporting. E vou dizer-lhe mais: se ele ficar, o segundo ano será ainda melhor. Não acredito que o Van Gaal [ treinador do Manchester United] seja a pessoa ideal para trabalhar com o Nani. E, como Nani tem mais três anos e meio de contrato com o Manchester United, sinto que se os dois clubes se entenderem ele ficará feliz, porque está contente no Sporting. Sabe, houve uma coisa importante para ele neste ano: o Natal. Ele nunca festejou o Natal em Inglaterra por causa do boxing day. E o Natal para ele foi melhor do que tudo, perto da família, e isso é importante para ele, sentir a família perto", desvenda José Almeida.
Os convites e as funções
Nani regressou ao Sporting em condições muito especiais. O Manchester United paga-lhe integralmente o vencimento — cinco milhões de euros anuais —e o Sporting usufrui do seu talento. Tudo isto foi possível porque Louis Van Gaal perdeu-se de amores por Marcos Rojo. Agora, e percebendo-se que dificilmente voltará a Old Trafford, há pelo menos o receio de o Sporting não ter pedalada para acompanhar outros clubes quando Nani analisar propostas. "Ele já não é nenhum miúdo, para o ano faz 29 anos, depois faz 30 e os clubes, pelo menos os grandes, gostam de talentos jovens. Mas sim, ele tem convites, estamos nós, a família, a tratar disso e há mais uma pessoa que está metida no meio. Ainda assim, acho que se as funções dele no Sporting ficarem bem esclarecidas, e os clubes se entenderem, ele desejará ficar. Pode fazer no Sporting mais um, dois anos e depois pensar num contrato economicamente vantajoso, no Dubai ou nos Estados Unidos, um pouco como fez o David Beckham", avança José Almeida, revelando um pouco daquele que pode ser o futuro do futebolista.
Marco Silva é, segundo o irmão de Nani, alguém que entende muito bem o internacional português: "Já falámos sobre isso e ele considera o Marco Silva uma boa pessoa. Fala dele com apreço e é uma das pessoas com quem tem uma relação mais próxima dentro do Sporting." Aconteça o que acontecer, com dores ou sem dores, como deixou subentendido Nani no final do encontro deste domingo, o extremo é a grande esperança leonina para os três importantes encontros que se avizinham: Wolfsburgo, na quintafeira, Liga Europa; FC Porto, no domingo, Liga; Nacional, Taça de Portugal, na quinta- feira dia 8 de março. Talvez por isso Nani tenha deixado ontem a sua profissão de fé numa rede social: "Quando se acredita Nele, tudo é possível."
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22 de fevereiro de 2015
O Bart é lampião e a Lisa é leoa
Quando se confronta um lampião com mais um jogador adversário expulso ou um golo mal anulado, ou seja, o vulgo "colinho", a resposta é sempre a mesma, "Ah, ganhávamos na mesma". Aliás, esta é a resposta típica do treinador e jogadores do Benfica nas entrevistas pós-jogo: "Ganhávamos na mesma".
Ok, mas quem garante isso?
Há um enigma filosófico muito giro e que me lembro de ouvir há anos. Este:
"Se uma árvore cai e não está lá ninguém, ela faz barulho?"
Os crentes respondem sempre que sim, que faz barulho. Outros, diriam que não, que o som é o resultado da agitação do ar e que sem ouvidos para receber tais vibrações, não haveria som. Para haver som, teria de estar lá alguém para ouvir. Este enigma poderá não ter uma resposta absoluta mas tem, pelo menos, o condão de nos deixar em dúvida, em alerta, de questionar.
Poderia o Benfica ganhar na mesma aqueles jogos em que foram expulsos jogadores ou (mal) anulados golos adversários? Os benfiquistas responderão sempre que sim. Outros duvidariam. O problema é que este enigma não gera debate em Portugal, além, naturalmente, de Sportinguistas e Portistas. Os benfiquistas, outrora fervorosos debatedores da "verdade desportiva", "fairplay" e outras coisas do género, abstém-se de comentar hoje em dia e a única palavra que lhes ouvimos sair da boca/teclado é apenas "azia". É normal, já todos sabemos quão hipócritas são os lampiões na hora das vitórias; o pior é que já nem sequer os jornalistas se questionam. É muito mais fácil ver apenas a árvore e não a floresta.
Ok, mas quem garante isso?
Há um enigma filosófico muito giro e que me lembro de ouvir há anos. Este:
"Se uma árvore cai e não está lá ninguém, ela faz barulho?"
Os crentes respondem sempre que sim, que faz barulho. Outros, diriam que não, que o som é o resultado da agitação do ar e que sem ouvidos para receber tais vibrações, não haveria som. Para haver som, teria de estar lá alguém para ouvir. Este enigma poderá não ter uma resposta absoluta mas tem, pelo menos, o condão de nos deixar em dúvida, em alerta, de questionar.
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| Nove jogos (Moreirense 2x) a jogar com mais um em vinte e dois é muita fruta. |
Poderia o Benfica ganhar na mesma aqueles jogos em que foram expulsos jogadores ou (mal) anulados golos adversários? Os benfiquistas responderão sempre que sim. Outros duvidariam. O problema é que este enigma não gera debate em Portugal, além, naturalmente, de Sportinguistas e Portistas. Os benfiquistas, outrora fervorosos debatedores da "verdade desportiva", "fairplay" e outras coisas do género, abstém-se de comentar hoje em dia e a única palavra que lhes ouvimos sair da boca/teclado é apenas "azia". É normal, já todos sabemos quão hipócritas são os lampiões na hora das vitórias; o pior é que já nem sequer os jornalistas se questionam. É muito mais fácil ver apenas a árvore e não a floresta.
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| Obviamente, se os Simpsons gostassem de futebol português, o Bart seria lampião e a Lisa seria leoa. |
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21 de fevereiro de 2015
#LigaMickeyMouse
- "Só depois das expulsões é que ganham"
- "Não nos deixaram fazer mais"
João Pedro, jogador do Moreirense.
#LigaMickeyMouse
- "Não nos deixaram fazer mais"
João Pedro, jogador do Moreirense.
#LigaMickeyMouse
17 de fevereiro de 2015
Pós-derby (fora de campo)
Tem de ser:
o pós-derby.
Tudo começou
na infame tarja “VERYLIGHT 96” erguida durante minutos por adeptos benfiquistas
no derby de futsal disputado no pavilhão da Luz. E ainda cantavam “E foi o
very-light que o fodeu, oh oh” ao mesmo tempo que assobiavam, imitando o som de
foguetes. Magnífico. Imaginem um jogo entre a selecção de Israel e Alemanha, em
Munique, e aos vinte e tal minutos de jogo ser desfraldada uma tarja dizendo
“AUSCHWITZ 44”, ao mesmo tempo que os adeptos alemães silvavam um estridente
“Sssssssssss”, como que imitando o gás a ser libertado numa das câmaras de
morte nazi. Pior. Imaginem que a Merkl estava na bancada, sem reagir e sem que
alguma autoridade mandasse retirar a tarja e/ou apreender os que a levantaram.
Pior ainda. Imaginem que o jogo terminava e nem no dia seguinte a Merlk ou o
Estado alemão tinham efectuado um mero pedido de desculpas público a Israel e
aos israelitas. Alguém seria capaz de de censurar Israel se cortasse relações
institucionais com a Alemanha?
A desculpa
dos lampiões, é uma tarja exibida
em Alvalade que dizia “SIGAM O KING”. O “KING”, presumidamente, seria uma
referência a Eusébio da Silva Ferreira, considerado ainda por muitos como o
melhor jogador português de sempre. O Eusébio, para bem ou para o mal, feliz ou
infelizmente, já faz parte do imaginário popular português e mundial – é um mito. Não um
mito como qualquer coisa que não corresponde à verdade mas um mito como sendo
algo transcendental, uma lenda, um “deus”. Para os benfiquistas, nesta religião
que é o futebol, sem dúvida que Eusébio será um deus e, claro, um mito. Até
para não-benfiquistas. Ora, os mitos não são humanos e aqueles que o eram,
deixaram de o ser assim que se tornaram mitos. Um mito é-o para o bem e para o
mal. Tanto se celebra um mito como se o ofende. Dizer para seguirem o King é
tão ofensivo como dizer “vai chatear o Camões”. Eusébio é um mito e os mitos ou
vão para o Panteão ou para o caralho. Camões, Dom Sebastião e Afonso Henriques
que o digam.
Rui Mendes
era humano, da vila de Luso, concelho da Mealhada (vivo relativamente perto de
Lisboa e tive de ir ao Google ver onde fica esta merda) e que um dia resolveu
ir ver uma final da Taça de Portugal a Lisboa e não voltou porque um
benfiquista resolveu que era boa ideia levar uma pistola de verylights e
dispará-la contra Sportinguistas. Mas pior do que ter sido um benfiquista a
matar um Sportinguista, foi mesmo a forma como o Benfica (não) reagiu nos anos
seguintes a esta tragédia. Era puto mas não recordo de ter havido pudor na
forma como comemoraram a vitória no final do jogo nem de qualquer posição
oficial por parte da direcção a condenar o acto (mas é possível que tenha
havido e eu não me lembre/saiba). A equipa do Sporting sempre que vai jogar ao
Jamor deposita uma coroa de flores junto à bancada onde morreu Rui Mendes. Não
me recordo de qualquer acto ou gesto por parte da equipa do Benfica quando joga
no Jamor. O benfiquista que matou Rui Mendes, Hugo Inácio, além de ser
considerado um herói junto de alguns “brothers in arms”, nunca teve uma palavra
pública de desculpas à família, ao Sporting, a ninguém. A segunda vez que
ouvimos falar de Hugo Inácio, além do dia do verylight, foi quando a polícia o
apanhou, depois de ter fugido da prisão onde cumpria pena, a mandar cadeiras
para cima de agentes da autoridade, em pleno estádio… da Luz. Provavelmente, ainda hoje continua a ver os jogos do Benfica na Luz sem qualquer problema.
| Parece que isto não aconteceu. São efeitos especiais feitos na Sporting TV. |
Tão grave ou
pior que estes factos, só mesmo os petardos e tochas arremessados para cima de
adeptos do Sporting mas como é normal, tais eventos foram esquecidos e metidos
para debaixo do tapete. Luís Filipe Vieira, num discurso (nada populista e nada hipócrita) numa
Casa do Benfica à frente de câmaras de televisão, onde, no meio de inúmeras
críticas e menções a Bruno de Carvalho, disse que “a violência não se resolve
no Facebook” (oh, a ironia!), não teve uma única palavra a condenar ou censurar
os tais arremessos de tochas e petardos. Nem uma. E para adicionar insulto à
injúria, parece que tivemos ontem o inenarrável Rui Gomes da Silva a tentar
desculpar os meninos sem nome, culpabilizando os adeptos do Sporting por terem
anteriormente atirado objectos para cima dos meninos!
Rui Gomes da
Silva, membro da direcção de Luís Filipe Vieira, putativo candidato a
presidente do Benfica (e o mais forte deles todos, até agora) e
o comentador que, semana após semana, acusa BdC de ser populista e demagógico.
Rui Gomes da Silva, o mesmo que na sua página oficial (!) de Facebook, elogia constantemente os meninos das claques (não-oficiais) do Benfica e
que no programa Dia Seguinte coloca à frente da sua autoridade moral os seus próprios interesses benfiquistas e que nunca colidirão com
os meninos das claques. Mesmo que isso implique defender quem celebrou a morte de um adepto rival.
Corte de
relações? Peaners!
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