Mostrar mensagens com a etiqueta hipocrisia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta hipocrisia. Mostrar todas as mensagens

10 de janeiro de 2017

Més que un Estat

O #EstadoLampiânico não se resume apenas aquilo que vemos nos campos de futebol.

Já o sigo há bastante tempo no Twitter e tenho o blog nos meus favoritos mas admito que não sou leitor assíduo, até porque o blog é demasiado "táctico". Refiro-me ao blog "Lateral Esquerdo", escrito por um treinador de futebol, Pedro Bouças. Como disse, não sigo muito o blog e não tenho nada positivo ou negativo a dizer sobre o próprio blog e o seu autor. Refiro apenas que nas redes sociais, o blog (e o seu autor) sempre teve uma aura de "blog de culto", e  vi-o ser muitas vezes referido e partilhado no Twitter.

Há umas semanas, lembro-me de ter visto referências ao facto de o autor do blog ter sido convidado para participar na Benfica TV, julgo - pelo que li no Twitter - a convite de um "militante" lampião, o JG1904, mais um daqueles filhos de Sportinguistas e que o Complexo de Édipo ajuda a explicar o seu ódio ao Sporting (e a chegada de Bruno de Carvalho à presidência do Sporting também explica, claro). Bom, li que tinha ido à Benfica TV e tal, não pensei muito no assunto. Para dizer a verdade, sempre que li o blog, julguei sempre tratar-se de algo mais pró-verde do que pró-Benfica mas é apenas uma suposição. Se for o contrário, atesta bem a isenção do autor. 

Mas é seguinte que quero fazer notar: como disse, já acompanho o blog há já algum tempo, sempre foi um blog "semi-obscuro", apenas para tipos que gostam de tácticas e não sei quê - não é um blog de "massas" - , mas tenho a certeza de que os jornalistas desportivos deste país, pelo menos a maior parte, conheciam o blog. Vi algumas vezes jornalistas a partilharem posts do blog. Bom, após o tal convite à Benfica TV (nem sei se continua a lá ir), reparo numa reportagem no jornal A BOLA, há umas semanas, onde o autor do "Lateral Esquerdo" é convidado a dar uns bitaites sobre o Manchester United, creio. É verdade que já não costumo ler A BOLA com tanta atenção como o fazia anteriormente mas não me lembro de o ter visto o Pedro Bouças escrever por lá... E hoje reparo que o site do Record (não sei se também terá espaço em "papel") também já tem uma secção do Lateral Esquerdo, escrito pelo próprio Pedro Bouças.


Como disse, nada contra o Pedro Bouças, absolutamente nada. Que fique bem claro. Apenas quero constatar que é engraçado ver que os jornais desportivos só se interessaram pelo Lateral Esquerdo após a "benção" da Benfica TV. A minha área não são os meios de comunicação social nem nunca tive interesse pessoal no assunto (só me interesso por causa do Sporting) mas se eu fosse um recém licenciado na área, sei bem qual seria a primeira coisa que colocaria no curriculum vitae: "benfiquista". Aposto que foi isso que escreveram (na verdade, acho que nem precisaram) os tipos do Azar do Krajl e do Insónias em Carvão para começarem a colaborar no Expresso e Record, respectivamente.

Estamos em plena era dourada (ou vermelha...) daquilo que eu gosto de chamar "A Banalidade do Lampionismo". É normal os jornalistas, cronistas, colaboradores ou diretores serem lampiões. Ou árbitros.








BÓNUS:

Hoje reparei num tweet do vice-diretor do Record, o Nuno Farinha, onde ele criticava os Sportinguistas por se terem queixado do lance que deu origem ao golo do Feirense.







No meu leitor de RSS feeds do pc, é relativamente fácil pesquisar os últimos tweets de qualquer user do Twitter que lá adicione. Perdi cerca de 5 minutos e encontrei, apenas relativo aos últimos dois ou três meses, os seguintes tweets do Nuno Farinha a criticar árbitros e a arbitragem em geral, quase sempre relacionado com o futebol espanhol. Isto é a hipocrisia dos jornalistas lampiões de hoje. Não aceitam críticas aos árbitros e à arbitragem portuguesa mas, no fundo, eles são iguais a nós... aliás, são piores, porque também são fanáticos e, ao mesmo tempo, jornalistas, com capacidade de influenciar opiniões. O verdadeiro #EstadoLampiânico.


6 de julho de 2016

Isto não é problema de pele, é um problema de matemática.

Isto não é problema de pele, é um problema de matemática.






"O Águias da Musgueira não está a exigir uma percentagem, mas está a pedir. Ao contrário do que é noticiado, o Renato não foi para o Benfica com 9 anos, foi com quase 11 anos feitos, e com uma carta de desvinculação do Águias da Musgueira", explicou António Quadros ao SAPO Desporto."


http://desporto.sapo.pt/futebol/primeira_liga/artigo/2016/05/10/aguias-da-musgueira-quer-uma-pinguinha-do-valor-da-transferencia-de-renato-sanches

18 de junho de 2016

Campanha anti-Renato

Concordo plenamente com os dois directores adjuntos dos dois maiores jornais desportivos do país: é uma vergonha a campanha anti-Renato que está a ser feita pelos portugueses.

















A sério, isto é demencial. São eles, os directores de jornal, que vêem "fantasmas" em todo o lado.

23 de outubro de 2015

#NosOsAntis

Querem melhor exemplo da hipocrisia lampiã do que este?

O fórum "oficial" de adeptos do Sporting, forumscp, tem uma duas secções dedicadas aos rivais, designadamente o "Lampionices", com 1831 páginas, e o "Frutaria", com 1151. É ali que se fala (e se goza) sobre os rivais do Sporting. Sem complexos ou hipocrisias.


O fórum "oficial" dos lampiões, o serbenfiquista, tem uma secção pomposamente designada como "Competições Nacionais 2015/2016", com 6528 páginas. Pois bem, e do que se goza fala nessa secção? Do Sporting e do Porto. Hipocrita e complexadamente. :)


#NosOsAntis

13 de setembro de 2015

Nada lá fora, penalty cá dentro

Há muito tempo que penso nisto mas foi preciso um jogo de um campeonato espanhol para me fazer escrever sobre isto: muita da "iliteracia futebolística" dos adeptos portugueses é culpa dos narradores/comentadores de futebol. A estes exige-se que conheçam, de frente para trás, os regulamentos e leis do futebol. É naqueles cinco segundos imediatos ao lance duvidoso que o juízo "final" é feito pelo narrador/comentador de serviço: "Penalty que o árbitro não assinalou" ou "Penalty mal assinalado". São eles, para o bem e para o mal, que definem que tipo de debate iremos ter na próxima semana nos mais variados debates futebolísticos, seja no trabalho, esplanada ou estúdios de televisão.

Os narradores/comentadores portugueses são como os árbitros portugueses ou como os adeptos portugueses: uma merda. Por exemplo, lembro-me de ouvir montes de vezes o Pedro Henriques, ex-jogador do Benfica e actual comentador da Sporttv, quando ele comentava jogos da Liga Inglesa, a defender que certo lance num Chelsea-Leicester, por exemplo, não era "nada" e que o árbitro fez muito bem em não assinalar falta ou dar amarelo. Mas quando o ouvimos a comentar um Paços de Ferreira-Benfica, subitamente, esse lance que não era "nada" em Stanford Bridge, passa a ser merecedor de "falta e cartão e amarelo" na Mata Real. As regras e leis do futebol não mudaram, o comentador não mudou, mas o critério mudou. Porquê? Porque o futebol da #LigaMickeyMouse portuguesa tem as suas idiossincrasias e que modifica a "psique" de todos os seus agentes: jogadores, árbitros, jornalistas, adeptos e por aí fora. É por isso que os jogadores portugueses caem menos quando jogam lá fora, que os árbitros são menos condescendentes quando apitam jogos da UEFA e porque os jornais desportivos escrevem na primeira página "ROUBO" quando o Sporting é prejudicado contra o Schalke e escrevem "HINO AO FUTEBOL" quando o Sporting é roubado na Luz.

Ontem, quando via a segunda parte do Atlético de Madrid-Barcelona (não vi quase da primeira parte), ocorreram dois lances de "mão na bola", segundo os narradores/comentadores da Sporttv. Vi um com muita atenção, o lance do remate do Neymar ao braço do Godin. Repito, remate do Neymar ao braço do Godin, não mão na bola após remate do Neymar. Para os narradores/comentadores da Sporttv, era penalty claríssimo e, possivelmente, vermelho para o Godin. Isto a juntar aos outros 3 penalties ou livres não assinalados anteriores por "mão na bola". É então que os ouço a catalogar a arbitragem de Mateu Lahoz como sendo "péssima" e outros adjectivos semelhantes. Bom, deve estar a ser uma arbitragem de merda, pensei eu. Mas hoje leio esta crónica sobre a arbitragem de ontem no jornal AS, suponho que escrita por um ex-árbitro espanhol ou alguém especializado no meio.




"Houve quatro 'mãos', mas acertou em não assinalá-las como penalty"




Os narradores/comentadores portugueses são, geralmente, uma merda. Não sabem as regras detalhadamente, são arrogantes e aborrecidos. Contudo, são muito, muito perigosos. Fazem lembrar os fiscais de linha que conseguem passar entre os pingos da chuva ao mesmo tempo que cometem as piores atrocidades vistas em campos de futebol. Cuidado, muito cuidado com eles.

11 de setembro de 2015

Anti-hipócrita

Das coisas mais patéticas que o típico lampião tem incluído no seu discurso de pacotilha é a já célebre carta do "anti-Benfica". Como se o clube deles fosse algo tão magnânimo e tão celestial que não houvesse possibilidades algumas de haver quem - Oh, heresia! - não goste deles e, pasme-se, querer que percam sempre. Pfff, esses Sportinguistas, os únicos adeptos do mundo que odeiam o clube rival. Mas como??

Para a mente tacanha do típico lampião, isto é um conceito inconcebível, algo extraordinário, não conseguem perceber. É como tentar explicar que, se é verdade que existem 6 milhões de benfiquistas em 10 milhões de portugueses, então a probabilidade de haver mais árbitros benfiquistas a apitar os jogos do Benfica, consequentemente, sentir os benefícios de tal facto, é muito maior do que, por exemplo, haver sportinguistas que queiram subscrever a BTV.

A rivalidade existiu, existe e continuará a existir. Aqui, em Espanha, em Itália, em todo o lado. Em cada um de nós há um "anti". A diferença entre o Sportinguista e o lampião típico é que um sabe o que "hipocrisia" significa e o outro não.


(Para quem não sabe:

hi·po·cri·si·a 
(grego hupokrisía, -as, desempenho de um papel)
substantivo feminino
1. Fingimento de bondade de .ideias ou de opiniões apreciáveis.
2. Devoção fingida.)


Piqué, ontem.



É por isso que é uma delícia ouvir a conferência de imprensa de ontem do Gerard Piqué. Se querem ouvir da boca de um jogador de futebol como é que funciona isto da rivalidade, é ouvir a partir dos 6m57s. Revigorante.




Por feliz coincidência, ontem aconteceu outro episódio curioso. Durante a apresentação da nova sede do AC Milan ("Casa Milan") e do plantel aos sócios e adeptos, o speaker de serviço fazia umas perguntas ao novo treinador, Mihajlovic (um ex-jogador do Inter...), quando se ouviram os adeptos a cantar "Chi non salta nerazzurro è!". Que fez o treinador do Milan? Saltou, o"anti"!






Sou "anti-hipócrita" e odeio o Benfica (e o Porto)! 

22 de fevereiro de 2015

O Bart é lampião e a Lisa é leoa

Quando se confronta um lampião com mais um jogador adversário expulso ou um golo mal anulado, ou seja, o vulgo "colinho", a resposta é sempre a mesma, "Ah, ganhávamos na mesma". Aliás, esta é a resposta típica do treinador e jogadores do Benfica nas entrevistas pós-jogo: "Ganhávamos na mesma".

Ok, mas quem garante isso?


Há um enigma filosófico muito giro e que me lembro de ouvir há anos. Este:






"Se uma árvore cai e não está lá ninguém, ela faz barulho?"


Os crentes respondem sempre que sim, que faz barulho. Outros, diriam que não, que o som é o resultado da agitação do ar e que sem ouvidos para receber tais vibrações, não haveria som. Para haver som, teria de estar lá alguém para ouvir. Este enigma poderá não ter uma resposta absoluta mas tem, pelo menos, o condão de nos deixar em dúvida, em alerta, de questionar.



Nove jogos (Moreirense 2x) a jogar com mais um em vinte e dois é muita fruta.





Poderia o Benfica ganhar na mesma aqueles jogos em que foram expulsos jogadores ou (mal) anulados golos adversários? Os benfiquistas responderão sempre que sim. Outros duvidariam. O problema é que este enigma não gera debate em Portugal, além, naturalmente, de Sportinguistas e Portistas. Os benfiquistas, outrora fervorosos debatedores da "verdade desportiva", "fairplay" e outras coisas do género, abstém-se de comentar hoje em dia e a única palavra que lhes ouvimos sair da boca/teclado é apenas "azia". É normal, já todos sabemos quão hipócritas são os lampiões na hora das vitórias; o pior é que já nem sequer os jornalistas se questionam. É muito mais fácil ver apenas a árvore e não a floresta.



Obviamente, se os Simpsons gostassem de futebol português, o Bart seria lampião e a Lisa seria leoa.






29 de março de 2014

Sanitas

Apanhar gripe em Março é como um soldado americano morrer em Abril de 1945 durante a Batalha de Berlim, ou seja, é um azar do caralho.

Explicada a razão da minha ausência (não que sentissem a minha falta, eu sei, mas ‘tá explicado na mesma), vamos lá então a isto.

Os alemães têm umas sanitas engraçadas. Na Alemanha, ao contrário da vasta maioria dos outros países, quando largamos o “objecto”, este fica numa pequena “varanda”, por cima do buraco com a água, e só de lá sai quando se puxa o autoclismo. Porquê? Porque os alemães não têm pudor em ver a merda que fazem (agora a sério, dizem que é para irem controlando a sua saúde). É por isso que o presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, foi condenado (e vai mesmo cumprir) a três anos e meio de prisão, por fuga ao fisco. Imaginem se tivesse sido condenado por algo mais grave, como corrupção ou uma cena assim.



Na Alemanha, não dá para esconder a merda que se faz.


Já por cá, quando vamos à casa de banho, o “objecto” cai logo no buraco, de modo a que nunca mais o vejamos. Gostamos de enfiar tudo para debaixo do tapete. Prescrições, cafezinhos, suspensões, fruta, anulações, escutas, vai tudo autoclismo abaixo. Excepto se a merda for do Sporting. Nessa altura, é ver benfiquistas, portistas, comentadores, jornalistas, tudo, em fila indiana, à espera de poder entrar na casa de banho de Bruno de Carvalho e poder avaliar, in loco, a “merda” que o presidente fez. Isto não é uma parafilia qualquer, nope, é mesmo só hipocrisia.


Há muitas formas de se provar o real dano que esta época do Sporting está a provocar no FC Porto. A última e mais flagrante foram as declarações de Pinto da Costa, ontem, ao jornal O JOGO. Se em Setembro passado, PdC respondia com um eloquente "Bruno de Carvalho? Não conheço", já em Março respondeu com um ""Bruno de Carvalho? Humoristas só Herman José". Quer dizer que já o conhece. Outra forma seria, por exemplo, contabilizar o número de vezes que os directores e cartoonistas do jornal  O JOGO dedicam os seus espaços ao Sporting e/ou ao Bruno de Carvalho. Eloquente.

Com apenas seis jornadas (ainda) por disputar e com tantos milhões para conquistar, é de temer o pior. 

Espero que o aniversário da direção do Sporting não faça esquecer isso.

10 de março de 2014

O Benfica, em 2010

                             

Hipocrisia

"Descobres que a hipocrisia não tem limites quando reparas que aqueles benfiquistas, os que passaram anos a argumentar que não ganham mais por causa da fruta, são os mesmos que nos chamam chorões por nos queixarmos de esta época já termos sido roubados uma data de vezes."

by GVMX Videos, no Facebook

2 de fevereiro de 2014

Mais sereno que uma estátua da Ilha da Páscoa

No episódio “Remember When” dos Sopranos (temporada 6, episódio 15), Junior Soprano, o homem a quem Tony Soprano tinha mais respeito que ao próprio pai, é colocado num asylum, isto é, numa casa para velhotes com Alzheimer e coisas parecidas, e das primeiras coisas que faz quando lá chega é organizar um jogo de poker usando botões de camisas brancos e vermelhos como chips, vendendo coca-colas e barras de chocolates aos participantes da jogatana (doentes psicóticos, sofredores de alzheimer, esquizofrénicos, etc) . Resquícios da sua vida de mafioso.

O Porto é o Junior dos Sopranos.  Mesmo depois de Apitos Dourados, fruta, cafézinhos, viagens ao Brasil, foguetes no estádio e cenas parecidas, a tentação de começar um jogo decisivo da "Taça da Cerveja" três minutos depois de a partida do adversário directo se ter iniciado é maior do que a vontade de um ex-alcoólico russo em beber um shot de vodka na festa de aniversário do irmão. Está-lhes no sangue.

Por outro lado, dá para aferir da reputação e credibilidade que o Porto, apesar de dezenas e dezenas de títulos alcançados nos últimos anos, conseguiu granjear. Três míseros minutos de atraso e ninguém, Sportinguistas, Benfiquistas e mesmo alguns Portistas (o próprio Paulo Fonseca admitiu que no Porto não há “anjinhos”…) consegue evitar pensar que houve algum tipo de marosca, tramóia, trafulhice, chico-espertice ou… dolo no infame atraso da equipa do Porto. Semeiam ventos, colhem tempestades. Mesmo que em copos d'água.

Entretanto, contratámos o Cristiano Ronaldo do Egipto e o Nani de Cabo Verde. Hum, espera. Ok. Siga. Para vir o o Heldon, ‘tá na cara que um dos extremos – Capel, Wilson Eduardo, Carrillo ou Mané - ‘tá de malas aviadas para fora de Alvalade. Aceitam-se apostas. Pode ser em pesetas.

A grande questão é saber como é que o Shikabala (o melhor nome de sempre de um jogador de futebol) e o Heldon se vão incorporar na máquina oleada que o Jardim montou. Será que vamos assistir a um episódio dos Simpsons em que chega um novo puto à escola primária de Springfield e que ameaça roubar as gargalhadas que os colegas anteriormente dedicavam às partidas do Bart Simpson ou, ao invés, assistiremos a uma assimilação do egípcio junto do grupo leonino tão suave como a integração da Fanny numa festa no Elefante Branco? Se o Shikabala tivesse assinado pelo Sporting em 2013, teria razões para duvidar do seu sucesso em Alvalade. Mas ele assinou em 2014.

Isto para dizer que confio em Jardim. Jardim é aquele tipo de pessoa que qualquer ex-combatente do Ultramar quereria ter como seu Furriel numa noite quente de Janeiro de 1972, no Cafunfo, norte de Angola, enquanto se ouvia gritos de “Morte ao branco!” a ecoar na escuridão da floresta. Confio na sua serenidade. O homem é mais sereno que uma estátua da Ilha da Páscoa.

Viram ali o olho a piscar?? :)



Gostei muito de ouvir ontem, tanto o Paulo Fonseca como o Jorge Jesus, no final dos seus jogos no Funchal e Barcelos, respectivamente, a queixarem-se do “estado do relvado”. Aposto que o Joaquim Rita também achou piada. Ou não.

30 de novembro de 2013

Anatomia da hipocrisia ou "Como o Correio da Manhã é um inimigo do Sporting"

Estava a pensar em escrever (já há dias) sobre o facto de a exibição de CR7 contra a Suécia ter sido excelente para os portugueses mas um pouco nefasta para os Sportinguistas (explicarei noutro post), quando "explodiu" o tema futebolístico da semana: Bruno de Carvalho teria ofendido os portugueses ao dizer que, para resolver os problemas de Portugal, bastaria retirar o vermelho da bandeira nacional, ficaria apenas o verde e "isto é tudo nosso".

Vou explicar como é que toda esta polémica artificial nasceu e floresceu, à conta do Correio da Manhã.




- No domingo passado, dia 24 de Novembro, o Sporting deslocou-se a Guimarães para disputar a 10ª jornada da Liga Zon Sagres. O jogo iniciou-se às 19h45m.

- Nesse domingo, aproveitando a deslocação da equipa do Sporting ao norte do País, realizou-se um almoço organizado pelo Núcleo Sportinguista de Braga e que contou com a presença do nosso presidente, Bruno de Carvalho, Carlos Lopes e outros distintos sportinguistas. Repito, um almoço de Sportinguistas no domingo, dia 24.

- Acabou o jogo, ganhámos, Leonardo Jardim falou depois do jogo, nos canais por cabo desenrolaram-se os habituais programas "desportivos" (Contra-Golpe, Trio de Ataque, etc) e nem um "paineleiro" falou sobre Bruno de Carvalho e o "ultraje" à bandeira nacional. E porquê?

- Porque, segundo um respeitado adepto portista (ver vídeo abaixo), Bruno de Carvalho e os organizadores do dito almoço de domingo autorizaram a entrada dos jornalistas presentes para breves reportagens no interior da festa Sportinguista e depois pediram, amavelmente, que "desligassem" os microfones e câmaras de televisão. Ou seja, nenhum jornalista filmou, gravou ou sabia o que se tinha passado num almoço privado de Sportinguistas.






- Todos respeitaram o pedido, excepto um "jornalista": Eugénio Queirós, do jornal Record, do grupo Cofina.

- Eugénio, além de benfiquista e conhecido por levar nos cornos em estádios do norte do país, é um anti-BdC, conforme se pode verificar nalguns posts que publica no seu blog pessoal alojado - pasme-se - nos servidores da empresa para quem trabalha, Record/Cofina.

- Foi no seu blog pessoal que Eugénio Queirós, no dia 25 de Novembro, segunda-feira, publicou o vídeo, por ele filmado (telemóvel, provavelmente), discretamente, no almoço do Núcleo Sportinguista de Braga, momentos após ter sido pedido para que os jornalistas presentes desligassem os microfones/câmaras, onde se ouve BdC, num momento de descontração, no seio de... Sportinguistas, dizer que, de modo a resolver os problemas de Portugal, só tínhamos de "tirar o vermelho da bandeira de Portugal" (e isto é tudo nosso!).

- Ultraje!, gritaram os jornalistas(?) da nossa praça, na terça-feira, 26 de Novembro, assim que viram o vídeo do blog pessoal do Eugénio ser partilhado pelas redes sociais, resultando em títulos como "Presidente do Sporting sugere que se tire o vermelho da bandeira de Portugal", como fizeram no Público, assumindo como séria a piada que BdC tinha proferido dois dias antes num almoço de Sportinguistas! Surreal.

- E pronto, a partir daí, foi cavalgar na onda: debates, crónicas, perseguições (ver vídeo abaixo) e até sondagens (a sério, vem hoje na secção de desporto do Correio da Manhã), para saber se BdC teria ou não desrespeitado a bandeira nacional.




A sério, eu tenho vergonha do jornalismo português. Esta piada do BdC sobre o vermelho da bandeira nem tinha matéria para encher um post do blog mais vermelho que por aí há, quanto mais para alimentar dias e dias de patéticas discussões sobre o patriotismo do Presidente do Sporting Clube de Portugal, o clube que mais medalhas olímpicas "ofereceu" à Nação.

Imaginem, por momentos, se BdC estivesse envolvido numa qualquer marosca envolvendo 17 milhões de euros e o BPN. Imaginem.


(Nem vou dissecar a recente parceria assinada entre Benfica-Cofina-Correio da Manhã-Record-João Querido Manha, porque senão, teria de ir vomitar no final do texto e agora não me apetece.)