24 de agosto de 2014

Futebol subjectivo

O futebol é isto. Ou isto é o futebol. Ou o jogo só acaba quando o árbitro apitar. Ou jogámos bem mas não ganhámos. Ou jogámos mal mas ganhámos (que é o que interessa).



Terceira imagem que encontrei no Google após pesquisar por "subjetivo futebol". Interessante.


Comentar jogos de futebol é tão subjectivo como ser juiz no Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol. Há um mês, apenas um dos três candidatos à presidência da Liga tinha a sua candidatura dentro de todos os pressupostos legais, um mês depois, os outros que não cumpriam os pressupostos é que estão dentro da legalidade e o outro que tinha sido dado como único candidato legal, afinal, é o que está ilegal. Bem-vindos ao futebol português.

Na A Bola de hoje, o "jornalista" que esteve em Alvalade, um tal de José Manuel Delgado, o mesmo que critica a pobre exibição do Nacional e Rio Ave nos jogos europeus, diz o seguinte acerca do jogo de ontem:

"Mas vamos ao jogo e às dificuldades que Pedro Emanuel colocou aos leões. O Arouca colocou um autocarro em frente à baliza do excelente Goicoechea? Nem por sombras."

Noutro jornal, no Correio da Manhã, André Figueiredo, escreve o seguinte:

""(...) o Arouca defendeu de autocarro à frente da baliza de um super guarda-redes."


Se ontem o Montero tivesse enfiado lá para dentro aquelas duas bolas que teve ao seu dispor ou se tivéssemos logo marcado golo se aquela grande penalidade, no início da segunda parte, tivesse sido assinalada, tudo seria diferente. "Grande jogo, domínio total, grande Sporting"

O Arouca passou de meio-campo umas 4 vezes. Oportunidades claras de golo do Arouca, não me lembro de nenhuma.

Do que vi ontem, não vi nada que já não tivesse visto na época passada. Muita posse de bola, domínio total e muita ineficácia lá na frente. Às tantas, já estava à espera que a meio da segunda parte tivéssemos sofrido um golo num canto ou isso e só depois partiríamos "com tudo" lá p'ra cima em busca do golo já nos últimos minutos do jogo. E conseguiríamos marcar golo, não duvido. O do empate. Mas, vá lá, ganhámos.

Mas a exibição, em si mesma, aparte do "pormenor" da incapacidade de enfiar a bola dentro da baliza mais vezes durante o jogo, não foi má. O Nani em cada 10 vezes que leva a bola à linha, cruza ou remata 9 e perde uma. O Capel em cada 10 bolas à linha, perde cinco. O Nani fez um bom jogo até à altura da aberrante marcação do penalty. Tinha de ser o Adrien a marcar, ponto. Mas pronto, ao menos esta merda aconteceu já no início da época e dará tempo ao Nani para se aperceber que esta merda é um jogo de equipa. Espero eu.

Três notas finais:

- Nos jogos em casa contra os "Aroucas" do nosso campeonato, é para se jogar, sempre, com dois avançados lá na frente!!

- O Adrien foi um verdadeiro "capitão" na forma como encarou a cena do penalty. Durante e depois, já na flash-interview. P'ra quando a braçadeira?

- E para quando o João Mário no lugar do André Martins?


Vem aí o derby. Que não ganhamos "lá" há alguns anos. Pronto, é isso. Vem aí o derby.


23 de agosto de 2014

Falar ou não falar

O futebol português é tão... peculiar. Os adeptos do Benfica acham que o seu presidente fala pouco, os do Sporting nunca tiveram um presidente que falasse tanto e os do Porto... bem, os do Porto ninguém sabe o que pensam. Os adeptos do Porto são um mistério. Têm uma presença de espírito e uma personalidade tão reivindicativa como os zombies da série Walking Dead. Basicamente, são uns mortos-vivos.


O tópico do dia é chamar "Vale e Azevedo" a Bruno de Carvalho. Desde o jornalista e diretor-adjunto ou o caralho que foda, João Bonzinho, d'A Bola, passando pela Leonor Pinhão, terminando no Rui Santos, no Record. Diz ele hoje que não se recorda de, alguma vez, um presidente de clube ter ido esperar um jogador contratado ao aeroporto.

 lol. Eu lembro-me. E bem.

Luís Filipe Vieira foi esperar o Moretto, esse grande guarda-redes do Benfica, na senda de outros do mesmo calibre, como Júlio César I, Roberto ou Artur. E foi uma recepção "brutal"! Inesquecível.







Não me lembro muito de Vale e Azevedo. Lembro-me, bem, que foi sob a sua vigência que o Benfica sofreu uma derrota impiedosa em Vigo, Corunha. 7-1. Lembro-me que não foi ele a iniciar a Benfica TV. E também me lembro que foi com ele que, em boa hora, o João Pinto decidiu sair do Benfica. Conseguem imaginar, "hoje", o William Carvalho rescindir com o Sporting e ir parar ao Benfica? Eu não.

Esta ânsia de querer colar a imagem de Vale e Azevedo (porra, não há uma abreviatura porreira para isto! VeZ? VZ? Bah!) é muito engraçada.

Também me lembro muito bem de, na época passada, ouvir vários comentadores e jornalistas a olharem para BdC com uma bonomia e simpatia tão grande como aquele casal de velhotes que descobre, por acaso, uma cria de leão no descampado perto de casa, deixado para trás por um circo que tinha assentado arraiais há uns dias. Pegaram nele, levaram-no para casa, alimentaram-no, "Oh, tão fofinho!", exclamaram, enquanto lhe acariciavam o pêlo e sentiam as patas do leão, sem garras, acariciando a suas peles gastas e rugosas. Enquanto fez umas brincadeiras apalhaçadas consigo próprio, tipo esgrimir a luta Bruma-Bebiano-Sporting, toda a gente achou piada ao leãozinho BdC.

O problema é quando o leão cresceu e começou a arranhar, e a mexer noutros interesses. Nessa altura, por muito que achassem piada ao leão que viram crescer desde pequeno, estava em causa a sua própria sobrevivência, leia-se, dar luta a Benfica e Porto. Foi nesse momento que tiveram de decidir entre continuar a acarinhar o leãozinho inofensivo que viram crescer ou dar luta ao leão que cresce, a cada dia que passa, rumo ao seu destino final e natural: ser o rei da selva.

É óbvio que optaram pela segunda via. O leãozinho, pequerrucho e engraçado, já deixou de o ser. Já arranha e já morde. Veremos, com a Doyen, se fatalmente.




(No Correio da Manhã de hoje, o jornalista António Pereira, intimamente ligado ao Benfica, escreve uma prosa onde dá conta do desconforto que também o Benfica começa a sentir relativamente à Doyen Sports,  por achar que esta tem privilegiado o Porto em detrimento do Benfica, nomeadamente aquando do falhanço da vinda do Guilavogui, que foi parar ao Wolfsburg, apesar do 50% do seu passe ser detido pelo fundo e do interesse do Benfica em contar com o seu préstimo. O título da peça até se chama "Rivais contra a Doyen Group". Delicioso. :)

20 de agosto de 2014

Já não temos "azar"!

Foi no O Artista do Dia que li, há um ou dois meses, creio, alguém a mencionar nos comentários uma interessante contabilização relacionada com o Sporting. Infelizmente, não anotei o post onde esse comentário foi colocado, de modo a poder dar o devido crédito a quem reparou nisto primeiro. De qualquer forma, fica aqui registado a "origem" de este post que escrevo agora.

Nani no Sporting é uma grande, grande notícia e seria-o sempre, fosse qual fosse o presidente a concretizar tal façanha, fosse qual fosse o treinador que terá o privilégio de o treinar e fosse qual fosse a época em que tal acontecesse. Calhou nesta, com Bruno de Carvalho a presidir o clube e Marco Silva a treinar a equipa. Perfeito. Mais perfeito ainda, só os tais 9 milhões de euros que vão direitinho para a Missão Pavilhão.

Depois do banho público de confiança e Sportinguismo que recebemos ontem, é tempo de voltar à terra, isto é, à Liga "Mickey Mouse" Tuga. Ora, por muito bem que o Nani esteja, jogar nos verdadeiros campos de golfe que são os relvados ingleses não tem comparação com o que se vai passar por cá na Tugolândia. É aqui que entra a interessante contabilização que o leitor do O Artista do Dia fez sobre o Sporting e o imenso "azar" que temos.


O Desportivo de Chaves é um clube de futebol sediado na cidade de Chaves, claro está, bem no meio da região de Trás-os-Montes, conhecida pela sua beleza natural e clima de contrastes, muito frio no inverno e quente no verão. O Desportivo de Chaves subiu, pela primeira vez, à Primeira Liga, na época de 1985/86. E por lá ficou até à época de 1998/1999, com uma descida à Segunda Liga pelo meio, contabilizando assim 13 épocas no primeiro escalão.

Nessas 13 épocas em que esteve na Primeira Liga, o Chaves recebeu no seu estádio as outras equipas do campeonato, incluindo, obviamente, as equipas dos 3 "grandes", Sporting, Porto e Benfica.

A contabilização, muito simples, que o tal leitor do O Artista do Dia fez, e que eu fui confirmar, é esta:

Nas 13 épocas do Desportivo de Chaves na Primeira Liga, eis os meses em que recebeu no seu estádio, os 3 "grandes":

Sporting                                               Benfica                                   Porto

janeiro                                                  novembro                               fevereiro        
janeiro                                                  outubro                                  janeiro
janeiro                                                  outubro                                  abril
janeiro                                                  abril                                       dezembro
outubro                                                 novembro                              setembro
novembro                                             abril                                       abril
maio                                                     abril                                       setembro
novembro                                             maio                                      maio
janeiro                                                  março                                    outubro
janeiro                                                  outubro                                 janeiro
dezembro                                             março                                    fevereiro
janeiro                                                  novembro                              dezembro
janeiro                                                  dezembro                              maio



Portanto, em 13 épocas, o Sporting teve o "azar" desgraçado de ir jogar aos Trás-os-Montes 8 vezes(!) no mês de janeiro, o mês mais frio do clima português. E quando não jogou em janeiro, jogou 2 vezes em Novembro e outra em Dezembro. Nem vou comparar a "sorte" que os outros "grandes" tiveram no sorteio da Liga "Mickey Mouse" Tuga nem sequer fazer a contagem dos pontos angariados nessas idas a Chaves (uma miséria). Quero apenas constatar que o "azar" que tivemos nesses anos e que parece que continuou a amaldiçoar-nos. É que, depois do Chaves, eis o Arouca.


O Arouca subiu à Primeira Liga na época passada pela primeira vez na sua história e ficou logo definido no "sorteio" que se deslocaria a Alvalade na primeira jornada e, consequentemente, receberia o Sporting na segunda volta no mês de... isso, adivinharam, janeiro! Lembram-se?


Nem sei como conseguimos ganhar este jogo!


Ah, se tivéssemos um bocadinho de "sorte" e só jogássemos com o Arouca nas jornadas finais do campeonato, poderíamos até ter ido jogar ao estádio de Aveiro e evitado o "batatal" do relvado Municipal do Arouca!...

(A propósito, parece que o diferendo entre a Câmara local e o Arouca já está resolvido, pois o Arouca 1-1 Estoril da primeira jornada desta época jogou-se no Municipal de Arouca, sem quaisquer problemas. Isto é a Liga "Mickey Mouse" Tuga no seu esplendor!)



Mas o "azar" parece está a deixar-nos! Parece mentira mas é mesmo verdade! O "sorteio" desta época estipulou que o Sporting receberá o Arouca na 2ª jornada e que se deslocará ao clube do norte apenas no próximo dia 1 de... Fevereiro!

Uff! Já não é em janeiro! Weeeeeee! Que sorte! :D





17 de agosto de 2014

Estupidifiquem-me

Adoro ver Breaking Bad. Ou adorei, neste caso, visto que a série já terminou. Devorei cada episódio como se fosse um filme. Aliás, como disse o David Lynch "I like the idea of a continuing story… and television is way more interesting than cinema now. It seems like the art house has gone to cable."

Cada jogo do Sporting na Liga parece um episódio de Breaking Bad, True Detective, The Wire ou Fargo. Cada jogo do Sporting transporta, para quem assiste, drama, suspense, comédia e, por vezes, mesmo terror. Em cada jogo do Sporting assistimos a uma panóplia de sentimentos semelhante àqueles que cada episódio das séries acima referidas transmite. Não é fácil ser do Sporting. Não é fácil acompanhar o enredo de The Wire ou True Detective.

Perdes uns dois ou três episódios e nunca perceberás o final da temporada, isto é, perdes uns dois ou três jogos e nunca serás campeão no final.

Apesar de gostar muito de Breaking Bad ou The Wire, muitas vezes não tenho paciência para tanto drama e indefinição. Quero ser "confortado" e sinto falta do aconchego dos finais previsíveis de CSI ou Criminal Minds. Nestas séries, o guião é completamente conhecido à partida: acontece o crime (golo do adversário), os protagonistas (equipa da casa) suspeitam de alguém erradamente, voltam à "estaca zero" e, no final, conseguem descobrir quem foi o(s) autor(es) do crime (= ganham o jogo).


Táctica do pirilau


Como disse, por muito que goste de Breaking Bad, The Sopranos ou The Wire, às vezes sinto falta de ser estupidificado e não ter de me preocupar em como alcançar a "satisfação" final. Às vezes, tenho inveja dos adeptos do Benfica e Porto, cuja estupidificação semanal é... semanal. :(

15 de agosto de 2014

Liga-mos

A pré-época até 'tava a correr bem. Novo treinador - o mais desejado de todos os "novos treinadores" -, novos-jogadores-novos, bom ambiente e, sobretudo, poucas saídas de jogadores. Apesar de todas as investidas, de todos os vaticínios, parecia que o Sporting ia conseguir manter a "espinha dorsal" da equipa da época passada. Na pior das hipóteses, perderia um de três: ou William, Rojo ou Slimani.

Saindo William, creio que o Rosell, para a Liga "Mickey Mouse" Portuguesa, chega e sobra. Mas se sair, vai faltar um suplente de Rosell...

Se sair o Rojo, tenho de acreditar que tal já era previsível pela direção (o que não acredito, na verdade, tendo em conta as palavras do Marco Silva, após o jogo com o Nacional de Montevideo, quando disse que o Rojo era "fundamental") e que as contratações do Sarr e Rabia foram concretizadas tendo em vista, precisamente, esse desfecho.

Se sair o Slimani, 'tamos fodidos. Quem é que vai enfiar a batata lá dentro? O Montero, que não marca golos desde novembro ou dezembro passado? O Tanaka, até me parece um gajo "frio" no momento do remate, mas não nos esqueçamos que o gajo vem do Japão, um país onde as regras de etiqueta dizem que, se alguém oferecer um presente a um convidado, isso irá criar no receptor um sentimento de obrigação insatisfeita e, muitas vezes, o convidado recusa aceitar o presente. O Tanaka vai encontrar pela frente, na maior parte das vezes, defesas centrais que só não vendem a mãe se não puderem.

Eu cheguei a ler, nas últimas duas semanas, crónicas e artigos de jornalistas "desportivos" que diziam que o Sporting era o maior candidato a vencer a Liga!  E depois, pronto, aconteceu o que todos sabemos. Rojo e Slimani ficaram de fora do grupo, castigados, e parece que apenas o argelino tem ido treinar.

Não censuro Bruno de Carvalho. Se me aparecesse este tipo do vídeo abaixo, a falar inglês e fingindo ser um representante do Manchester United, a tentar convencer-me que o Rojo tinha de sair do Sporting por 20M (o que, na prática, após as divisões para o fundo e o ex-clube do argentino, o Spartak de Moscovo, daria p'raí uns 2M ao Sporting), também o mandava ir dar uma volta a Beverly Hills:





Mas estou a divagar. Sobre a Liga "Mickey Mouse" Portuguesa que vai começar hoje. Não tenho ilusões.

O Benfica, apesar de tudo, continua a ter o melhor treinador disponível para este tipo de campeonatos, em que a mediocridade é o denominador comum entre a maior parte das equipas. O melhor exemplo que encontro para explicar isto é a forma como o Benfica de Jorge Jesus costuma marcar os lançamentos laterais "ofensivos": com lançamentos longos para dentro da área contrária. Além do Benfica e mais um ou outro clube da Liga, só vejo esse tipo de lançamentos em jogos das distritais. O futebol português é isto.

O Benfica, para esta Liga "Mickey Mouse", tem futebol suficiente para ganhar o campeonato novamente. E se não tiver futebol, tem sempre uma "sorte" do caralho. Com os árbitros, com os jogos em Aveiro contra o Arouca, com o Jardel a mandar a bola à barra, enfim, com tudo!

O Porto, apesar do "investimento", é uma incógnita. Tudo depende da motivação dos "craques" vindos do outro lado da fronteira.

O Sporting, para conseguir alcançar, no mínimo, aquilo que alcançou na época passada, o 2º lugar, vai ter de encarar cada jogo, mais uma vez, como se fosse uma final. Vi alguns jogos do Porto nesta pré-época e não vi grandes diferenças com a qualidade de jogo apresentado pelo Sporting. A diferença é que, enquanto que para o Sporting conseguir marcar um golo, toda a jogada colectiva tem de correr bem, já no Porto basta meter a bola no meio da área, que o Jackson há-de resolver.

O Sporting não tem um "abre-latas", um "desequilibrador", um tipo que ganhe jogos sozinho, enfim, um "craque". O único que se aproxima disso é o Carrillo, mas quando vemos outros jogadores, de outros campeonatos e mesmo do nosso, vemos que lhe falta aquele killer instinct essencial para alcançar esse estatuto. E ele 'tá quase a chegar ao ponto de "não-retorno". Se não for esta época que ele "explode", creio que nunca mais o fará.


Pronto, não me lembro de mais nada para escrever. Estou... err, yep, estou pessimista. :P


14 de agosto de 2014

6º Mandamento

Sporting Clube de Portugal


Eu defendo o Sporting. Para mim, actualmente, os inimigos do Sporting são os seus rivais, Benfica, Porto, o Braga, Guimarães e, até prova em contrário, também o Estoril e o resto dos clubes da 1ª Liga. Os inimigos do Sporting são agentes sem escrúpulos e fundos que fazem negócios milionários para os nossos rivais e negócios miseráveis para o Sporting.

Recordo-me, já com o Sá Pinto ao leme da equipa, eu acreditar (ainda) na gestão de Godinho Lopes e na sua verdadeira vontade de fazer crescer o Sporting. Basta ir ler o que escrevi então no Cabelo do Aimar. Não gosto de perder o meu tempo a colocar em causa quem trabalha no meu clube, excepto quando se torna evidente que o insucesso é a conclusão óbvia desse trabalho.

Neste momento, não vislumbro que caminhemos para o abismo, aliás, muito pelo contrário, como vislumbrei quando JEB tomou as rédeas do clube (e colocou no clube “Sportinguistas” da estirpe de Costinha e Maniche e ainda contratou Pongolles, Paulo Sérgios e Carvalhal…) ou quando se tornou óbvio que Godinho tinha perdido o rumo do clube durante a inacreditável saga de mudanças de treinadores entre Sá Pinto, Oceano, Vercauteren e Jesualdo.

Neste momento, não vislumbro uma alternativa válida a esta direcção e a este presidente. Baltazar e o seu escritório cheio de 10 plasmas a darem jogos de futebol?? Ahaha

Neste momento, todas as minhas energias são dedicadas para apoiar o Sporting e para desmascarar a dualidade de critérios da comunicação social portuguesa, desportiva e não só.

Neste momento, não vou perder tempo com rumores e boatos envolvendo dirigentes do Sporting nem perderei tempo com opiniões ditas e escritas dias antes de se jogar o primeiro jogo do campeonato (!) sobre como o Sporting só contratou flops ou como já não aposta na formação.

Sim, aviso já que é isso que aí vem - e com força -, caso não vençamos os primeiros jogos do campeonato. Basta ouvir com atenção o sermão do Rui Santos esta semana no Hora Extra e ler os sinais que andam por aí, seja no blog do jornalista do Record, Eugénio Queirós, seja em blogs (alô, Visão do Mercado!) ou seja em páginas do Sporting no Facebook.


Portanto, como estava a dizer no início do post, seja aqui no blog, no Twitter ou no café, eu primeiro defendo o Sporting, e só perante o inadmissível, utilizarei este espaço para contestar o rumo para a desorganização e ineficácia que o meu clube, eventualmente, um dia, volte a trilhar. Como já fiz, por exemplo, - e quem me "conhece", lembrar-se-á, certamente -, com um vídeo intitulado "Isto é o Sporting!" e onde tentei demonstrar o completo desastre para onde o Sporting de então estava a caminhar...


Até lá, tento sempre me lembrar dos mandamentos de um dos grandes nomes do Sporting, Salazar Carreira, que um dia lembrou-se de compilar, e bem, uma série de "10 Mandamentos do Sporting".

Reza assim o 6º:

"Nunca em público amesquinhes os actos de quem represente o teu Clube; roupa suja lava-se em família e o teu dever é criar em toda a parte, pelas tuas palavras e pelos teus actos, um ambiente favorável ao Sporting, enaltecendo-o."


Saudações Leoninas

Ladies and gentlemen, Nélio Lucas!

Ladies and gentlemen,

Nélio Lucas, de director de casting de modelos, e com passagem por Hollywood e Beverly Hills, a falso agente de jogadores e director da Doyen!