22 de maio de 2018

bolso

Um presidente de um clube só tem 'moral' para fazer frente a um jogador se tiver uma de duas coisas no bolso: dinheiro ou títulos. Seria relativamente fácil encontrar vários exemplos públicos de relações tensas entre presidentes de clubes e jogadores, principalmente após derrotas ou acusações de falta de empenho... Desde cortar no salário, críticas públicas, castigos, tudo isto já aconteceu antes no futebol, nacional e internacional. Porém, uma coisa é o presidente do Porto descer ao balneário e dizer que para a semana não há folgas, nem o tal prémio que tinha sido combinado no princípio da época, ou o presidente do Nápoles, ficar fodido após uma derrota no domingo e ordenar que a equipa fique "in ritiro" até final da época, isto é, um castigo aos jogadores equivalente a obrigar o filho ficar o fim de semana enfiado no quarto depois de mau resultado no teste de português. Pinto da Costa pode fazê-lo porque tem Taças dos Campeões Europeus, Taças UEFA e campeonatos no "bolso" e Aurelio De Laurentiis pode fazê-lo porque é um produtor de cinema milionário. Bruno de Carvalho não tem nada.

Tem uma mísera Taça de Portugal (para mim, a Taça Lucílio não conta para nada) e recebe menos por mês de salário do que a maior parte dos jogadores do Sporting. Se, para os adeptos, Bruno de Carvalho pode até parecer um presidente "vencedor" ou "milionário", para os jogadores ele é um zé-ninguém. É injusto? Talvez, mas é a realidade com a qual BdC nunca soube lidar. Está à vista de todos. Quis dominar, torcer, castigar os jogadores, na esperança que isso os fizesse corresponder às expetativas dos adeptos Sportinguistas, que têm e sempre tiveram a ideia generalizada de que os jogadores do Sporting não correm tanto como os de Benfica e Porto, que têm menos "atitude" (e eu sou um desses adeptos), mas nunca conseguiu, em 5 anos de mandato, alterar essa "psique" colectiva dos jogadores, bem pelo contrário. Lembrei-me agora do episódio em Chaves, derrotas seguidas de discussões, com uma "entrevista" de Adrien e William na SportingTV, quais meninos mal comportados, a pedir desculpa por qualquer coisa que já não me lembro o que era. A cada episódio destes, BdC foi perdendo liderança.

É por estes sistemáticos erros de avaliação e gestão de "balneário" que BdC conseguiu chegar ao 3º ano de desilusões de JJ, com o treinador e jogadores a serem poupados e, inclusive, aplaudidos (!) e BdC percepcionado, pela comunicação social e por uma já vasta parte dos Sportinguistas como o grande culpado (que o é, embora de forma "indireta") do fracasso . Enquanto não perceber isto, e continuo a duvidar que terá mais oportunidades para o fazer, nunca conseguirá ganhar o respeito do "balneário", bem pelo contrário.

19 de maio de 2018

Uma merda

O meu cérebro manda dizer "Bruno, já acabou. Por favor, sai do Sporting. Deixa-nos, finalmente, ter paz. Termina esta agonia, demitindo-te. Não há hipótese. Foste derrotado, eles ganharam. Obrigado por tudo mas está na hora de saíres. Bruno, já acabou."

O meu coração grita "Aguenta, Bruno! Mostra a esses filhos da puta toda a nossa fúria! Aguenta, Bruno! Firme! Não lhes dês esse prazer! Este país de merda, de lampiões em todo o lado - jornalistas, políticos, polícia - a salivarem com a nossa queda! Aguenta, Bruno! Mostra-nos que tudo isto é mentira e que o que querem é foder-nos! Aguenta, Bruno!"



É isto. Uma merda.

25 de abril de 2018

guerra

Sempre ouvi falar sobre a "Grande Depressão de 1929" e sabia apenas o que, creio, a maior parte de nós sabe: um dia, vá se lá saber porquê, a Bolsa de Nova Iorque começou a cair e caiu, caiu, caiu tanto que arrastou a economia norte-americana e mundial numa espiral negativa de falência, desemprego e que deixou milhões de pessoas na miséria total. Era, mais ou menos, isto que eu sabia. Há um par de semanas, por altura da mais recente "crise" no Sporting, vi no melhor sítio da net para sacar documentários (BBC, Arte, ZED, etc) um título que me chamou a atenção e saquei-o. E vi-o. "1929.Series.1.1of2.The.Crash", um documentário dividido em duas partes.



Nos anos 20, com a produção industrial idealizada por Henry Ford, a classe média norte-americana, bem antes da europeia, podia ter acesso a produtos que hoje nos são banais: automóveis, eletrodomésticos, etc. Na primeira parte do documentário, é explicado como era, então, fácil "investir" na bolsa. Qualquer dona de casa podia fazê-lo. O crédito providenciado pelos bancos para se poder investir era rápido e fácil de se adquirir. Com 10 dólares, podia-se pedir emprestado 90 e investir 100. Easy peachy. "100 milhões"*.

O presidente dos Estados Unidos de então era Herbert Hoover, republicano, apoiado pelos banqueiros e empresários foi eleito com o slogan "Prosperidade está mesmo ao virar da esquina". Era tempo de dizer ao mercado para se parar com com a loucura especulativa da bolsa e por um fim ao investimento louco e irracional, porém, Hoover não o fez, o que conduziu, irremediavelmente, à "terça feira negra" de outubro de 1929.

O que se passou depois, toda a gente, mais ou menos, sabe. A Bolsa de Nova Iorque colapsou, os preços baixaram drasticamente, muita gente perdeu dinheiro, ações e, sobretudo, o emprego. São infames as histórias dos suicídios em massa, atirando-se de prédios, de gente que perdeu dinheiro nesses dias. A "Grande Depressão" teve consequências devastadoras, em todo o mundo, sobretudo na Europa (Alemanha) e em 1932, apesar dos esforços de Hoover, este foi derrotado nas eleições americanas pelo democrata Franklin Roosevelt. Nos anos seguintes, fortemente apoiado por aqueles que mais sentiram na pele os efeitos da "Grande Depressão", os desempregados, Roosevelt implementou um plano nacional de desenvolvimento da economia, o "New Deal", em que grandes projetos nacionais (barragens, estradas, edifícios públicos, etc) foram projetados, de forma a providenciar trabalho aos milhões de desempregados que havia na altura. Roosevelt devolveu o ânimo aos norte-americanos, especialmente os de classe média e baixa e, sobretudo, a esperança de um futuro melhor. Mas o caminho era difícil. A meio do projecto "New Deal", por os resultados ainda não serem totalmente positivos, algumas dúvidas e críticas começaram a surgir, primeiro lançadas pelos banqueiros e empresários, para serem prontamente seguidas pela classe trabalhadora. Ou vice-versa. Houve greves, tumultos e até mesmo cenas de violência entre trabalhadores e o "Estado" (polícia). Por esta altura, Roosevelt foi completamente atacado, por ambos os lados, banqueiros e trabalhadores.



Steve Fraser, historiador.


"Os líderes políticos do país de ambos os partidos, Republicano e Democrata, estavam receosos quando viram a agitação que havia no país. E quando notaram que um terço da mão de obra estava desempregada. E quando viram as greves e tumultos que aconteciam. As corporações ricas estavam contra Roosevelt. Estavam com dúvidas de que o sistem capitalista sobreviveria. E os grupos financeiros e empresarial começaram a ser muito hostis. Trataram-no nas formas mais horrendas possíveis. Chamaram-lhe deficiente, um Judeu, comunista, homossexual. Chamaram-lhe de tudo."




Para cut a long story short, como dizem os anglo-saxónicos, a coisa estava preta para o Roosevelt. Dificilmente escaparia à rejeição do povo americano. (In)Felizmente, aconteceu aquilo que ninguém no mundo desejaria mas que lhe acabou por salvar a pele e o lugar: a 2ª Guerra Mundial. Com a iminente entrada dos Estados Unidos na frente de guerra, Roosevelt mobilizou todo um país no esforço de guerra, dando trabalho a todos, homens e mulheres, nas fábricas de armamento. A produção e economia nacional começou a crescer e o desemprego (e miséria) a diminuir. Um mindfuck à americana. O resto é história: com o final da guerra, consequente vitória dos Aliados e uma economia próspera em solo natal, Roosevelt conseguiu imortalizar o seu nome junto dos maiores da História, eternamente lembrado como um dos melhores presidentes dos Estado Unidos da América.

BdC precisa urgentemente de uma "guerra" mas duvido que seja contra os jogadores que o fará ganhar um lugar na História (dos vitoriosos).

1 de abril de 2018

kaput(a)

Sobre o jogo:

Fizemos dos melhores primeiros 20 minutos desde há muito tempo, porém, como sempre, faltou o golo. É o paradoxo deste Sporting atual de JJ. Tudo está programado para não sofrermos golo e marcarmos o tal golinho da ordem que nos dará a vitória... O problema é quando não marcamos e quando, ainda por cima, marcam os outros primeiro... acabou-se. Kaput(a).


Não há (bolas para o) Bas Dost, não há golo. É patético ver uma equipa top tão refém de um sistema, táctica, como queiram chamar. O lance do Bas Dost é duvidoso mas não é escandaloso, aceito a decisão de não se marcar penalty. Quanto ao golo anulado, parece haver um toque no joelho de Gelson mas também digo que, se tem sido ao contrário, ficaria fodido se me têm anulado o golo... Mesmo depois daquela injeção de moral, de ter caído no precipício e ter acordado do pesadelo a meio da queda, não se vislumbrou na equipa do Sporting qualquer vontade de contrariar o destino. O golo do Braga iria aparecer a qualquer momento e apareceu. Claro que qualquer lance na segunda parte mais duvidoso iria cair para o lado do Braga, claro que sim. É a segunda regra não-escrita mais famosa das leis do jogo, a lei da compensação. Tínhamos de entrar na segunda parte com a faca nos dentes e correr direito ao inimigo. Jogava-se ali o campeonato, alguém tinha dúvidas? E o que eu vi foi um patético jogo, amorfo, lento, nojento por vezes. Ao tempo que digo isto e volto a dizer: para ganhar jogos (e campeonatos) na #LigaMickeyMouse não basta jogar melhor, temos de ter mais vontade do que os outros. E nós não temos essa vontade, essas ganas de matar, de lutar, de morrer em campo. Digam-me o último jogador do Sporting a sair do campo com a cabeça em sangue. Não existe esse espírito no Sporting. Pelo menos, dentro da equipa profissional de futebol masculino, isto é, não me refiro ao Facebook. Não existe. Quando o jogador mais inconformado da equipa é um tipo que está há 8 meses no Sporting, emprestado pelo Real Madrid e com passagem pelo Benfica... A tranquilidade de Alcochete roubou testosterona ao Sporting.



Odeio o Chiellini mas adorava tê-lo na minha equipa. ;(


Lembrei-me agora do bate-boca durante a semana entre Sporting e Braga, entre BdC e Salvador. Surreal. Vamos acabar a época a lutar com o Braga e com sérias possibilidades de terminar a época em quarto lugar. À medida que JJ tem mais poderes de decisão na equipa e no plantel, parece que pior estamos. Lembro-me da primeira época de JJ, a melhor dele. Como é possível estarmos em março, com dezenas de contratações, milhões gastos e termos um plantel/equipa completamente fatigada, remendada, podre? Vou deixar aqui o que escrevi em dezembro passado, após o jogo com o Braga em Alvalade. Continua actual:




JJ monta bem o onze inicial, sem dúvida, é dos melhores a fazê-lo mas... há muito a fazer (ainda) no Sporting em termos de prospeção e formação. Por cada bom jogador contratado, vêm dois ou três que são uma merda. JJ parece obsoleto, "seco", sem estamina. Normalmente, quando um treinador deste gabarito atinge a idade de JJ, é para relaxar, para ir para um campeonato milionário (China, Turquia, Arábia) ou para um seleção. Não vejo "fome" de títulos em JJ. E se terminarmos a época em 3º ou em 4º, como parece que vai acontecer, vamos entrar numa espiral que pode ser muito negativa. Sem dinheiro da Champions, com "craques" pagos a peso de ouro ainda com contrato, cheira-me que a Sra. Austeridade estará de volta ao Sporting... e, desta vez, sem a qualidade das "jóias" como tínhamos há uns anos, como Dier, João Mário, Cédric, William, etc. Puta que pariu esta merda.


(a única salvação é mesmo a utópica Liga Europa. Vencendo um título europeu, acedendo diretamente à Liga dos Campeões na próxima época e tudo seria completamente diferente... Ou quase tudo.)

13 de março de 2018

wet, windy night in Chaves

A meio da primeira parte, reparei que estávamos a jogar com um onze que consistia em ex-jogadores dos seguintes clubes: Portimonense, Braga, Vancouver Whitecaps, Rijeka e Rio Ave. Tínhamos ainda o Bryan Ruiz. Se retirássemos as camisolas listadas verde e brancas e colocássemos umas outras quaisquer nos nossos jogadores, poderíamos muito bem pensar que estaríamos a assistir a um jogo de uma eliminatória da extinta Taça Intertoto, em vez de um outro Chaves-Sporting disputado em pleno inverno. Mais um.

Começamos o jogo como normalmente temos começado os jogos esta época: devagar e devagarinho, a ver o que 'isto' vai dar. Ainda antes da única real oportunidade de golo, em que os jogadores do Sporting se esforçaram para oferecer a hipótese de rematar à baliza ao pior jogador que o faz lá na frente, o Gelson, já o Chaves tinha tido uma ou duas chances de golo, uma das quais superiormente defendida por Rui Patrício, que, afinal, ainda lhe falta uns quantos jogos para se tornar o jogador do Sporting com mais jogos oficiais disputados. Dica: porque raio o Sporting não faz uma parceria com a competentíssima WikiSporting e começam a trabalhar em conjunto?

Começou a segunda parte e não levou muito tempo até JJ perceber que a única maneira de alguém conseguir meter a bola dentro da baliza seria colocar em campo o homem que o faz de forma quase tão natural como respirar, o mortal Bas Dost. Dez minutos após ter entrado, culminando uma jogada iniciada com um passe longo e brilhante de Coates para Ruben Ribeiro, oeste fez aquilo que costumámos vê-lo fazer no Rio Ave, quando, com uma técnica sedosa, contornou o adversário e centrou uma bola teleguiada para a cabeça do holandês voador, que no meio de três jogadores do Chaves, guarda-redes incluído, conseguiu chegar mais alto que eles todos e enfiar a bola dentro da baliza. O Chaves sentiu o golo e, nos três, quatro minutos seguintes, podíamos ter matado o jogo com oportunidades seguidas de Bryan Ruiz (3 remates falhados em 3 segundos), Battaglia e, finalmente, Coates, numa cabeçada a sair a rasar a barra.


Pai Dost



'Matar' o jogo logo aos 60 e tal minutos? Isso seria demasiado fácil para o Sporting. Claro que tínhamos de sofrer, pelo menos, até aos 86 minutos, quando o 'Manel' Battaglia, do alto do seu posto de lateral direito, rouba a bola perto da área do Chaves e a endossa para o matador Dost, que faz um passe para a baliza e colocando um ponto final na aventura em Chaves... ou ainda não? Claro que não. O inevitável golo adversário no final do jogo tinha de acontecer, pois claro. E claro que, para mim, o maior culpado do golo não foi o árbitro, que assinalou o penalty, nem Coates que o cometeu. O maior culpado foi mesmo Gelson que deixou o tipo do Chaves ir com a bola para o interior, direito à nossa área, sem que tivesse sequer tentado fazer uma útil falta junto à linha lateral, evitando assim o amarelo, mesmo que tal não fosse estritamente necessário, pois Gelson ainda não tinha visto nenhum. E claro que tínhamos de sofrer mesmo até ao apito final, para podermos depois comemorar uma saborosa vitória que nos valeu três pontos numa noite "fria e ventosa" de inverno...

Paços e Chaves, o Stoke City da #LigaMickeyMouse. Sporting e Man. City sobreviveram, o Porto, não.

3 de março de 2018

elefante

Tanta coisa para dizer e para pensar após o jogo de ontem... mas por mais que me apeteça dissecar o jogo, a estratégia, o árbitro, o golo e o falhanço do Rafael Leão, só me consigo focar no elefante no meio da sala: Jorge Jesus. É impossível não pensar que, na segunda ou terceira jornada da próxima época, quando empatarmos com o Moreirense ou o Tondela outra vez, os adeptos do Sporting vão imediatamente lembrar-se desta época e da primeira de JJ e pensar "Já fomos", pois tem sido isto a imagem que o Sporting de JJ vai deixando, com a equipa a bater-se no campeonato, sim, mas sempre com qualquer coisa a falhar. A equipa feminina do Sporting (não me recordo agora se a principal ou a de júniores) tinha no ano passado como lema #NãoHáDesculpas, uma forma de se auto-motivarem perante as adversidades. Agora que me recordo, creio que era a equipa de júniores. Não sei qual o contexto em que surgiu tal expressão mas serviu como exemplo a seguir. #NãoHáDesculpas. Bom, eu começo a sentir que na equipa principal do Sporting o que não falta são desculpas... árbitros, jornalistas, lesões, UEFA, adversários, corrupção, etc, tudo são desculpas para o Sporting não ganhar. Mais do que a derrota em si, dos 8 pontos de atraso (na prática, são 9), os 18 anos do avançado em que depositámos as nossas esperanças num bom resultado, nos 16 anos (a caminho dos 17...), o que me está a custar mais digerir é perceber que aquele velho sentimento de 'vitórias morais' que julgava estar irradicado de Alvalade, está, afinal, de volta. É ouvir JJ depois do jogo de hoje. E, pensando bem, não foi só hoje. Em todos os resultados negativos não me recordo de ouvir um murro na mesa, de um grito de alarme, de qualquer coisa que acordasse a equipa de modo a evitar aquilo que parecia inevitável a todos, especialmente desde o empate em Setúbal! Custa admiti-lo mas Sérgio Conceição conseguiu incutir na equipa do Porto vontade de ganhar. Vontade a sério. E essa vontade de ganhar é evidente em todos eles - jogadores, treinadores, dirigentes... É difícil ganhar contra quem quer mais ganhar. E é isso, ao final do dia, que eu, nós, queremos: ganhar. Não quero saber que desde que JJ chegou, o Sporting teve as maiores vendas, não quero saber da Taça da Liga, não quero saber da utópica final da Liga Europa, não quero saber que o Rafael Leão tenha apenas 18 anos! Eu quero ganhar a puta da Liga portuguesa, o tugão, a #LigaMickeyMouse. E se, racionalmente, consigo vislumbrar a evidente melhoria no jogo global do Sporting desde que JJ chegou, também tenho de admitir que, infelizmente, o seu trabalho (ainda) não foi o suficiente para tornar o Sporting campeão. Como disse o Luis Paixão Martins no último #Sporting160, JJ foi contratado pelo Sporting para acabar com as desculpas, com as 'vitórias morais'. E para ser campeão.

 Vai chegar o final da época e se, como previr, o Sporting apenas conseguir ganhar a Taça da Liga e, no máximo, a Taça de Portugal, creio que BdC vai ter de tomar uma (não-) decisão de importância capital semelhante à aquela que LFV tomou, no final daquela época fatídica de JJ no Benfica, quando perdeu tudo em duas semanas, de continuar com ele como treinador, quanto toda a gente - toda - pedia a cabeça de JJ. É esse o elefante no meio da sala de Alvalade e que me faz ofuscar todo o resto: JJ continua ou sai?*






*A não ser que aconteça um milagre daqueles, como nunca aconteceu antes no futebol português, e muito menos ao Sporting, e que o Porto perca 9 pontos e o Sporting ganhe todos os jogos até ao fim, tornando-se, eventualmente, campeão. Delirante.

27 de fevereiro de 2018

pânico

O que é que um gajo pensa depois de um jogo destes? Estou contente pelos 3 pontos ou pior que fodido da vida pelo patético amarelo do Gelson e que o impede de jogar no Dragão? Estou mais irritado pela - mais uma - deprimente primeira parte dos jogadores do Sporting e pelos usuais falhanços à boca da baliza ou pior que fodido pela facilidade com que os árbitros expulsam jogadores do Sporting? Fodido com os assobios e estado de "pânico" dos adeptos do Sporting ou irritado com JJ por este não ter tirado Petrovic logo ao intervalo, quando era evidente que o segundo lhe seria mostrado, assim que fosse possível? Enquanto estava a escrever as frases anteriores, a única coisa em que pensava foi na brilhante jogada do puto Rafael Leão deu origem ao golo do Gelson. É com esse pensamento que vou dormir. "Há males que vêm por bem". Pode ser que a ausência do Gelson obrigue JJ a puxar pela cabeça para criar soluções e, pelo contrário, aconchegue o espiríto de Sérgio Conceição e os seus jogadores, convencendo-os que o jogo da próxima sexta feira seja mais fácil. E pode ser que o erro gritante do árbitro (e 4º árbitro, aparentemente) que deu origem ao 2º amarelo de Petrovic (a haver falta, seria do tipo do Moreirense), balance os pratos da justiça mais para o lado do Sporting no jogo do clássico. Se a comunicação do Sporting fosse eficaz, nos próximos 3 dias, aquilo que mais se deveria ouvir nas tvs e nas mesas do café, seria "É tão fácil expulsar os jogadores do Sporting". Era sobre isso que se deve carregar nos próximos dias. Um comunicado no site do Sporting, ligeiro, quase irónico, a questionar a dualidade de critérios, seria mais eficaz do que posts do Saraiva ou BdC. EDIT: Esqueçam. E esta semana até podemos contar com a propaganda do #EstadoLampiânico. Obviamente, o empate ou vitória do Sporting é o resultado que mais lhes convém.







Havia muito mais para escrever sobre o jogo, o plantel, JJ, os adeptos, os árbitros mas estou cansado. Um dia de Sporting são 365 dias de outro clube qualquer.

20 de fevereiro de 2018

hardcore


Bem vindo à #LigaMickeyMouse, Mathieu.




JJ preparou a aquipa para o deboche total, julgando que acabaríamos deitados com o Tondela na cama logo ao intervalo, espetando umas 2 ou 3 batatas logo de enfiada. Só assim se justifica que tenha metido logo ao início, numa táctica suicida (e que já deu mau resultado em jogos anteriores), Montero, Bas Dost, Bruno Fernandes e Gelson lá na frente, deixando o desamparado William e a dupla Acuña-Bruno César desguardada lá atrás. Pura ilusão.

Ao intervalo, o Tondela já tinha feito tantas faltas como contra o Benfica no jogo todo. Acabaram o jogo com 23 faltas cometidas. Contra o Sporting, não admitem nada. Contra o Benfica, deixam-se sodomizar, admitem tudo. O Tondela fez 7 faltas no jogo todo contra o Benfica. Se os jogos do Benfica (e Porto) contra as equipas pequenas fossem filmes, seriam considerados "pornográficos" e alguns enquadrados na extremidade hardcore do género, tipo bondage ou sado-maso, tal é a submissão dos adversários perante a "força" dos jogadores do Benfica. É por isso que a vitória de hoje soube tão bem... um final de filme digno de Hollywood, de Sundance, de Cannes. Foi uma brutalidade à Tarantino. Surrealismo de Von Trier. Suspense de Hitchcock. Drama de Kubrick. Obscenidade de Siffredi. Começou tudo com a fita do jogador emprestado pelo Benfica, quando Mathieu lhe acariciou a cara, atirando-se imediatamente ao chão, fingindo uma agressão. A reação de Mathieu, abanando as duas mãos é dolorosa de se ver - um tipo vem do grande Barça, da La Liga, para ser expulso pateticamente no campo do Tondela? Foda-se. Faltavam ainda 30 minutos para acabar o jogo. O "corajoso" Pepa vê ali uma oportunidade de ouro de ganhar ao Sporting e faz duas substituições de "ataque". O segundo golo do Tondela esteve sempre à vista. Há uma jogada de ataque do Murillo (ex-jogador do Benfica, creio. Outro) em que temi que o VAR marcasse penalty. O empate mantém-se e começa até a parecer um bom resultado. Chega o tempo de desconto. 4 minutos. Ainda dá tempo. Mas não acontece nada... vamos perder 2 pontos. Mas eis que nos últimos 30 segundos de jogo, dos 4 minutos adicionais, a justiça poética começa a desenrolar-se perante os nossos olhos, com um guião diabolicamente perfeito: William toca a bola e enfia os pitons da bota na perna de um jogador do Tondela. Entra a assistência médica, recupera o jogador e este sai do campo. O árbitro, João Capela (Capela. Estas merdas não se inventam.) prossegue o jogo além dos 4 minutos de desconto inicialmente dados. As bolas bombeadas para a frente não causam perigo. À terceira vez que a bola chega ao meio campo defensivo do Sporting, já à espera que Capela terminasse o jogo, eis que, não sei ainda como, a bola chega à cabeça de Dost dentro da área, não suficientemente bem direcionada para que ele conseguisse cabecar à baliza mas, ainda assim, enjeitando-a para o meio da área, onde surge o Ricardo Costa, ex-jogador do Porto e daqueles jogadores "porcos" até ao tutano (que maravilha), a cortar a bola contra o poste, de onde ressalta para o local onde estava Coates, o central feito avançado, que rematou para o fundo da baliza. Loucura total. Final hardcore.