1 de fevereiro de 2018

cérebro

JJ disse no final do jogo que o Sporting joga mais "à italiana", como a Juventus jogou contra nós na Liga dos Campeões. A Juventus costuma ser criticada, de tempos a tempos, por ex-treinadores, jornalistas e adeptos italianos devido à forma prática, pragmática e "feia" como joga. Lembro-me de, há poucas semanas, Arrigo Sacchi ter dado uma entrevista à Gazzeta dello Sport onde disse que a Juventus "às vezes joga muito bem mas se faz um golo, fecha-se na defesa" e ainda "Allegri é um grande treinador mas gostaria que jogassem com outra qualidade, tentassem outras coisas, tentassem divertir e emocionar". A Juventus é campeã de Itália há uns seis ou sete anos seguidos. Se mesmo assim, recebem críticas regularmente, o que dizer de um Sporting que não é campeão há 15 ou 16?


O futebol do Sporting, como disse JJ, é, de facto, um jogo mais cerebral, mais "à italiana", lento e pragmático. Tão lento que exaspera os adeptos - como não?! - mas ao final do dia, o que interessa são os pontos e neste momento, estamos com 50, mais um que o Porto (ok, à condição...) e três que o Benfica. A meio da segunda parte, já pensava no que vinha escrever no post e só me lembrava de um lance na primeira parte onde estão Acuña, Coentrão, Ruben Ribeiro, William, Bruno Fernandes e Ristovski a trocar passes para, finalmente, centrarem a bola para Bas Dost, sozinho na área e rodeado por adversários. O Gulliver à espera que os liliputianos o alimentassem.



As Aventuras de Bas Dost na Portugalândia


Depois da lesão de Bas Dost e a entrada de Doumbia e Montero, julguei que o Sporting ia começar a acelerar o jogo (e acelerou - um bocadinho) e começar a despejar bolas lá para a frente, em estado de quase semi-despero, de modo a conseguir aproveitar os empates de Benfica e Porto, coisa que raramente conseguimos fazer. Naturalmente, o cérebro manda dizer "calma, os jogadores do Vitória estão a ficar cansados, temos de manter a mesma toada" e água mole em pedra dura... mas o coração manda "Corram, caralho, chutem à baliza". Felizmente, não seguiram o meu conselho e continuaram a bater, até furar. E furou mesmo. Não foi o Bruno César (a Juventus, quando está empatada, lança Douglas Costa 🙂 ), não foi Acuña, foi o Mathieu a culminar, com o golo, a elaborada e difícil vitória contra o Vitória. Até ao golo, chamei tantos nomes aos jogadores do Sporting que fariam o Arrigo Sacchi corar de vergonha. E só depois do jogo, é que me lembrei que tínhamos jogado uma final da Taça da Liga há 4 dias e antes, disputado uma meia-final com o Porto... é, o cérebro dos adeptos nunca funciona bem durante os jogos do Sporting. Haja coração.

2 comentários:

Carlos Duarte disse...

Pois, talvez fosse melhor desistir da Liga Europa e Taça de Portugal!

Captomente disse...

eheh @Carlos, o cérebro manda fazer, tal como mandou fazer nas duas últimas épocas e foi o resultado que foi... acho que devíamos seguir o coração e tentar ir a todas! #safoda :)

Obrigado pelo comentário! SL