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21 de novembro de 2016

João Mário, um dos melhores para a Gazzetta dello Sport no derby Milan 1-1 Inter

João Mário, um dos melhores para a Gazzetta dello Sport [Candreva, o melhor, com nota 7].


"Ei-lo, o "trequartista". Mas moderno: não fica parado, sempre à procura da melhor posição. Óptimas ideias mas um defeitozinho: remata pouco quando tem oportunidade para tal"




24 de outubro de 2014

Entrevista ao Pontus Farnerud, ex-jogador do Sporting

Farnerud e o mister Paulo Bento



Viva, Pontus e sê bem vindo a este humilde e pequeno espaço Sportinguista cujo principal objectivo é apenas “enjoy Sporting”.
Apesar de teres passado apenas um par de épocas pelo estádio de Alvalade, serás sempre lembrado como fazendo parte da, hoje em dia, mais ou menos famosa equipa do Paulo Bento, onde ganhámos alguns troféus mas não conseguimos alcançar o maior deles todos, o título de campeão.

Com quem é que joga o Sporting: A minha primeira questão é, como era o sentimento geral da equipa no final dessas épocas? Mais contentes por ter atingido o segundo lugar (e entrar na Liga dos Campeões) ou desapontados por não terminar em primeiro?
 Pontus Farnerud: Penso que ficámos bastante desapontados, nós sabíamos que tínhamos feito uma boa época e por um momento erámos campeões. Penso que é por isso que ficámos mais desapontados do que contentes… e depois ganhámos a Taça de Portugal e afinal de contas, acabou por ser uma boa época!

CQJS: Qual foi a primeira palavra portuguesa que os teus colegas te ensinaram? Se foi uma que termina em “…alho”, conta-nos qual foi a segunda.
PF: Creio que foi “obrigado” e no campo “joga”.

CQJS: Qual a tua história mais divertida com o Paulinho?
PF: Ah, bem, penso que foi num dos nossos jantares de equipa quando ele ficou um bocadinho “tocado”…

CQJS: E quem era o jogador mais “maluco” do balneário na altura?
PF: Nós tínhamos um bom ambiente no meu tempo, o mais maluco talvez fosse o Liedson.

CQJS: Aquele jogo que nunca esquecerás no Sporting?
PF: O meu primeiro jogo em Alvalade depois da minha lesão no início. Contra um muito bom Braga, creio que ganhámos 3-0. Depois, também alguns dos jogos da Liga dos Campeões.

CQJS: De que grupo fazias parte? Do grupo de jogadores que o Paulo Bento gostava de embirrar ou do grupo dos seus jogadores favoritos?
PF: Penso que o Paulo Bento e eu tínhamos uma boa e honesta relação, eu sei que ele apreciava algumas das minhas qualidades mas a competição no meio-campo era bastante forte a certa altura. Tenho grande respeito pelo Paulo Bento e durante o meu tempo tivemos sempre um bom ambiente no Sporting e bons resultados graças a ele.

CQJS: Manténs-te atento à situação do Sporting? Vês alguns jogos, verificas os resultados, esse tipo de coisas?
PF: Sim, claro, eu sigo o Sporting, penso que foi uma pena que algum tempo depois da minha passagem pelo Sporting os resultados não têm sido muito bons. Estou muito contente por ver de novo o Sporting na Liga dos Campeões este ano e estou muito contente pelo meu amigo Adrien que está a jogar muito bem.

CQJS: Se estás a par do Sporting actual, quais são os teus jogadores favoritos de momento?
PF: Sempre fui um grande fã do Nani desde que jogámos juntos, não tem sido sempre fácil para ele mas ele tem imensas qualidades.

CQJS: Jogaste com o Nani em 2006/07 e no final dessa época ele saiu para o Manchester United. Foi uma surpresa para vocês e para a equipa? E o que pensas sobre o seu regresso ao Sporting nesta época?
PF: Foi mais surpreendente ele ter regressado ao Sporting do que ter saído para o Man Utd. É muito bom e importante para o clube manter contacto com os jogadores sportinguistas em outros clubes para que quando quiserem sair eles possam escolher o Sporting e não outro clube.

CQJS: Conseguirias ter adivinhado que o Moutinho acabaria por ir parar ao Porto?
PF: Não e que ele agora jogue no meu antigo clube AS Mónaco também foi uma grande surpresa. Grande jogador.

CQJS: Estavas no banco contra o Porto na final da Taça de Portugal (e também contra os Belenenses, na época anterior) no estádio do Jamor, lembras-te? A alegria de termos vencido a Taça superou a tristeza por não a ter jogado?
PF: Queres sempre jogar, participar, estava muito contente pela equipa mas claro, um pouco desapontado por não jogar…

CQJS: A história mais divertida em Portugal, fora do campo?
PF: Algumas vezes perdi-me na cidade… e uma vez cheguei atrasado quando íamos jogar uma jogo da Liga dos Campeões. Eu vivia na zona da Expo e demorei uma hora e meia a chegar a Alvalade por causa do trânsito e de um acidente.

CQJS: Como era a vida em Portugal? Gostaste do país? E continuas a visitar-nos?
PF: Comecei a gostar de Portugal desde que aí estive durante o Euro 2004. Não é fácil para um jogador escandinavo pois a língua e a cultura é bastante diferente mas se tivesse jogado mais teria ficado mais contente e satisfeito. Já voltei uma vez e espero regressar para visitar o estádio e a Academia.

CQJS: Alguma comida favorita portuguesa que sintas saudades?
PF: Não, nem por isso.

CQJS: Ainda te lembras do que “lampião” quer dizer?
PF: Claro, no outro dia estava a ver AS Mónaco - Benfica e claro que estava a torcer por uma vitória do Mónaco.

CQJS: Cristiano, Ronaldo, Messi ou Ibrahimovic?
PF: Messi mas gosto dos três.

CQJS: Quem é o melhor jogador, tu ou o teu irmão, Alexander?
PF: Alex é muito bom jogador.

CQJS: Podes nos contar o que estás a fazer agora? Ainda estás ligado ao futebol? Pensas tornar-te algum dia treinador?
PF: Tive de terminar a minha carreira no ano passado devido a uma lesão e agora vivo em França, nos arredores de Mónaco. Comecei a minha carreira de agente de jogadores e com sorte um dia destes eu visita Portugal e também o Sporting!



Bem, já terminou! Espero que tenhas gostado e quero agradecer-te e dizer muito obrigado por ter aceitado em responder a estas simples (e palermas) perguntas. Os cinco ou seis leitores do blog também vão gostar. eheh

Boa sorte para a tua vida pessoal e profissional, Pontus Farnerud!


Saudações Leoninas!

17 de setembro de 2013

Festival Eurovisão da Canção

Olho para a classificação, vejo o Sporting em 2º lugar, sorrio e, claro – “quem nunca”, como pergunta  a Manuela Moura Guedes -, sonho em ser campeão. Mas esse sorriso desvanece-se em dois segundos quando me lembro ,que após Rui Costa e Olegário, ainda falta defrontar Capela, Duarte Gomes, Paixão, Baptista e Rui-o-tal-que-foi-condenado-no-Apito-Dourado-Silva, entre outros.

Depois, temos sempre de contar com as ajudas “extras” que Porto e Benfica irão beneficiar dos seus clubes “vizinhos” (politica e geograficamente falando), como Arouca (Pedro Emanuel), Académica (Sérgio Conceição) ou Rio Ave (Espírito Santo), que funcionam como incubadoras dos futuros treinadores do Porto. O Benfica optou por trocar empréstimos de jogadores por contratos televisivos. Já meteu debaixo da sua “asa” o Farense e falou-se no Académico de Viseu e ainda no primodivisionário Marítimo.

Com esses clubes-satélite já sabemos que os 3 pontos vão sempre parar ao bolso do Porto ou Benfica, tipo aquelas votações do Festival Eurovisão da Canção onde os 12 pontos do Azerbaijão, Cazaquistão, Ucrânia e restantes ex-Repúblicas Soviéticas, que vão sempre parar à Rússia.

Meus amigos Sportinguistas, não tenham dúvidas, será tão ou mais difícil o Sporting ser campeão do que Portugal ganhar o Festival Eurovisão da Canção.


Equipamento alternativo para ir jogar ao Dragão. 

Isto é o Benfica e o Porto a irem ao Festival a cantar em inglês, com um som bem pop e com umas bailarinas todas descascadas e o Sporting a cantar um fadinho, em Português e sem luzes ou efeitos especiais a acompanhar. Podemos não ganhar, mas aquele orgulho bem lusitano ninguém nos tirará.

É que, por necessidade e cada vez mais por convicção, o Sporting é uma equipa que se orgulha de jogar com (muitos) portugueses na equipa. No domingo, foram sete. S-e-t-e. E sim, conto o Eric (ou “Érique”, como os colegas portugueses o tratam) como português, até porque fala melhor a língua de Camões do que muitos outros portugueses ditos de nascimento. Desde 2002/2003 que só por uma vez não jogámos com um jogador da formação no onze inicial. Em 2007, contra o Fátima, no estádio do Restelo. Dez anos sempre a jogar com putos da Academia… é obra.

Putos da Academia, Made in Alcochete, facto enaltecido e muitas vezes elogiado na imprensa nacional… Not! O que interessa colocar nas capas e escrever nas crónicas é que o golo do Montero foi em fora-de-jogo! (btw, quando me vêm falar nisso, respondo sempre – e responderei sempre nos próximos anos – “limpinho, limpinho.”)

Agora, imaginem, por um momento, como seriam as capas dos jornais se o benfica jogasse (e ganhasse) com 7 jogadores da formação no 11 titular. Assombroso, não é?


Como disse, vai ser (muito) difícil sermos (já) campeões esta época. Por ora, ficaria contente com um regresso ao Festival Eurovisão da Canção, ou seja, um regresso às competições europeias. Não posso exigir mais.