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20 de junho de 2016

Campanhas

Enquanto que na BBC, as primeiras palavras de Rio Ferdinand, Jermaine Jenas e Alan Shearer eram elogiosas para o jogo que William Carvalho fez contra a Áustria, já na RTP3, o primeiro comentário de Carlos Daniel, o "Guardiola" do comentário desportivo, sobre William foi logo para o criticar. Felizmente, Costinha defendeu bem William do ataque vil do benfiquista de Paredes.








Lá elogiou um passe longo de William para, logo de seguida, espetar mais uma farpa e, pasme-se, ousar até associar o William ao termo inventado por Luís Freitas Lobo, o infame "lateralizar", isto depois de Danilo ter feito um jogo completamente "lateralizado" contra os islandeses, ao ponto de, com uma pequena mazela ou não, Fernando Santos o ter substituído por William Carvalho. Felizmente, Peseiro também entalou bem o "Guardiola".

9 de maio de 2016

#NacionalBenfiquismo 2

Idosa morta à bengalada em lar

Motivo do crime terá sido o jogo do Marítimo com o Benfica.

Uma mulher de 69 anos matou este domingo uma idosa de 88 anos num lar da Santa Casa da Misericórdia em Ourique, no Alentejo. A arma do crime foi uma bengala. O crime ocorreu cerca das 23h00 e o motivo das agressões terá sido um desentendimento sobre o jogo de domingo do Marítimo com o Benfica. As duas mulheres partilhavam o mesmo quarto. A vítima Mariana Vitória, de 88 anos, era natural de Santiago e residiu muitos anos numa freguesia perto de Ourique. A agressora era utente do lar há vários anos e era acompanhada no serviço de psiquiatria do hospital de Beja. A agressora está a ser interrogada pela GNR em Beja.


http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/idosa_mata_colega_em_lar_a_bengalada.html

#NacionalBenfiquismo

Encontrado no Google. Deve ser este o "ciclista maluco". Benfica = inimputabilidade. 



No Jardim da estrela, em Lisboa, destoa apenas um certo ciclista barulhento, com uma bandeira do benfica, mas é para lá que continuou a ir.

Cruzo-me por vezes no Jardim da Estrela com um ciclista que diagnostiquei de maluco (não, não sou médica). Deve andar pelos 60 anos, tem o cabelo rapado, ostenta uma enorme bandeira do Benfica na parte de trás da bicicleta – tudo coisas legítimas – e na parte da frente um rádio-cassete com o volume no máximo – o que já não o é. Deve ter estado doente, porque o vejo menos do que há uns anos. No Sábado da semana passada, o pesadelo ambulante voltou. Ora, o que se requer de um jardim é alguma paz, coisa que obviamente ele destrói. Será que tem direito a fazê-lo? Não, não tem. Se o leitor quiser saber mais sobre o motivo que invoco para o criticar, leia o que Stuart Mill escreveu sobre a liberdade, a minha e a dos outros. Na minha última visita ao jardim, lá andava ele, sempre acompanhado pela sua música ambulante. Esquecera- -me de levar o iPhone, com a minha música preferida, e os respectivos auscultadores – o que não perturba ninguém – pelo que o rival me irritou mais do que nunca. Este estado de espírito levou-me a dirigir- -me a uma senhora que estava a olhar para ele com o que me pareceu um olhar furioso. "O que acha que podemos fazer a este louco?", perguntei-lhe. A resposta foi inesperada: "Nada, deixe-o lá, não vê que ele leva a bandeira do Benfica?" Encolhi os ombros. 

O jardim

Note-se que não exijo o silêncio que impera numa biblioteca, mas tão só que o som do ciclista maluco não incomode as pessoas que por ali se passeiam. Suponho que por ser visitado por um número crescente de turistas, pelo menos por aqueles que saíram incólumes do eléctrico nº 28, há agora no jardim mais polícias do que habitualmente. Além de polícias a pé, também se vêem alguns dentro de automóveis, o que dantes só acontecia depois do escurecer. Vigiado, sim, está o jardim. A única forma de impedir que o ciclista maluco incomode toda a gente, ou, para ser mais rigorosa, toda a gente que não seja do Benfica, é a de ser interpelado por "uma autoridade". Quando pensei em explicar ao ciclista maluco que não podia andar por ali com a música em altos berros percebi que era inútil. O mesmo não aconteceria se a Câmara Municipal de Lisboa e a PSP chegassem a um acordo no sentido de colocarem nos portões principais um aviso declarando que acima de ‘x’ decibéis não se poderia difundir música fosse em que aparelho fosse.

Termino com um louvor à minha autarquia. É verdade que, no bairro onde vivo, as ruas estão pejadas de buracos e que esta é a grande prioridade, mas desde há cerca de uma década que o Jardim da Estrela tem uma nova face: os canteiros são podados, as árvores estão magníficas e até o coreto e o lago maior foram restaurados. Apesar de sob prescrição médica, vou até ao jardim todos os dias (isto é para ele ler). E não é que há um mês descobri que a deslocação me dá prazer? Desde que não esteja lá o ciclista maluco


Crónica de Maria Filomena Mónica, em: http://www.cmjornal.xl.pt/domingo/detalhe/o_ciclista_maluco.html

17 de abril de 2016

Nacional-Benfiquismo

"Stühler disse-me: 'Toda essa tua escrita não vai servir para nada. As coisas pequenas, já toda a gente sabe delas e as coisas grandes, tu não sabes de nenhuma." Respondi-lhe "Não são as grandes coisas que são importantes para mim mas o dia-a-dia sob tirania que fica esquecida. Mil picadas de mosquito são piores do que uma grande pancada na cabeça. Eu observo e anoto as picadas de mosquito."


Victor Klemperer, judeu alemão que passou os anos da Segunda Grande Guerra na Alemanha e onde escreveu "LTI: a linguagem do Terceiro Reich" e "Os diários de Victor Klemperer", ao minuto 53 do documentário "Language does not lie", baseado na sua obra e disponível no Youtube.









1 de abril. "Lema do Benfica candidato ao autocarro do Benfica". Sem mais comentários.






13 de abril. Benfica disputa segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões contra os alemães do Bayern de Munique e o Record utiliza uma expressão associada à seleção de Portugal ("Deem-lhes um bigode"), que ficou célebre após o golo de Carlos Manuel à Alemanha em 1985. Um dia, haveremos de ver na véspera de um jogo importante do Benfica uma primeira-página de um jornal desportivo algo como "Força Magriços!"...




"Seleção promete “dar um bigode” à Alemanha" (16/05/2012)








14 de abril. Programa da tarde da RTP, canal público português, na véspera de um jogo dos quartos de final da Liga dos Campeões. Repito, quartos de final.









15 de abril. Repórter da TVI24, em direto num café de Lisboa. Repito, repórter da TVI24, "um órgão de informação geral independente e pluralista".









15 de abril. A Coca-Cola decidiu apresentar a sua campanha para o Euro 2016 "no estádio da Luz, e contou com a presença de antigos jogadores da Seleção Nacional (António Veloso, Fernando Chalana e Álvaro Magalhães)". Veloso, Chalana e Álvaro Magalhães. Estádio da Luz. Benfica. Seleção nacional. Portugal.









15 de abril. Episódio #347 da novela mais vista em Portugal, "A Única Mulher", da TVI. Sem comentários.









16 de abril. Programa "Voz do Cidadão". Outra vez, sem comentários. (por favor, ignorem o tom paternalista e zombador do apresentador)








16 de abril. "RTP RECUPERA 'BOCAS' DE OCTÁVIO MACHADO". Sem comentários.









16 de abril. A pièce de résistance, o título da notícia da Rádio Renascença, cujo capital é detido pelo "Patriarcado de Lisboa e Conferência Episcopal Portuguesa", à vitória do Sporting em Moreira de Cónegos.




Isto tudo em meros 15 dias, sem me preocupar em procurar "picadas de mosquitos" e sem saber o que se passou noutros orgãos de comunicação social explícita e pornográficamente lampiões, como CMTV ou A BOLA TV...