24 de setembro de 2017

Não se enganaram no Ruiz?

Gostava de perceber esta cena* do Bryan Ruiz estar no Sporting e não estar no plantel.

Se a sua ausência do plantel é:

 - Por causa do ordenado (alto, suponho) e, logicamente, imposto pela direção, não resultou, porque continua ganhar o ordenado à mesma no Sporting e, pior, sem o merecer.
- Por um qualquer caso de indisciplina (grave), simplesmente, não acredito.
- Por decisão de JJ, ainda mais incompreensível é quando vemos exibições miseráveis de Alan Ruiz e Iuri Medeiros, semana sim, semana sim.


(*Que chapada de luva branca do Bryan Ruiz... Vocês não sei, mas eu senti-me pequenino. Foda-se.)

23 de setembro de 2017

O mesmo filme

São 15 anos a ver o mesmo filme... Já sei o final e as deixas de cor. Infelizmente, durante este jogo contra o Moreirense vislumbrei o mesmo triste final e as mesmas desculpas de sempre. As desculpas de JJ - nunca é culpa dele e raramente dos jogadores - e as desculpas dos adeptos. "Temos de apoiar!"... ainda mais? Se há coisa de que este clube não se pode queixar é de apoio! Aliás, acho até que apoiamos em demasia! Veja-se a "crise" do Benfica. Um empate e uma derrota e o inferno subiu à terra. Estádio vazio na taça da Liga, assobios, claques a "apertar" jogadores e, à hora que escrevo isto, o Benfica já ganha 1-0 ao Paços de Ferreira. No Sporting? É ver JJ passar a mão pelo pêlo de aos jogadores, os adeptos a auto-comiserarem-se e pronto, "temos de apoiar". Apoiar, apoiar até à derrota final.

Ah, e claro, as desculpas da "administração". Aposto que esta semana, após os primeiros pontos perdidos, é que vão carregar na estupidamente maliciosa dualidade de critérios aplicada pelos árbitros, no âmbito disciplinar, nos jogos do Sporting. Tarde demais?

Não quero "esperas" aos jogadores, não quero nada. Quero apenas que me deixem estar na minha, fodido com este Sporting que, ainda vamos em setembro e se já é assim contra o Moreirense, não quero imaginar no apertado calendário de dezembro-janeiro, com as inevitáveis lesões e castigos que hão-de chegar... Por exemplo, se sai dos centrais, seja por lesão (bate na madeira três vezes) ou por castigo, temos o Tobias, que já se viu que é um jogador fraco (apesar de no início, ter esperança que fizesse esquecer Paulo Oliveira) e o André Pinto, que ainda hoje não percebo o que vale, como será? Acuña não jogou e não temos ninguém para o substituir. A camisola do Sporting parece pesar demais nas costas de Iuri. Battaglia lesiona-se, já vimos que Bruno Fernandes é macio demais para o lugar.

Continuamos a ter JJ a mexer na equipa antes/depois de jogos europeus. E metendo o Alan Ruiz (uma vergonha, a sua falta de "raça") a titular ainda por cima. Ou seja, 45 minutos a jogar com um a menos.


E... com esta vou ser excomungado do universo Sportinguista mas tenho de o dizer: cada vez acredito mais que, enquanto Rui Patrício for o guarda-redes do Sporting, nunca seremos campeões. Ao tempo que o penso e hoje tenho de o dizer. Há quanto tempo não ganhamos um jogo em que no final tenhamos dito, convicta e factualmente, "Epah, ganhámos o jogo por causa de Rui Patrício"? Há quanto tempo? Eu, honestamente, e admitindo que tenho uma memória fraca, não me lembro. Por época, há dois, três, quatro jogos, em que a equipa "campeã" vence porque, naquele momento chave do jogo, o seu guarda redes estava lá para defender O golo da equipa adversária. Percebem? Não é defender o remate difícil, potente, wtv - não, é defender o golo que já parecia certo. E muito menos é defender dois remates difíceis num jogo em que se ganha por 4-1 ou 5-1. Actualmente, qualquer mísero remate mais "difícil" na direção da baliza de Patrício, resulta em golo. E já nem falo na, infelizmente, eterna incapacidade de Rui Patrício lidar com bolas altas. (e se quiser ser ainda mais crítico, ainda digo que ele é mau a defender livres diretos. A sério. Atentem nisso).


Pronto, para mim, clube "campeão" tem de ter guarda-redes que ganhem jogos. O Sporting não tem. E não me falem no EURO 2016. Ou se falarem, falem também no Hungria 3-3 Portugal. E a cabeçada do Griezmann era difícil, não era "golo".


Na época passada, creio que deixei de acreditar após o Rio Ave 3-0 Sporting. Ou foi nesse ou no infame Vitória 3-3 Sporting. Hoje, após este empate, oficialmente, não acredito que seremos campeões. Quero tanto, tanto, estar errado. :|

(EDIT: E junte-se a inexplicável, bizarra, quase surrealista inabilidade de o Sporting de JJ conseguir jogar - e ganhar - contra equipas que se fecham razoavelmente bem lá atrás, e então será mesmo impossível esperar que sejamos campeões)

P.S. Digo o mesmo em relação ao blog aquilo que escrevi há pouco no Twitter: Se não puder vir aqui para aqui desabafar e mandar tudo para o caralho, então não ando aqui a fazer nada.


"google same+movie+over+and+over+again"


SL

4 de setembro de 2017

Cristiano Ronaldo (Globo) e Bruno Fernandes (TV Record), 2 craques do Sporting vistos do lado de lá do Atlântico

15 anos de CR7: César Prates foi mentor e cabeleireiro do craque



Prates foi o cabelereiro de Cristiano (Foto: Reprodução TV Globo)




















Bruno Fernandes, uma das promessas para esta Liga dos Campeões

Entrevista Mathieu [jornal Record]







Seja o que Jesus quiser

Há dois anos, por esta altura, tinha um feeling que, finalmente, iríamos ser campeões. Um sentimento deveras positivo, influenciado pela vinda de JJ e subsquente vitória na Supertaça. Lembro-me de pensar que há muito tempo que não estava assim tão crente. Mantive este pensamente até dezembro desse ano, quando perdemos inacreditavelmente na Madeira, contra o União, em Dezembro. Nesse momento, pensei numa entrevista que Artur Jorge, ex-treinador do Paris Saint Germain nos anos 80, onde contava que as épocas do PSG começavam sempre muito bem mas que, em Dezembro, por altura do Natal, os craques da equipa deixavam-se influenciar pelas luzes e montras de Champs-Élysées, pelas festas, e que a segunda volta do campeonato acabava sempre em fracasso. Tínhamos 9 pontos de avanço, lembram-se?

Na época passada, recordo-me de tentar "auto-motivar-me". Epah, temos um bom plantel, forte, vamos ganhar isto, dizia a mim mesmo. O 0-3 em Rio Ave dissipou quaisquer dúvidas. Não valia a pena estar a tentar enganar-me. A época iria ser um fracasso e assim aconteceu. Terceiro lugar, último lugar do grupo da Champions e eliminado nas taças nacionais.

Este ano, desde o início, pensei "Já fomos, não temos hipótese". Desde então, eliminámos o Steaua, vencemos 5-0 em Guimarães e estamos em primeiro lugar do campeonato, juntamente com o Porto. À partida, parece-me que o Benfica está mais fraco, o Porto mais unido (mas com plantel mais curto que nós) e o Sporting... mais focado.

Resumindo, não consigo prever o que vai acontecer. Seja o que Jesus quiser.


A primeira imagem que apareceu após googlar "Sporting, seja o que Jesus quiser"

19 de agosto de 2017

Obviamente, tudo aquilo que está escrito no post abaixo é para ser ignorado 😏


Pormenores

Quis esperar pelos primeiros jogos antes de partilhar com o mundo aquilo que penso sobre o que será a época do Sporting. Após ter visto estes primeiros jogos, contra Aves, Setúbal e Steaua, lembrei-me de Portugal durante o Campeonato da Europa de França, onde fomos campeões com uns 5 empates (durante os 90 minutos) em 7 jogos oficiais. Tenho quase a certeza de que se a Liga Portuguessa fosse disputada em moldes semelhantes, o Sporting seria campeão. O problema são os 27 jogos restantes que a Liga Portuguesa obriga disputar... Ao Sporting falta espiríto de grupo, uma estrutura verdadeiramente forte, dentro e fora do relvado, e falta também... jogadores que saibam meter a bola dentro da baliza. O Benfica tem 4/5 avançados, nós temos 2. Tão simples como isso.

Tenho uma péssima memória mas não é difícil verificar que, da equipa titular do Sporting treinada por Leonardo Jardim, há escassos 4 anos, restam apenas Patrício, Adrien e, se quisermos acreditar que ele ficará cá esta época, William Carvalho. Quatro anos e apenas 2 jogadores. Lembram-se da equipa titular do Real Madrid de Mourinho? Quantos ainda se mantém hoje em dia?

Sim, percebo muito bem que o clube tenha necessidades financeiras, que temos de vender jogadores todos os anos (apesar de, repetidamente, nos dizerem que tal não é necessário) mas, foda-se, como é queremos ser campeões se, constantemente, vendemos os nossos melhores jogadores? Montero, Slimani, João Mário, William... e se quisesse ser cínico, mencionaria também Cédric e Eric Dier (ou mesmo Semedo e Oliveira).... tudo jogadores que, mais do que qualidade para vencer no presente, tinham (e têm) potencial para vencer no futuro. Até JJ chegar ao Sporting, parecia haver um real plano para o futebol do Sporting, onde a formação seria conjugada com contratações "cirúrgicas" de jogadores mais experientes, numa perspectiva de crescimento sustentado da equipa, mantendo a estrutura, a "coluna dorsal" da equipa, durante alguns anos, até atingirmos títulos e, aí sim, podermos vender, pausadamente, alguns dos jogadores essenciais. Nada disso aconteceu. Não ganhamos títulos e não conseguimos manter esses jogadores. Esta época já vamos em 10 ou 11 contratações, o que, por si só, é a prova da falência da estratégia que vinha a ser empregue, seja ela qual fora. Se a estratégia fosse boa, não teria sida necessário contratar tanta gente, como é óbvio.


Acho incrível como se banaliza e desvaloriza a importância de se obter um verdadeiro espírito de grupo dentro de um plantel de uma equipa. Joguei apenas futebol amador e distrital mas sei bem o quanto importa haver ligações mínimas de amizade entre os jogadores. Aquele canhoto que joga a "10" que faltava aos treinos de segunda e terça por "ter uma dor na virilha" e que, miraculosamente, treinava impecávelmente bem no treino de quinta, antes da convocatória sair, e que, nos jogos de domingo, andava a arrastar-se e apenas corria para marcar o livre perigoso à frente da área? Acham que me ia esforçar para ir cortar o ataque perigoso do adversário, após o "craque" ter perdido a bola a meio campo, após uma pirueta "à Adrien" ter corrido mal? Yeah, right.


Anteontem, por mera causalidade, fui visitar a página de Facebook do William Carvalho. Vi as fotos mais recentes postadas por ele e julguei que se tratava de um jogador da seleção/Nike que, por vezes, é convocado para jogar pelo Sporting e não o inverso. Impressionou-me de tal forma a completa ausência de "Sportinguismo" na página do nosso jogador mais importante dos últimos anos que escrevi isso mesmo no Twitter. A meio de uma jornada de playoff de Champions importantíssima para o clube, a preocupação do nosso sub-capitão foi fazer um post a enaltecer a Nike. Incrível.






Mas não é só. Nuno Valinhas, ilustre Sportinguista,  mostrou-me ontem o mais recente post do Instagram do Adrien, capitão do Sporting. Novamente, um post/foto completamente alheado de Sporting e apenas mencionando a marca que o patrocina, neste caso, a Adidas.



Não creio que o principal problema do Sporting esteja na falta de militância dos seus próprios jogadores, pois, até como já disse no início do post, coloco esse ónus em JJ e na direção, ao não terem seguido um plano concreto de construção da equipa/plantel, mas, quando vi hoje no Record uma menção ao último post no Instagram de Toto Salvio, jogador do Benfica, não resisti ir visitá-lo. Era uma simples mensagem mas, ao mesmo tempo, tão poderosa....






"Juntos 👊🏻. Está unión es la que nos lleva a grandes cosas. A continuar así EQUIPO. Mañana hay más."


São pormenores sem importância? Verdade. Mas se há clube que não vence há 15 anos e que não pode - não deve - falhar em nada, por pequenos "pormenores" que sejam, é, precisamente, o Sporting. E nós falhamos tanto, tanto...


SL